O livro traça um panorama da sexualidade no Brasil desde a chegada dos europeus e de seus primeiros contatos com os povos autóctones, até os dias atuais, quando a discussão sobre gênero alcança dimensões políticas e sociais de proporções semelhantes às da revolução sexual dos anos 1960. Para apresentar os mitos, tabus, impedimentos e subversões, o autor lança mão de uma pesquisa que parte de documentos históricos – e retóricos, como não se pode deixar de perceber nos escritos dos séculos XVI e XVII –, estudos, memórias, romances e anedotas, equiparando discursos variados e alcançando, a partir dessa metodologia, um texto atraente sem perder o rigor teórico.
Uma obra que faz com que compreendamos os avanços e os ruídos no processo de desenvolvimento da sexualidade no Brasil. Usando referências ricas, o autor divide muito bem a obra passando pelo período da entrada de colonizadores nas terras do país, a influência de instituições sociais tais como a Igreja Católica, o comportamento dos indígenas acerca do tema, os desafios e problematizações que muitas mulheres sofre/sofreram durante a história, o papel de pessoas que ofertam o corpo como moeda de troca, a homossexualidade masculina e feminina, até movimentos que acontecem na contemporaneidade. Vale a pena a leitura.