The heroes of the '68 generation wanted to rock the world with their passions and politics, their fights and victories. The book explains why 68 was such a important year in Brazil.
This is a book by a Brazilian journalist concerning the momentous political events of 1968 in Brazil. Like France, Brazil witnessed a series of student protests that called for cultural and political revolution. But the similarities between France and Brazil pretty much end there. As Zuenir Ventura puts it, “In contrast to the French movement, one did not fight in Brazil against abstractions such as the ‘society of opulence’ or the ‘unidimensionality of bourgeois society’, but against a dictatorship of flesh, blood and ability to react” (my translation). The students were not successful in their struggle. In fact, 1968 was only the beginning of the most repressive phase of a military dictatorship that had begun in 1964 and ended only in 1985.
A primeira parte é muito chata, muito lenta, mas as segunda, terceira e quarta partes me surpreenderam. No início eu tava quase desistindo por ser muito arrastado, mas felizmente prossegui e me surpreendi positivamente.
Uma descrição histórica muito boa sobre esse ano tão importante pra história do Brasil.
It's an interesting book that has always made me wonder whether it would be the communist vision of a turbulent era, or a candid journalistic narrative of a historical period.
I didn't remember very well! I first read this book over 30 years ago. I mean, the first edition, when I was studying history in college. I wanted to hear about the stories Zuenir Ventura had to tell; the journalist who was arrested during the Military Dictatorship in Brazil, and only got out of jail thanks to the "reactionary" journalist Nelson Rodrigues.
I remember that I liked the book at the time, and even recommended it to some classmates. One of them, instead of buying his own copy, preferred to borrow from me. I ended up borrowing it and, to my misfortune, I never saw my copy again. It wasn't until much later that I learned that the tightwad was a Marxist enthusiast. I don't know if this has anything to do with it. But it's alright.
Companhia das Letras later relaunched it as a "remastered" edition, revised and updated, with more pages and images, as well as a nicer cover.
"50 years of rebellion, 30 years of a classic book". Yes! I secured my new copy and have already reread it! I still have doubts about the author's vision, but it is still a very good book. Oh yes! This time I won't lend it to anyone. Whether the person is communist or reactionary.
1968 o que fizemos de nós, completa a história que Zuenir Ventura começou nos contar com 1968 o ano que não terminou. E aqui fica claro que infelizmente trouxemos o lado ruim de 68 e muito, muito pouco do que havia de bom, de contestador, talvez esse lado seja só um pouco da memória dos jovens daquele tempo que hoje são senhores. Será que os maus de 68 foram mais persistentes, em tempos como agora eles parecem muito mais vivos? Estamos vendo claramente a volta dos coturnos, porões, torturas , ignorância, violência e censura. E tudo isso se instalando confortavelmente. Estamos claramente cada vez mais numa sociedade que perdeu o ideal coletivo, os mais jovens incentivados pelos Seja Fodas e afins da redes sociais, vivem em busca de ser apenas um Winner, a busca do bem estar individual se sobressai a qualquer projeto coletivo. São micro bolhas dos privilegiados que mesmo em tempos de pandemônio como agora seguem sendo Che Guevaras de sofá, sendo good vibes de seus grandes apês chão de taco, suas heranças, suas bikes customizadas e suas saladinhas orgânicas. Seguem assim em busca do seu sucesso pessoal, enquanto postam e gritam seus gritos selenciosos das sacadas. Não precisam se preocupar "com o fato que na sociedade de consumo nem tudo que faz sucesso é bom e nem tudo que é bom faz sucesso. Só querem sucesso".Likes. 1968 mesmo 53 anos depois segue vivo, em pedidos de AI5, em torturas coletivas, em ditadura disfarçada de memes. O que temos de novo comparado aqueles anos? O celular na mão e mais nada, pois nem biquíni cavado usamos mais pois estamos ocupados investindo e lacrando na rede. Bem vindos estamos caminhando para os porões, DÓI.
