No prólogo de Metrópole à beira-mar, Ruy Castro reconstitui a epidemia de Gripe Espanhola que assolou o Rio de Janeiro em fins de 1918. É uma descrição arrepiante — e que pode nos ensinar muito sobre o momento que vivemos.
"O Brasil não estava preparado para recebê-la. Ninguém estava. No começo, o carioca ainda brincou, mas, quando se descobriu que o número de mortes estava chegando a centenas por dia, viu-se que não havia motivo para rir."
A partir desta descrição — mais contemporânea do que nunca —, Ruy Castro reconstitui o Rio de Janeiro do início do século XX, assolado em fins de 1918 pela Gripe Espanhola, que contaminou mais da metade da população e matou milhares. Passada a onda de pânico, aqueles que sobreviveram à epidemia saíram às ruas para celebrar, fazendo do Carnaval de 1919 o maior que o Brasil já vira até então. E a festa daria o tom da década que estava por vir.
Neste prólogo, o leitor tem uma amostra de Metrópole à beira-mar, uma irresistível reconstituição do Rio dos anos 1920. Marcada pelo arrojo e pela vanguarda, a época demonstra como a cidade foi capaz de se reinventar, consolidando-se como sinônimo de modernidade e influenciando o estilo de vida, a cultura e a história de todo o país.
Rui Castro, na ortografia oficial. Nasceu em 1948. Começou como repórter em 1967, no Correio da Manhã, do Rio, e passou por todos os grandes veículos da imprensa carioca e paulistana. A partir de 1990, concentrou-se nos livros. Publicou, entre muitos outros, as biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues, e obras de reconstituição histórica, sobre a Bossa Nova, Ipanema e o Flamengo. É cidadão benemérito do Rio de Janeiro.
Gostei da primeira parte pela maneira sucinta com que conta o inicio da I Grande Guerra. A descrição do horror da Gripe Espanhola no Brasil dá-nos a sensação que a história se repete passados 100 anos . A parte do carnaval mostra-nos a rapidez com que o povo passa da tristeza à alegria esfuziante. Falta o resto pois este pequeno livro é apenas o Prólogo de “Metrópole à Beira Mar” que não consigo comprar no meu Kobo .
Prólogo de “Metrópole à Beira-Mar”, que agora também está na minha lista. Muito interessante (e triste) ver como a gripe espanhola e a nossa situação atuam se comunicam... e no meio disso tudo ver a importância do carnaval no Brasil como uma forma de alienação à realidade para que se seja feliz por alguns dias.
Praticamente um artigo, dando um retrato do Rio de Janeiro durante a gripe espanhola e como o próximo carnaval foi uma desforra.
É uma leitura interessante em março de 2023 por dois motivos: 1. Retratos históricos são interessantes para vermos como as coisas evoluíram. O que era o carnaval e o que se tornou. Imagine que um jornal da época disse que as mulheres estavam seminuas, por estarem mostrando o umbigo. Imagine que mostrar o umbigo era uma ousadia de carnaval.
2. Mas foi ainda mais interessante ler isto agora pois o último carnaval foi catártico. Após anos de sofrendo com a pandemia, foi uma festa incrível. E acredito que o sentimento de alívio foi similar. Atualmente, a questão política também impactou esta sensação de alívio, mas isto é outra história.
Muito bom, Ruy Castro é um mestre! Curti também esse formato, as editoras deveriam investir mais em e-books pequenos e por um preço modesto, leitura rápida e agradável.
É uma leitura breve que é um alento na pandemia. Pensar que a cidade foi consumida por uma avalanche de vida, traz uma esperança de tempos mais felizes pela frente.
A Fascinating Journey to 1919 Brazil Imagine Brazil just after World War I and at the height of the Spanish flu pandemic. With his always engaging prose, Ruy Castro takes us to Rio de Janeiro of that time, blending carnival, politics, culture, and tragedies into a vivid and multilayered portrait.
✨ Strengths of the Book: 1️⃣ Captivating narrative: Ruy Castro is a master at turning history into something as fascinating as fiction. He describes the events with sharp humor, irony, and a captivating style that hooks the reader. 2️⃣ Rich historical details: The book offers a detailed view of daily life, from carnival celebrations to the fight against the Spanish flu, presenting a very human portrayal of social and cultural impacts. 3️⃣ Connection to the present: It's impossible not to draw parallels with the recent COVID-19 pandemic. Castro reminds us that, despite the passage of time, we react similarly to crises—with chaos, humor, and resilience. 4️⃣ Iconic characters: Artists, politicians, and influential figures of the time appear with their stories and quirks, enriching the narrative.
🔍 Areas for Improvement: 1️⃣ Focus on Rio de Janeiro: While it delves deeply into Rio's reality, the book could have explored other regions of Brazil more. The national landscape of the time deserved greater depth. 2️⃣ Density of information: The level of historical detail can be a bit overwhelming for readers who prefer lighter narratives.
Why You Should Read The Carnival of War and the Flu If you enjoy history, culture, and a healthy dose of irony about how we handle crises, this book is for you. It's a read that entertains, informs, and makes you reflect. Plus, it connects us to the past in a way that feels strikingly similar to the present.
📚 Tip: Take your time to appreciate Ruy Castro's writing. This isn't a book to rush through but one to savor as a portrait of a time as unique as ours.