Mateus Resende, um empresário Paulistano, tem sua vida virada de ponta à cabeça após um "encontro" com um de seus funcionários no elevador. Nicolas estava atrasado para o trabalho, como sempre, e pede ao estranho que segure a porta enquanto corre apressadamente pelo Hall da empresa. Mateus, para os amigos de Nicolas, era apenas um conquistador e que, por ser um homem muito rico, não se envolvia em relacionamentos duradouros com ninguém, e, junto a isso, o fato de ser muito mais velho... mas todos estavam enganados, na verdade, Mateus era viúvo e com um filho da mesma idade de Nicolas... Pedro Resende ao conhecer Nic fica completamente apaixonado pelo funcionário da empresa do pai... Um Romance LGBT para todos os públicos. *Sem conteúdo sexual. Luiz Gustavo Revisã Roberta Costa Revisão Edições Vila Rica Diagramaçã Cris Spezzaferro 978-65-00-00157-0
Adriano Silva nasceu em Porto Alegre, em 1971. Fez carreira em cargos de direção na Editora Abril (Exame, Você S.A., Superinteressante) e na TV Globo, onde foi chefe de redação do Fantástico. Hoje é sócio das empresas de comunicação Damnworks e da The Factory.
Dou duas estrelas por ser um autor gay pelo menos isso e não hétero pagando de autor LGBTQ mas, fico em dúvida qual alternativa seria menos dolosa.
Novamente temos uma cascata de clichês normativos, o gay macho alfa rico, bem sucedido, dono de uma beleza única e, neste caso, 'velho' - oi? 45 ou 46 anos é velho? Tudo bem, a comunidade gay tem outros parâmetros quanto ao quesito idade mas reforçar isso taxando de velho quem está com essa idade? Atualmente, as pessoas vivem mais, melhor e produzem mesmo depois do que se considerada como idade avançada, mesmo dentro da comunidade LGBTQ os gays mais velhos tem sido vistos com outros olhos ainda que sejam guetificados ante a eterna juventude tão prezada pelas bixas.
Se o livro desejava tecer um retrato sobre relacionamentos entre gays jovens e mais velhos apenas lidou com esterótipos previsíveis e não ajudou em nada a desmistificar ou promover igualdade ou representatividade. Não bastasse isso, o gay mais jovem, Nick, é frágil, feminilizado, novamente estereotipado e totalmente normativo talvez o desejo do autor fosse representar gays jovens, imaturos, talvez pocs e nada demais se fossem mas a feminilização comportamental segue como problema ou seja, temos personagens gays que se comportam como homens e mulheres héteros, até quando isso precisa acontecer?
Os personagens são rasos, não há profundidade, são todos medidos pela mesma régua moral já que nenhum deles é aprofundado, não é extrapolando em diálogos cheios de lições de moral clichês que se dá profundidade ou verossimilhança a um personagem. Não é pregando padrões de relacionamento normativo que se agrega algo a discussão homoafetiva muito pelo contrário, segue-se ecoando os ditames da sociedade hétero, triste.
A trama é rocambolesca, os encontros, eventos e atrações acontecem do nada, não há desenvolvimento, são acontecimentos em cadeia e para crer em tudo isso é preciso estar drogado ou ter algum tipo de falta de senso crítico patológico tamanho o vazio narrativo que se desenrola nas quase 140 páginas do livro. Não bastasse isso, o livro tem vários erro de grafia, não houve revisão? Saiu das redes sociais direto para a Amazon? Não sei vocês mas antes de publicar um livro prefiro estar seguro de que não há erros, pode acontecer? Obviamente! Mas na quantidade que este aqui apresenta é desleixo, lamento dizer. Se o o autor não se importa, eu como leitor me importo e muito.
Se isso é literatura LGBTQ então melhor não existir literatura LGBTQ.