Escolhidas num universo de 500 textos, estas crônicas discutem a ascensão chinesa, a guerra contra o terror, a candidatura de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos e o passado e o futuro do Brasil e da América Latina. Simultaneamente, fazem um raio-x do comportamento do homem contemporâneo.
Nascido em Porto Alegre e filho do também escritor Érico Verissimo, Luis Fernando Verissimo (Luís Veríssimo, na ortografia legal) é famoso por suas crônicas cheias de ironia humorística. Além de escritor, ele também é jornalista, publicitário, cartunista e tradutor. Entre suas paixões, estão a família, o time de paixão, Internacional de Porto Alegre, e o jazz sendo praticamente inseparável de seu saxofone. Seus amigos o definem como "uma pessoa que fala escrevendo". Em público, ele é tímido e de forma alguma aparenta ser o autor de seus irreverentes textos. É considerado o escritor que mais vende livros no Brasil.
Sagacidade e ironia são as duas ferramentas que Luis Fernando Verissimo utiliza para analisar e debochar do início do século.
Essa compilação é mais centrada nos aspectos políticos, sociais e econômicos do mundo ao invés da bem conhecida crônica de costumes pelo qual o autor famoso.
Mas não descarte tão rápido o impulso de ler esse livro se você não gosta do tema, dê uma olhada primeiro, pois a prosa do escritor continua ágil e cortante... bem longe do lirismo que parece acometer cronistas "com mais de dois terços de vida".
Não há histórias, contos ou conversas aqui, apenas análises de cerca de página e meia. Todas são leitura rápida, mas podem ser incompreensíveis para quem não está muito a par dos acontecimentos citados.
"O mundo é bárbaro" é uma coletânea de pequenos textos que Veríssimo escreveu ao longo da primeira década deste século. São comentários deliciosos, repletos de ironia, provocação e reflexões instigantes. Lê-los foi para mim não apenas um "relembrar" de acontecimentos importantes, mas sobretudo revivê-los pelo olhar arguto e ainda atual de um grande brasileiro. Temas como o ataque às torres gêmeas e a reação norte-americana, o crescimento da China, a eleição do Obama, e sobretudo as enormes contradições políticas e culturais no Brasil são discutidas nesse livro.
Veríssimo é sempre um presente de lucidez e articulação. Mesmo que alguns dos temas já sejam datados, sua perspicácia os torna divertida a questão central - ainda que essa seja quase sempre exemplo do nosso mundo bárbaro.
O mundo é bárbaro. Se você lê algumas notícias nos jornais ou vai se dar ao trabalho de ler comentários em matérias sobre preconceito/desigualdade social/violência e etc, isso já não é novidade, Neste livro com textos tão pequenos (1 página cada!) é possível ponderar sobre a barbaridade do homem. O livro é muito interessante por causa do tom cômico dado em alguns casos. Dei três estrelas pois os textos são diversos e por isso tem muitos que pra mim passou batido. Se alguém ficou interessado em ler, indico aqui 5 das minhas crônicas favoritas: The Queen Sem Vacina A tirania do qualquer um *(muuuuito bom)* Os meios e os fins Humilhação
E pra fechar com chave de ouro. Um pequeno quote de "O lado bom da situação": "A longo prazo estaremos todos mortos, e se você consegue manter a cabeça no lugar enquanto todos à sua volta estão perdendo a sua, você provavelmente está mal informado.
É um pequeno livro, mas meio chato de ler. Contém diversos escritos, sobre variados temas, mas irrita. É sempre o mesmo jeito de escrever (embora, por vezes, possa se dar alguma risada). Para quem quer ler Verissimo, melhor ler o pai, ou quem sabe, "O analista de Bagé"...
Crônicas cheias de opiniões, sobre tudo e todos, mas de alguma forma, extremamente repetitivas, ao ponto de tornar a leitura lenta e entediante. Só algumas crônicas foram realmente interessantes, por isso fui generosa e classifiquei como duas estrelas.