Lidar com filhos, nos dias de hoje, implica discutir sexualidade, aceitar questionamentos a respeito da família, lidar com o sofrimento, posicionar-se diante do mundo digital, estabelecer limites, ajudar nas escolhas. Vera Iaconelli, psicanalista e colunista da Folha de S.Paulo, oferece, neste livro, pistas sobre como melhor se aventurar na preocupante tarefa de criar filhos em tempos difíceis.
Já conhecia a autora pela TV e pelas suas colocações bastante sóbrias sobre a relação entre pais e filhos.
Resolvi me aventurar um pouco sobre seu trabalho e encontro este livro que, mais do que ser uma proposta a inquietação na relação entre pais e filhos e sua criação, é um convite ao questionamento e à inquietude como postula a autora no começo do livro.
Imprescindível para entendermos melhor nossos papéis e funções não só como pais mas também como agentes ativos e passivos na criação dos nossos - e dos outros - filhos nesse século XXI que já começou bem difícil.
Uma antiga fã da autora, achei esse livro uma promessa linda e bem escrita do que ele poderia ser. Ela aborda assuntos essenciais, com uma perspectiva sempre muito interessante, mas talvez com alma de artigo, não de livro. Poderíamos ter o dobro de páginas, o que lhe daria possibilidade de desenvolver várias das ótimas ideas presentes. De mais, ele possibilita a reflexão por vários temas da maternidade em tempos atuais que valem a pena pensar sobre.
Um bom apanhado de ideias sobre parentalidade na modernidade. Eu esperava um pouco mais de base teórica e discussões mais aprofundadas, mas foi uma leitura interessante apesar de um pouco superficial.
Muito bom para quem tem ou não filhos. O livro não pretende esgotar ou elaborar com profundidade os temas, já que são capítulos curtos, mas já me trouxe reflexões e debates interessantes.
Obs: cortaria uns três capítulos do livro que me pareceram deslocados ou inseridos mais para dar check no discurso politicamente correto.
Seguem trechos que gostei e geraram discussões aqui em casa:
“Abrir mão do que teria sido - ou, na realidade, da fantasia do que teria sido - nos ajuda a pensar o que de fato poderá vir a ser. Melancolia de um passado que não foi e ansiedade por um futuro que não virá criam impasse e imobilidade. Fora desse jogo, as escolhas voltam a se tornar possíveis, ainda que não sejam as do passado, mas as de agora.” (P. 18)
“A cultura da imagem e das postagens de imagens de cada atividade do dia a dia dá a falsa impressão de que todo mundo está se divertindo menos você, o que tem incrementado os quadros depressivos já epidêmicos. Nessa lógica, acredita-se também que todas as outras pessoas estão muito mais felizes com os filhos e conseguindo se sair perfeitamente bem, o que, apesar de ser mentira, costuma abalar pais/mães já habitualmente culpados. É difícil assumir uma tarefa que envolve tanta dedicação ao outro, diante do culto ao individualismo e à realização pessoal. A abnegação requerida na parentalidade - qualidade rara nos dias de hoje - pode levar décadas para ser reconhecida pelos filhos, quando ocorre.” (P. 23)
Livro que tenta ajudar os pais a lidarem com as novas demandas que o século XXI impõe. Como falar com filhos sobre questões de gênero, uma nova maneira dos homens exercerem a paternidade, o mundo virtual, dentre outras questões polêmicas que essa nova era nos faz pensar.
Péssimo livro, fala muito pouco sobre filhos. Os primeiros capítulos são excelentes, mas depois a autora se perde quando aborda excessivamente sobre os pais e sobre questões sociais controvérsias tais como orientação sexual, igualdade de género, feminismo e machismo.