O Portal foi uma leitura muito interessante que me conquistou desde as primeiras páginas.
O livro está dividido em partes, estando cada uma delas mais focada num determinado aspeto da vida. No início de cada uma das partes os autores abordam o tema escolhido de forma bastante crítica e profunda, dando asas ao leitor para que, ele próprio, possa refletir sobre o que foi apresentado.
Para além deste primeiro foco, são várias as histórias de vida que este livro apresenta e não podiam ser mais diversificadas. Por alguma razão, todas elas foram condicionadas por traumas, perturbações de stress pós-traumático ou ansiedade. Os capítulos vão intercalando cada uma das histórias e vai-se conhecendo cada uma delas pela voz da própria pessoa. É realmente interessante esta abordagem tão pessoal, pois demonstra muito bem o impacto das limitações que cada pessoa sofreu e que adaptações tiveram de ser feitas. À medida que se conhecem mais pormenores sobre cada caso em particular, é possível perceber que todas as pessoas lutam pelo mesmo: pela superação.
Assim, é com este foco que todas as histórias caminham para algo que lhes foi muito útil para ultrapassar as adversidades: a meditação. Não foi só possível ver em que medida a meditação foi útil em cada caso em particular, como também foram apresentados vários tipos de meditação e quais os passos a seguir para a realizar. Consoante o objetivo do leitor, este poderá escolher o tipo de meditação que se adequa mais ao mesmo e pô-la em prática. Este foi um aspeto muito prático do livro e bastante enriquecedor.
O Portal é, essencialmente, um livro de superação pessoal, de luta e de conquistas. Faz refletir bastante sobre a importância de não se desistir perante qualquer adversidade que possa surgir, seja ela qual for, porque existe sempre algo que pode ajudar a superar essas mesmas dificuldades. Neste livro, essa luz é a meditação, mas cada um de nós deve descobrir qual a luz mais adequada para si próprio quando e se necessário.