Continuamos com a saga do Incrível Hulk, o cara verde que só quer ficar sozinho.
A maioria das histórias do Roy Thomas continuam na mesma coisa; o Hulk chega em algum lugar por completo acaso, quer ficar sozinho, não deixam porque aparece algum inimigo aleatório, o Hulk sai na porrada e vai embora porque quer ficar sozinho. Começando com o Homem Areia numa das histórias mais sem noção deste lado do Atlântico, uma história que não faz absolutamente nenhum sentido e termina com a Betty virando uma escultura de cristal.
Depois temos o Líder e o General Ross se unindo para deter o Hulk de uma vez por todas! Como? Com um ataque cardíaco. Sério, o Líder usa toda sua inteligência para chegar à conclusão que a melhor maneira de deter o Hulk é com um ataque cardíaco. Mas como provocar o ataque cardíaco? Bacon, cheddar, batata frita e um refri de pomello geladinho? Não! Com ondas mentais que fazem o Hulk enfrentar ilusões dos últimos inimigos, é claro!
Ridículo, né? O meu plano envolvendo bacon é melhor que essa porcaria.
Bom, depois a estreia do Doutor Samson que usa radiação gama do Hulk para reverter a forma de cristal da Betty Ross e, como ele tava entediado, ele usa a radiação nele mesmo e ganha cabelo gama verde que deixa ele forte como o Sansão biblíco - sério a explicação é essa mesmo; cabelo radioativo.
Sempre que perguntam porque a Marvel criou os mutantes, a resposta é para não precisar escrever uma origem de herói com as palavras "cabelo radioativo".
O Hulk também enfrenta o Doutor Destino - aqui já não é mais a dupla Thomas-Trimpe que tá produzindo as histórias - e depois é julgado pela justiça americana, com a defesa do Matt Murdock, obviamente. E depois tem toda uma função para tentar voltar ao microcosmo da Princesa Jarella.
Por sinal, a cereja do bolo dessa edição são as duas histórias do Harlan Ellisson - uma dos Vingadores e outra do Hulk - sobre o microcosmo, com algumas pitadas lovecraftianas, quanto um tal de Psyklop diminuiu o Hulk até o microverso, e lá, o ruculoso protagonista conhece Jarella.
Até eu me apaixonaria pela pele de abacate da Jarella.
Essas histórias dos anos setenta são meio chatas e repetitivas - Hulk quer ficar sozinho, não deixam ele sozinho, ele sai na porrada e vai ficar sozinho noutro lugar -, mas eu gostei muito das histórias envolvendo a Jarella, é reconfortante ver um personagem tão angustiado, solitário e triste como o Hulk ter um pouquinho de felicidade de vez em quanto.
Talvez o verde seja a cor da esperança mesmo.