Em um universo futurístico, que sofreu com inúmeras guerras e destruições, duas espécies de sobreviventes lutam em meio a muitos conflitos, ataques, mentiras, tiranias, romances, amizades, traições e mistérios. Dois jovens de realidades diferentes, Rafael — um guarda da Cidade Mecânica — e Artur — um membro dos Selvagens —, narram de forma paralela suas perspectivas enquanto enfrentam descobertas e reviravoltas. As verdades chocam-se com a realidade de ambos os lados e os jovens passam a temer o desconhecido e uma possível rebelião, que pode mudar tudo, mas também causar consequências irreparáveis. Coração Mecânico é o primeiro livro, que contará a história desse mundo envolvente, revoltante e emocionante. Nele somos levados a uma jornada de jovens que lutam pela sobrevivência e pelo direito de liberdade, abordando temas como preconceitos, autoritarismo e a busca por quem somos.
Lucas Vieira é mineiro, nascido na cidade de Santos Dumont em julho de 2000. Graduando em Rádio, TV e Internet na Universidade Federal de Juiz de Fora. Foi na infância que encontrou na arte formas de se expressar contando histórias e atualmente é o que faz da vida; na ficção, descobriu diversas possibilidades do “e se” e também do “como é”. Lucas pode ser encontrado falando obsessivamente sobre filmes e séries da Marvel, produções boys love, Drag Race e outra coisa que cismar (temporariamente ou não).
O livro é contado por dois pontos de vistas distintos, começamos por Rafael, um mecânico e vemos o lado dele sobre a Cidade Mecânica e os selvagens. Ao lermos o lado de Artur, tudo muda. Não é exatamente como Rafael explica. A trama se estende e vai nos deixando maravilhados com as novas descobertas, ansiamos pela vitoria dos personagens e criamos teorias para saber como os garotos se encaixam, se conectam. A distopia foi muito bem criada, o final nos fez criar esperanças e desejar muito a continuação prometida.
Leitura com um bom ritmo e uma escrita muito boa. Gostei muito como a narrativa, acontecendo intercalada, se contextualiza e apresenta uma conexão (bem criativa) entre os diferentes pontos de vista da trama. Fiquei na vontade por uma continuação.