Στην Πορτογαλία του 17ου αιώνα, η όμορφη Μαριάνα υποχρεώνεται από τον πατέρα της, έναν ισχυρό ευγενή, να κλειστεί σε μοναστήρι. Όμως εκείνη λαχταράει την ελευθερία της αληθινής ζωής.
Όταν μετά από πολλά χρόνια ένα γαλλικό σύνταγμα έρχεται στην πόλη, το βλέμμα της Μαριάνας πέφτει στον όμορφο λοχαγό Νοέλ Μπουτόν και γρήγορα κανονίζουν μια συνάντηση. Γεμάτη από την πρώτη αληθινή χαρά της ζωής της δε δίνει σημασία στο σκάνδαλο που προκαλεί ο ερωτικός της δεσμός. Όταν όμως αρχίζουν τα σχόλια στο μοναστήρι και στο σύνταγμα ο Μπουτόν διατάσσεται να επιστρέψει στη Γαλλία. Η Μαριάνα συντετριμμένη, του γράφει υπέροχα παθιασμένα γράμματα ελπίζοντας πως θα τον κάνει να ξαναγυρίσει.
Πρόκειται για τις πασίγνωστες επιστολές της Πορτογαλίδας μοναχής που έθρεψαν γενιές και γενιές νεαρών ερωτευμένων και εκδόθηκαν για πρώτη φορά το 1669.
Devo, ser sincero: não gostei assim tanto deste livro quanto isso... A 1ª parte prometia bastante, bem como a ideia básica que preside ao romance: uma freira portuguesa apaixona-se perdidamente por um membro do exército francês que combate, em Portugal, os espanhóis. No entanto, a partir da 2ª parte, o livro torna-se um bocadinho maçador e comecei a ficar farto. Quer dizer, Katherine Vaz conta a história bem, mas não me cativou muito... Amor à primeira vista? Paixão arrebatadora? Amor eterno? Esses são os principais ingredientes de um romance, mas quando esse romance se baseia apenas nisso, torna-se muito desinteressante...
Porém, li o livro até ao fim porque não posso dizer que não é interessante conhecermos a (suposta) figura histórica importantíssima no panorama literário da Europa no século XVII e em diante, à qual não ficaram indiferentes Stendhal, Rodin, Rainer Maria Rilke, Rousseau. E, embora ainda hoje não se saiba se as cartas são verdadeiras ou fictícias (quanto a isso, Katherine Vaz não tem dúvidas e sustenta a sua tese - de forma romanceada, não esqueçamos - apoiando-se em diversos estudos sobre o assunto) é inegável que marcaram uma época e a cultura pré-romântica incipiente.
Além disso, gostei de aqui encontrar toda a conjuntura histórica, política e social de uma Península Ibérica setecentista e de um Portugal na luta pela independência depois de 60 anos de 'jugo' espanhol. Vê-se bem que a autora fez o trabalho de casa, não se limitando, contudo, a contar factos históricos desinteressadamente, antes os enquadrou com grande perspicácia e algum sentido crítico.
No Portugal do século XVII, Mariana Alcoforado, então com onze anos, é obrigada a entrar para um convento, a fim de ficar a salvo do brutal conflito provocado pela guerra com Espanha. Impotente face à irrevogável decisão do pai, Mariana submete-se, mas anseia pelo dia em que poderá regressar ao seio da família e à liberdade da vida real. Até que um regimento francês chega à cidade: o belo rosto de um oficial a cavalo, uma fortuita troca de olhares e, por fim, o encontro. Mariana, já quase com vinte anos, deixa-se dominar por uma paixão cega e inflamada. Introduzindo-se secretamente na sua cela durante várias noites seguidas, o Capitão Bouton dá-lhe a conhecer o amor físico, proporcionando-lhe o primeiro grande êxtase da sua vida. Mas a notícia dessa relação rapidamente se difunde e causa escândalo. Bouton é mandado regressar a França. Destruída, Mariana escreve-lhe, sem resposta, cartas extraordinariamente belas e apaixonadas. Baseando-se numa das mais famosas histórias de amor de todos os tempos, a que ressalta das Cartas de uma Freira Portuguesa, publicadas anonimamente em 1669, o romance de Katherine Vaz recria admiravelmente, numa prosa encantadora e rica de sugestões, o drama de Mariana Alcoforado e o país em que viveu.
Foi após ler esta obra que descobri a vida de Mariana Alcoforado, freira portuguesa de finais do século XVI que viveu num convento em Beja e, supostamente, manteve uma relação amorosa com um soldado francês, a quem escreveu "As Cartas Portuguesas".
La intensidad y complejidad emocional de Mariana, así como su irrefrenable pasión por el amor como el principio y el fin último de todas las cosas de la vida, son narradas de una forma poéticamente preciosa, completa y realista. De manera que si bien al inicio Mariana es una niña fascinante, en algún momento también es una adulta reprochable. A veces la amas y a veces la aborreces, y eso la hace aparecer a través del texto como la persona real que fue.
