Was wie ein gleichermaßen fesselnder und poetischer Roman in Briefen anmutet, ist in Wahrheit das Kunstwerk eines Lebens. Denn es handelt sich um authentische Briefe, die um die Jahrhundertwende ein junges Mädchen aus reichem Hanseatenhaus an eine Freundin schrieb. 44 Jahre lang hütete Marga ihre Briefe in verschnürten Päckchen, ehe sie den Mut fand, die Bündel zu öffnen und sich schließlich einer Veröffentlichung nicht länger zu widersetzen. Eine Liebesdichtung von bezaubernder Anmut und ein menschlich wie kulturgeschichtlich faszinierendes Dokument, welches sich zu einem vom Leben verfassten Roman fügt, der an die Welt Fontanes und seiner Frauengestalten erinnert.
Magdalene Pauli, nascida Melchers Pseudónimo: Marga Berck 4 de novembro de 1875, Bremen - 5 de agosto de 1970, Hamburgo
Pintura de Konrad von Kardorff, 1907.
É difícil expressar por outros adjetivos que não belo, dolorido e doce aquilo que se revela nestas cartas: a descoberta do amor e a sua frustração por força das circunstâncias que se impunham a uma jovem como Matti (Magdalene Melchers), uma menina de boas famílias a quem era aconselhada a cautela, a manutenção das aparências e a conveniência de um "bom" casamento.
Os anos de juventude de Matti (Magdalene, aqui sob o pseudónimo de Marga Berck) fortemente marcados por longas viagens com os pais, familiares e amigos, visitas, bailes, almoços e espetáculos a que assistia rodeada dos seus pares revelam a vida protegida que as jovens - com posses para isso - levavam à época. Esse mundo, repleto de conforto, obrigações sociais e proteção doentia é o que nos devolve a autora em cartas cheias de um encanto juvenil de cortar o fôlego em que se entremeia, apesar dos muitos contactos com vários pretendentes, o seu receio de ser incapaz de amar e ser amada.
Mas a sua correspondência ganha verdadeira vida quando um dia, abruptamente, conhece Percy (na realidade o seu meio primo Gustav Rösing), seu verdadeiro primeiro grande amor, na propriedade de Lesmona. Durante quatro semanas dignas de um filme (e que deram, de facto, origem a um filme), os dois adolescentes vivem uma felicidade sem par, descobrindo-se um ao outro e dando asas a um amor despreocupado, arrebatado e inocente. Infelizmente, a relação está condenada à partida: Percy é um simples empregado comercial sem fortuna, e um pretendente demasiado jovem. Uma espera pela estabilidade financeira do seu pretendente, bem como a expectável oposição da família, assustam Magdalene que recusa esperar por ele. E é essa recusa que ditará os anos que se seguem, em correspondência constante com a amiga Bertha, expondo as suas preocupações, desgostos e um casamento por "defeito de caráter" com o Dr. Retberg (Gustav Pauli).
Quando penso no meu noivado e em como foi possível que eu tivesse dito «sim», sou obrigada a recordar (...) as tentações momentâneas às quais sucumbo. Foi este defeito do meu carácter que forjou o meu destino.
Perdida no seio de uma família demasiado fria que não responde à sua aproximação, a jovem Matti está sozinha e isso reflete-se na força com que sente o primeiro amor, o primeiro afastamento e o primeiro desgosto. Por isso as suas cartas deixam um crescente aperto no peito do leitor que as acompanha com uma frustração e uma tristeza ímpares escutando vozes jovens e sábias que lhe mostram como a vida pode ser injusta, e mais injustamente se dar a conhecer quando nos colocamos tantos e tão difíceis obstáculos.
Após o banho sentámo-nos nuns cadeirões que havia diante da cabina e ficamos a olhar a água. «Estás a ver», dizia ele, «tal como as ondas, também a nossa vida flui e avança, mas para onde somos levados?»
De uma forma tremenda, Matti parece ter acertado na forma como projetou o seu destino trágico a partir desta sua recusa em ser feliz aos 17/18 anos de idade, mas, apesar de tudo isso, a sua correspondência transmite uma força maravilhosa, uma capacidade de enfrentar o mundo com uma clareza de espírito, um sentido de humor e uma candura impressionantes numa adolescente que atravessa, quase completamente sozinha, momentos de perda verdadeiramente difíceis:
Só às dez é que o velho médico se sentou à beira da minha cama e eu tive de lhe deitar a língua de fora, o que fiz com toda a vontade. Ele é realmente um pateta e achava que eu estava com problemas de estômago. Só o meu comentário, ao dizer que me sentia como quando fizera o traumatismo cerebral, na sequência da queda do cavalo, é que lhe despertou a desconfiança de que se poderia tratar de alguma coisa com o cérebro. Perguntou-me então se tinha sofrido alguma comoção ou abalo forte ultimamente, ao que a Linsche prontamente respondeu: «Teve, pois.» Ele pronunciou-se então e decidiu tratar-se de um choque nervoso: eu teria de ficar deitada, o que achei uma recomendação perfeitamente disparatada, pois na verdade eu nem sequer conseguia levantar-me. É claro que não tomei os medicamentos que me deu.
