Após terminar a leitura desse quarto volume de Sin City, fui pesquisar sobre a edição e descobri que esse volume é o mais benquisto entre fãs e a crítica. E realmente, esse volume superou o anterior e se tornou o meu favorito.
Na trama, acompanhamos um protagonista inusitado até então, um policial chamado John Hartigan, que está na casa dos 60 anos e está prestes a se aposentar. No entanto, em um noite de patrulha, ele e seu parceiro estão investigando um sequestro de uma garota, que poderia se desenrolar em um assassinato. Nesse momento, descobrimos que a garota é Nancy Callahan (sim, a famosa dançarina mencionada nos volumes anteriores) e assim, percebe-se que a história se passa anos antes dos três primeiros encadernados.
Dessa forma, O Assassino Amarelo é o encadernado inicial no que tange a época em que se passam as histórias, inclusive com momentos em que Marv e Dwight são mencionados e/ou aparecem nessa trama, bem como a fazenda mencionada no volume 1 e a influência da família Roark na cidade.
Evitando adentrar muito na história para manter a surpresa do leitor, O Assassino Amarelo se destaca pela maneira que o Miller conduz a trama, mas ao mesmo tempo pela história que ele roteirizou, pois o nível de suspense, investigação, vingança e superação que ele trabalha nessa obra são excepcionais. O trunfo dessa história é saber conduzir o leitor para uma trama que vai desmanchando-o por dentro, bem como a simpatia pelo protagonista.
Diferentemente dos volumes anteriores, onde temos protagonistas com atitudes questionáveis e um passado suspeito, o John é o contrário. Ao retrata-lo como Policial integro, que se preocupa com o próximo e com uma moral incorruptível, ver o que vai acontecendo com ele, as mentiras que são contadas e toda a injustiça, desperta uma sensação de revolta no leitor.
Ademais, o Miller trabalha muito bem a questão da verdade e da mentira, como o poder financeiro e político molda essas características da informação, de maneira que beneficie o indivíduo em detrimento do outro.