Me dieron hasta ganas de aprender portugués para poder leer el libro en su idioma original, porque cada oración y cada imagen que pinta Katherine Vaz en esta novela cargan una belleza más que conmovedora. Las escenas de amor familiares y fraternales me hicieron llorar muchas veces a lo largo de este viaje por la vida que es la experiencia de leer Mariana.
Incluso mi comprensión sobre Dios y sobre los conventos evolucionó con esta lectura. Estoy profundamente enamorada de la experiencia que fue, y en un futuro lo volveré a leer. Lo recomiendo muchísimo.
Read this, believe it or not on a small Greek yacht sailing around the Island of Evia in 1998. The book is completely salt waterlogged due to a Tempest. Katherine Vaz weaves a hypnotic spell with delicious, evocative prose. It would seem that the convent that Mariana finds herself in, is far from oppressive, more like a sort of girls only luxury student accommodation. Food becomes a metaphor for desire, love, lust for life. Will be re-reading.
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Mariana Alcoforado nasceu em 1640, filha de uma família nobre em Beja. Sendo uma vários filhos é enviada para o convento aos 11 anos para proteger a fortuna da família. Demasiados genros e filhos não é muito aconselhável. Mariana nem aos onze anos tem vocação religiosa. Dias antes de ser enviada para o convento, ela e irmã, enterram o Sto António da avó de cabeça para baixo para que este lhes traga o amor da sua vida. Muitos anos depois Mariana aperceber-se-á que o Sto António fez o seu trabalho, mas não da forma mais óbvia. Sendo uma mulher inteligente, Mariana encontra no convento uma liberdade intelectual que lhe permite evoluir de uma forma que não lhe seria permitido fora do convento. Rapidamente encontra amigas, que sempre lhe serão leais, sem julgar as opções que faz na vida. Em plena guerra da restauração a vida no convento não é tão fechada como em tempos de paz. Mães, esposas ou filhas de nobres são enviadas para o convento, não para se tornarem freiras, mas sim para ficarem protegidas. Mariana é uma jovem mulher cheia de vida e dada a paixões sem limite. Quando as duas irmãs mais novas, Catarina e Peregrina (esta ainda bebé) são enviadas para o convento, Mariana dedica-se a Catarina de alma e coração. Quase sucumbe à sua morte. É ainda num estado meio sorumbático, devido à morte de Catarina, que aos 26 anos, vê pela primeira vez Noel Bouton de Chamilly, soldado francês a lutar por Portugal. Noel e Mariana apaixonam-se rapidamente e de uma forma absurda correndo todos os riscos necessários para viver o seu amor. Rapidamente este amor deixa de ser secreto e Noel é enviado de volta a França. Para Noel esta é uma saída para um amor que já o sufoca. Mariana não é comedida no dar e receber. Vive para esse amor, para os encontros fortuitos, para as noites de amor. As cartas de amor que escreve a Noel são publicadas em França e são um enorme sucesso. O Amor, a desesperança, a beleza que nelas existe alcançam um enorme sucesso e correm mundo enquanto Mariana continua no convento, à espera da vida, do amor, da felicidade.
Um livro fantástico. Mais um livro sobre Portugal e Portugueses escrito por estrangeiros. Mariana é uma personagem fascinante e tão pouco conhecida por cá. Os nossos são sempre pouco acarinhados. Gostei imenso de ler o livro, aprendi imenso e fiquei cheia de curiosidade relativamente às Cartas….
Gostei do livro, enervam-me sempre histórias deste género e por isso as evito. Acabo por ler e gostar, mas sempre a sofrer...Quando digo deste género, e não querendo entrar em promenores, refiro-me ao eminente sofrimento que as personagens transportam consigo a que se associa neste caso uma vertente dramática, tratando-se ou julgando-se tratar de algo verídico. Mas vale a pena, para quem não gosta de assim tanto de histórias de amor, pode aproveitar as recorrentes descriçoes do contexto, fora e dentro do contexto.Para mim esse foi um ponto interessante, entender o funcionamento, por exemplo, de um convento naquela época.
Concluindo, gostei, mas todo o "vai não vai", enerva-me demasiado para pensar em rele-lo tão depressa.
I enjoyed the historical premise of this novel more than the writing specifically. Set in 17th century Portugal, it is based on the story of a passionate young aristocratic girl who is put into a convent at an early age by her father, despite her lack of suitability for a nun's life. When war comes a-calling and she falls hard for a French captain, her love letters to him somehow end up being discussed among social circles in France. The author has translated the letters and re-created the story of the Portuguese nun's love, filling in various gaps where she cans with imaginative prose.
I loved this book. It is billed as a steamy romance, but it isn't that at all. Mariana, put into a convent by her parents at a young age, does fall in love, but she is a very complicated character who lives in the time of the Portuguese Revolution for independence from Spain, which goes on a long time. The writing is in a magical realism style, very good and evocative. I have not been as impressed with a novel for a long time.
Se eu soubesse que, pouco depois de acabar ler este livro, ia passar por o mesmo desgosto e dor de coracao que passou a Sor Mariana (mas no meu caso, com uma dama em vez dum cavaleiro), com certeza nao o tinho lido.