Para pais e mães que querem educar com amor.Depois do best-seller Educação não violenta, Elisama Santos, uma das maiores vozes quando o assunto é educar filhos, em Por que gritamos compartilha com seus leitores e leitoras sua caminhada como mãe e educadora parental em busca de uma educação em que o diálogo entre mães, pais e crianças dá o tom. Longe de romantizar a relação entre pais e filhos, mostra que respeitar é diferente de ser permissivo e ajuda você a acessar a chave para lidar com os sentimentos escondidos atrás do grito, fazendo as pazes consigo e criando filhos emocionalmente saudáveis."A leitura dos livros de Elisama vale muito [...]. Principalmente para entender que não somos os únicos e não estamos sozinhos nesta aventura cheia de caminhos que é a educação de uma criança." – Taís Araújo, atriz, apresentadora e jornalista
Uma leitura que vale a pena, seja quem for a pessoa que estiver lendo!
É um livro pertinente que me fez abrir os olhos para muitas coisas. Por exemplo, Elisama afirma que "pai", "mãe", filho/a são rótulos que por muitas vezes desumanizam. Isso me fez entender o fato de que meus pais são dois seres humanos antes de serem meus pais. Tinham/têm medos, expectativas, sonhos, conflitos, dores, feridas. Também me mostrou a possibilidade de fazer as pazes com o meu passado, mas também com o passado dessas pessoas ao meu redor, e me fez entender que muitos acontecimentos não foram sobre mim. É fato que nós fazemos o melhor que podemos, com as ferramentas que possuímos, assim, nessa relação tão complexa que é a família, é preciso remover as camadas de raivas acumuladas que só acabam piorando as coisas. Ela também ressalta diversas vezes o conceito de autocompaixão, o ato de reconhecer que somos imperfeitos e que está tudo bem. Acredito que uma das chaves para refletir sobre tudo isso está na frase da escritora Lya Luft, também citada no livro: “A infância é o chão sobre o qual caminharemos o resto de nossos dias.” A infância não passa, ela reverbera na nossa relação conosco e com o outro. Entender o conceito atual de infância e como as gerações anteriores estiveram sob a influência de outros conceitos é fundamental se visamos construir uma geração mais saudável emocionalmente; e isso só será possível quando aceitarmos quem somos, fazendo as pazes conosco e tomando as decisões cabíveis para lidar com tudo isso, além das pessoas ao nosso redor.
| “confie no seu processo. confie na vida. confie em si mesmo. e lembre-se de aproveitar a caminhada.”
É o quarto livro da Elisama que adiciono aos meus concluídos. Ela tem uma forma de escrever muito fluida, direta e esclarecedora, e, apesar de explicar coisas que parecem óbvias, sempre me surpreendo com os insights que os livros dela me proporcionam. Só achei que o conteúdo coincide muito com os dos outros livros que li...dá uma ligeira impressão de "mais do mesmo".
Elisama tem uma sensibilidade na escrita extraordinária, com diversos relatos sobre como reconhecer a nossa criança interior que muitas vezes ainda precisa de necessidade de carinho, amor e afeto.
Nos faz refletir e pensar sobre como os conceitos que sempre ouvimos sobre nós mesmos podem não ser verdades, mas apenas opiniões. Sempre ouvi que fui um adolescente chato e antipático; e apesar da minha memória juvenil não ser das melhores, nunca concordei com esse rótulo e sempre achei que era uma criança divertida e adorava brincar.
Agora como um adulto, consigo olhar para trás e distinguir o que são fatos sobre os meus traços da personalidade, das meras opiniões do ciclo de amizades e família. Hoje, consigo observar que pessoas ao meu redor tem opiniões sobre as minhas características que não corroboram com minha visão, mas quem sou eu para querer prová-los do contrário?
Quais foram as percepções dessas pessoas implantadas sobre a forma que rege a vida, as mera opiniões que foram contadas tantas vezes que viraram fatos irredutíveis?
Aprender que não devemos nada e não nos é devido nada, é um caminho libertador para construirmos ser quem gostaríamos de ser, ou até quem achamos que gostaríamos de ser.
Uma outra passagem do livro que me marcou foi a frase: viva o luto das suas relações não serem do jeito que você queria que fossem.
Depois de ficar apaixonada pelo livro anterior de Elisama, “Educação não violenta”, li a conta gotas e já pretendo retomar em algumas partes de “Porque Gritamos”. Neste, a autora propõe a revisitação de experiências de criação e relacionamentos, frustrações e traumas para a construção de uma parentalidade possível com os próprios filhos. Resumos aos finais de capítulos ajudam a recapitular as ideias centrais, poderia a autora ter proposto mais exercícios práticos.
poderia ler eternamente as palavras de Elisama!!! comecei achando que era um livro pra me preparar melhor pra ser uma futura tutora, mas acaba por ser sobre fazer as pazes com a gente mesma e com aqueles que nos criaram. muitas e muitas reflexões, aprendizados e acolhimento. incrível, todo mundo deveria ler!
Mais um livro importantíssimo da Elisama! O enfoque principal é na educação dos filhos, mas as dicas que a autora dá podem ser aplicadas em qualquer tipo de relacionamento. E precisamos dessa comunicação mais empática, menos violenta com a gente e com os outros. Recomendo demais e já quero ler tudo que essa mulher escrever!
Muitos insights bons sobre paternidade e maternidade, mas muito senso comum e postos de instagram misturados. O formato do texto subestima um pouco a inteligência do leitor. Basicamente: faça terapia e mesmo assim você vai falhar como pai e mãe, mas pelo menos tentando acertar. Tente não fritar sobre isso.
Elisama é uma luz nessas águas turvas da parentalidade. Já li o primeiro livro dela e como sempre, duas palavras trazem uma enorme reflexão e também nos ensina a nos perdoar como pessoas para podermos evoluir como pais.
"Aceitar a vulnerabilidade como uma condição própria da existência humana é uma escolha que fazemos e refazemos diariamente. E vale a pena." Foi importante para ter paciência comigo e com outro.
O livro nos leva a refletir sobre como fomos educados e como podemos educar os filhos - que caminhos podemos escolher para educa-lós. Vamos errar e acertar e isso faz parte do processo!
"Por que gritamos" é um livro que questiona a forma como nós, adultos, criamos filhos. Ao longo dos questionamentos, a autora nos leva a refletir sobre a nossa infância, nossa relação com nossos pais, a relação que temos com nós mesmos etc, pois tudo isso impacta a forma como criamos ou criaremos nossos filhos.
Reconheço que as reflexões são importantes, mas, como eu não estou, no meu momento atual de vida, pensando em ter filhos, acabei não conseguindo ser tão receptiva em relação aos questionamentos do livro. Meu momento é de ser filha, não mãe, com todas as implicações disso, então realmente não estava disposta a pensar sobre minha relação com meus pais, por exemplo, tendo em vista uma futura relação com meus filhos (que podem nem existir). Me peguei diversos momentos pensando "sim, Elisama, acho que você está certa, mas eu não estou com vontade de concordar com isso", simplesmente porque ainda não estou suficientemente aberta a certas reflexões.
Enfim, se você tem interesse por temas relacionados à infância, à nossa infância, à infância de nossos pais e como tudo isso impacta a vida adulta de cada um, é um bom livro, mas tenha em mente que o foco é refletir em prol da criação dos seus próprios filhos.