As epístolas cheias de poesia que Magdalene nos deixou traçam o retrato da vida de uma mulher de sociedade jovem e europeia nos finais de século XIX, a quem eram impostos determinados comportamentos, escolhas, e um destino longe daquele que, na maior parte das vezes, almejavam para si. O seu testemunho, que se lê como um romance apaixonante, foi publicado nos anos 50 com bastante sucesso apesar de estar hoje relativamente esquecido (pelo menos, aqui pelas nossas paragens).
My heart still quivers with the beauty of this slim volume. These are the letters written by a young woman between 1893 and 1895. She is 18 and full of life and zest. She writes to her best female friend about the boys in her life and wonders, if there is something missing in her, if she is unable to love? But then she falls in love, and she describes it beautifully. She falls in love with an English cousin over the course of a few summer months in the villa of Lesmona, in Burg-Lesum, on the river Weser near the North German city of Bremen. She goes rowing with the young man; she takes off her hat and shoes (what freedom!); there is sun and wind and blue sky; she cuts her foot; she takes off her sock (!); there is blood; the cousin cleans and bandages her foot and *kisses* it. This gives you an idea of the innocence, loveliness and sensuality of this beautiful love story.
But the father is against it, she knows it. He will not permit marriage to a man so young (he is 22). She must wait for five years before he will have an adequate income to keep her in the haut-bourgeois style in which she has grown up, in a well-to-do, educated merchant's home. She is courted by a ten-years-older art historian.
The prose is beautiful and vivid. The epistolary mode makes for great immediacy. Looking back, we experience the choices women had to make, very young women, and how the older man-younger woman constellation was predetermined. We also get a glimpse into the bonds among women, how they supported and loved each other.
The author dug up these letters of her youth in the late 1940s, and published them in the early 1950s. They have become a classic in Germany and something of a local cult in the city of my ancestors, Bremen.
Format: Paperback, found for two euros in a second-hand shop.
ich denke jedes mal, dass es dieses mal ein anderes ende nimmt, und bin bei jedem lesen neu geschockt und upset. das ist die tragischte und traurigste liebesgeschichte ever written und dass es eine wahre geschichte ist macht alles nur noch schlimmer. love it!!!!!!!! (aber hasse bisschen den klappentext und das nachwort das von so nem mann geschrieben wurde, omg nervt das)
das schönste buch über liebe ! dazu zeigt es einen schönen einblick in die damalige zeit. es beschreibt die jugendliche liebe und die freundschaft zwischen Matti und Bertha:) sehr empfehlenswert.
Dieses Buch ist eine Ode an Freundschaft, Liebe und Unglück!
Der Briefroman zwischen Marga und Bertha ist fesselnd, schwingend zwischen Glück und Tragik und letztlich herzzerreißend.
Es stimmt, vom Schreibstil kommt es einem vor als wäre Effi Briest mit Werthers Impulsivität und leidenschaftlichem Temperament zum Leben erwacht. Man kann gar nicht mehr aufhören zu lesen und fragt sich, wieso dieses Werk nicht mit Fontanes "Effi Briest" und Goethes "Leiden des jungen Werther" gleichgestellt wird.
Auch die Geschichte verzaubert einen und bildet das deutsche Bürgertum am Ende des 19. Jahrhunderts so bildlich dar, dass man ganz in diese Zeit hineingerissen wird.
Das Ende kommt tragisch wie man es voraussieht - und doch mit einer tragischen Wendung, die man nie vorausgesehen hätte.
Ein Roman, den jeder lesen sollte, der Freundschaft, Liebe, Schicksal und Unglück erfahren hat. Ein Roman der das vergangene Leben eines Mädchen zu dem eigenen macht. Hervorragend.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Un livre culte, Une histoire d'amour déchirante ..d'une sincérité poignante ! C'est grisant de rentrer dans cette histoire par une petite porte. Lisez-le ...c'est une offrande de vie et d’émotions.♥
Die Tragik in diesem Buch ist wirklich traurig und schön zugleich. Zunächst in Bezug auf die Männerwahl der Protagonistin, dann auf die krasse Wendung am Ende. Das einzig negative meiner Leseerfahrung war, dass es sich für mich an manchen Stellen etwas gezogen hat oder sich zumindest so angefühlt hat, was auch an der Art des Buches und den Briefwechseln liegen könnte. Zum Ende bin ich aber wieder durch die Seiten geflogen.
This entire review has been hidden because of spoilers.