São algumas dezenas as crônicas reunidas neste livro, parte delas já publicada em jornais. Outras tantas ― doze, mais precisamente ― são inéditas e foram feitas especialmente para esta edição. Maria Ribeiro escreve um e-mail cheio de afeto para Caetano Veloso, celebra João Gilberto, sente o peso de uma separação. Gregorio Duvivier se encanta com a paternidade, critica o mundo das redes sociais e a fissura por likes, bate um papo com um pastor. Xico Sá medita sobre as dores de uma demissão, abençoa a chegada da filha e rói, como só ele sabe fazer, o proustiano pequi da memória. Maria tende mais à contemplação; Gregorio, à ironia; Xico, ao lirismo. Mas todos os textos são marcados pela voz original e pelo tom personalíssimo ― por vezes de confissão, outras, de ficção. Tem um pouco de tudo: humor e nostalgia, sarcasmo e saudade, erudição, amor e ― rima pobre também vale ― dor. Começa em tom político, caminha em direção a literatura, música, filhos, relações amorosas, separações, autodepreciação, envelhecimento e, bem... a morte. Vale lembrar que essa conversa a três existe também na vida real. Os autores viajam o Brasil num projeto chamado “Você é o que lê”. Lotam auditórios ― mais de 30 mil pessoas já compareceram às conversas ― falando sobre tudo, mas sobretudo de literatura. Exatamente como neste livro. Quem já viu sabe que dá liga das boas.
Gregório Byington Duvivier é um ator, humorista, escritor, roteirista e poeta brasileiro. Ficou conhecido pelo seu trabalho no cinema e no teatro e, a partir de 2012, destacou-se como um dos criadores dos esquetes da série Porta dos Fundos, veiculada pelo Youtube.
É autor dos livros "A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora" , "Ligue os pontos - Poemas de amor e Big Bang" e "Put Some Farofa".Também assina uma coluna semanal na Folha de São Paulo.
Os autores possuem uma escrita particular que permite o texto ser identificado ainda que não houvesse o nome deles em cada crônica. Uns conseguem escrever sobre coisas mais atemporais, mas outros falam de temas muito de uma determinada época, de um ano específico e, até mesmo, de um fato que ocorreu naquele mês ou semana... Livro despretensioso para se ler antes de dormir, à espera em uma fila ou situação semelhante. Não me prendeu, infelizmente.
infelizmente não gostei muito das cronicas da maria ribeiro e tiveram uns temas q achei repetitivos, mas seria nota:4,5 acho q na média as q eu mais gostei foram do xico sa, mas as preferidas sao do gregorio
Gregorio sempre sensacional. Todas feitas para reler várias vezes. Passam rápido. Acho que meu santo só não bate bem com o do Xico, não curti muito as crônicas dele. Mas Maria foi uma ótima surpresa. Amei! Realmente muito bom para ler fora de casa.