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Dinheiro, eleições e poder: As engrenagens do sistema político brasileiro

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Diante do cenário político e econômico atual, muitos autores têm procurado discutir se nosso presidencialismo de coalizão funciona. Bruno Carazza foi além, avaliando quais são os custos de seu precário funcionamento.

Especialista em direito e economia, Bruno Carazza criou uma metodologia original para destrinchar as engrenagens do sistema político brasileiro. Para escrever Dinheiro, eleições e poder, ele compilou e cruzou um volume imenso de dados sobre doações de campanhas eleitorais, tramitação de projetos, votações e atuação parlamentar, que são contextualizados por fragmentos das delações premiadas e dos depoimentos de testemunhas ouvidas nas várias fases da Operação Lava Jato e do julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE. O autor mostra como o perfil do financiamento eleitoral no Brasil foi se concentrando em grandes doadores, que seguem uma lógica estritamente empresarial – muito mais que ideológica. Baseado em dados sobre participação em frentes parlamentares, propositura de emendas e posicionamento nas principais votações, Carazza analisa como os eleitos tendem a retribuir as doações recebidas das grandes empresas. Por fim, o autor apresenta alternativas para baratear nossas eleições, combater práticas como o "caixa dois" e diminuir a influência econômica em nossa democracia.

"Combinando de modo feliz a análise de dados quantitativos com trechos das delações colhidas pela Lava Jato, Carazza compõe um quadro em que a influência do dinheiro sobre a política é intensa, multiforme e difícil de combater. Trata-se de uma contribuição importante para a discussão de nosso sistema político e de suas possibilidades de aprimoramento." — Celso Rocha de Barros

"Bruno Carazza destrincha de maneira soberba a associação predadora entre a elite econômica e uma determinada casta política."— Consuelo Dieguez

"Com uma análise precisa, informada e incisiva da intercessão entre dinheiro, corrupção e política, Bruno Carazza apresenta um diagnóstico necessário dos desafios atuais da democracia brasileira." — Marcus Melo

353 pages, Kindle Edition

Published July 13, 2018

3 people are currently reading
139 people want to read

About the author

Bruno Carazza

4 books7 followers
É mestre em economia pela UnB e doutor em direito pela UFMG. Servidor público da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, trabalhou no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e em diversos órgãos do Ministério da Fazenda, como a Secretaria de Política Econômica (SPE) e a Escola de Administração Fazendária (Esaf). É autor do blog O E$pírito das Leis, da Folha de S.Paulo.

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for André.
127 reviews16 followers
March 25, 2019
Bruno Carazza busca provar aquilo que todo brasileiro sabe intuitivamente: os políticos estão no bolso do empresários e é o dinheiro que leva ao poder. Para isso, são utilizados tanto depoimentos de delatores da Lava Jato quanto pesquisas quantitativas. O resultado é convincente e vai agradar mesmo os que acompanham a Lava Jato desde o início, pois o autor sistematiza bem as informações dos delatores.

Carazza também traz propostas para melhorar nosso sistema político gerador de corrupção, as quais podem ser resumidas em: barateamento das eleições; diminuição do número de partidos no Congresso; cerceamento da capacidade legislativa e de indicação de cargos do Executivo; maior transparência das contas públicas e dos atos do governo e, por fim, aumento da fiscalização feita tanto pela sociedade quanto por órgãos governamentais (TCU, MP, etc).

Está certo que as eleições de 2018 foram contra a maré apontada por Carazza, pois tantos caciques perderam nas urnas e muitos candidatos sem grande estrutura de campanha ganharam, mas ainda é cedo para afirmar se há uma mudança de curso no Brasil ou se o que experienciamos foi apenas uma exceção que confirma a regra.
15 reviews
May 21, 2019
Fácil de ler, o livro traz histórias e números que comprovam o que há muito suspeitávamos: a nossa política está na mão—ou no bolso—de pouquíssimos grupos empresariais. E não será fácil acabar com essa relação que tanto tem de promíscua quanto tem de inevitável.
Profile Image for Rafael Cavalini.
24 reviews
November 12, 2019
"Aos amigos os favores, aos inimigos a lei", a frase de Maquiavel retrata bem o que se encontrará nesse livro.

Bem por isso, o nome do livro resume adequadamente seu contexto: a relação direta entre o dinheiro, as eleições e o poder. O autor, com base em delações, depoimentos, dados do Tribunal Superior Eleitoral e artigos, constrói um enredo-histórico do Brasil e das eleições.

É preciso parcimônia na leitura de alguns capítulos, vez que em alguns momentos o autor chega à conclusões sem premissas anteriores. Em outras palavras, as presume. O que não desabona o texto mas acende um alerta para tais conclusões.

Por outro lado, a ligação que o autor faz entre as doações, as delações, os candidatos e as leis aprovadas torna difícil a contestação por qualquer cético.

O livro é de tamanha essencialidade que poderia ser titulado de "voto, enxada, coronelismo 2" (em referência ao livro de Victor Nunes Leal).
Profile Image for Lanna Loren.
13 reviews
February 8, 2020
Um livro excelente para quem quer entender como funciona o mecanismo do poder no Brasil.
Profile Image for Rafael Nardini.
122 reviews1 follower
January 14, 2022
O modelo de campanha em 2019 - sem estrutura partidária e com prioridade total às redes sociais -só funcionou em razão das circunstâncias daquela época, que envolviam, por exemplo, o descrédito da classe política. Em 2022, as circunstâncias serão bem diferentes.
Dinheiro tem, já que a tendência é que o fundo eleitoral, por exemplo, deve ficar em cerca de 5 bilhões de reais. Do total, quase 1 bilhão de reais devem ser destinados as legendas que negociam com Bolsonaro e quase 1 bilhão de reais as siglas que gravitam na órbita petista.
Por isso é que erra quem dá Bolsonaro como morto. Ele tem a caneta e em ano eleitoral ela faz milagres.
É só ele querer e saber usar outra linguagem que são a do quartel.
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