Em Emoções, a marca dos pés calçados vai incorporando as cores e os sabores do outro. Na capa, as faixas horizontais do aparelho de televisão como que anunciam que já é hora de partir, e é o ponto de largada para aventuras intelectuais (leitura, pintura, reflexões), populares (carnaval, brincadeira da amarelinha, futebol) e amorosas (encontrar-se com a amada...).
Um personagem invisível, mas identificado pelas pegadas – um ser andante –, vai mostrando ao leitor uma trajetória de emoções. Cada pegada representa um guardado do vivido, como uma caixinha de badulaques (a carteira de vacinação, a carta do primeiro amor, o convite de formatura, os cartões-postais dos amigos etc), que vai sendo abarrotada e trambolhadamente preenchida com as pequenas coisas da vida, das quais não podemos nos desfazer.
O livro, em sua completude, narra uma história – da capa à contracapa – e nada pode ser esquecido. Já o colorido das ilustrações penetra no colorido das pegadas, criando um jogo de cabra-cega (Quem será? Onde estará? Para onde irá?).