Sou filha e neta de saudosistas da ditadura militar. Meu avô foi deputado no meu estado, caçado durante o Regime, e ainda assim morreu um ardente defensor dos verde-oliva. Convivendo com direitistas ferrenhos, eu tinha de tudo para crescer também defendendo este atroz período da nossa História. Confesso que , embora eu tenha crescido com tendências políticas à direita, o apelo pela Ditadura nunca me atingiu, graças à boa educação que recebi na escola. Mas uma mente mais fraca teria sucumbindo às "maravilhas" que minha família contava sobre período.
Um dia, no ensino médio, Zuenir foi dar uma palestra no meu colégio e nós fomos fortemente incentivados pelos professores a ler o seu livro. Se havia qualquer abertura em mim para o ouvir "o outro lado" (o de minha família), ela se fechou permanente após a obra de Ventura. Vejo hoje que, assim como eu, todos os meus colegas que leram na época reconheceram o perigo que Jair Bolsonaro representava ao país em 2018. Isso independente das ideologias que seguiam. É assustador o quanto as coisas mudaram de lá pra cá, e desolador saber que, hoje, um professor pode ser obrigado a dar explicações a pais antivax se ousar recomendar este livro em classe. Mas tenho a esperança que ele ainda circule por aí, trazendo a promessa de dias mais esclarecidos.
Em março de 1968, na cidade do Rio de Janeiro, a ameaça de fechamento do restaurante “Calabouço”, que servia refeições de baixo custo que beneficiavam estudantes de baixa renda, gerou uma mobilização de estudantes que o ocuparam. Visando a desocupação a polícia invadiu o restaurante e acabou matando, com um tiro no peito, o estudante secundarista Edson Luiz. O assassinato do estudante iniciou uma série de mobilizações de protesto que se alastraram pelo país que então vivia sob um simulacro de democracia e era governado pelo segundo “general-presidente” pós golpe de 64, o polêmico Arthur da Costa e Silva. O clima de radicalização gera uma reação no comando das forças armadas que passa a exigir do presidente medidas que fizessem frente à “baderna” e afastassem o fantasma (sempre ele) do comunismo que reprimido em 1964, estaria se aproveitando das greves e passeatas para tomar o poder no Brasil. O resultado desse clima de enfrentamento foi a edição do famigerado “AI5” (Ato Institucional número 5) que sepultou pelo menos por uma década a democracia brasileira e vitimou milhares de pessoas entre mortos, “desaparecidos”, torturados, cassados e censurados. A história desse “ano que não acabou” foi narrada em tom leve mas ao mesmo tempo incisivo pelo jornalista Zuenir Ventura que foi uma das mais notórias figuras “de proa” desse período tão intrigante de nossa história. Essa edição, atualizada por um novo prefácio e por um novo texto de seu autor, em minha humilde opinião, é de leitura obrigatória nos dias de hoje em que alguns incautos e, ou mal intencionados, ainda se atrevem a enaltecer um regime que quebrou o Brasil e vitimou centenas em prol de sua visão de mundo mesquinha e maniqueísta. Só para ilustrar o que estou dizendo é só ler com atenção o capítulo “Um herói solitário” que narra a inacreditável história do plano do psicopata travestido de brigadeiro João Paulo Burnier. O candidato a serial killer Burnier elaborou um dos planos mais macabros de todos os tempos. Pretendia o tresloucado militar ordenar a sabotagem e a explosão do gasômetro da Avenida Brasil na cidade do Rio de Janeiro. Número de vítimas: por volta de 100 mil pessoas e colocar a culpa na esquerda. Análise do militar: “É, vale a pena para livrar o Brasil do comunismo”. O plano, no entanto, dependia da obediência cega de oficiais de média patente que executariam o plano na prática. Aí entra em cena um dos maiores “heróis anônimos” da história do Brasil: o capitão paraquedista Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho cuja resistência heroica, que lhe custou a carreira, impediu um dos maiores assassinatos em massa da história. Esses e outros episódios desmascaram um regime que escreveu uma das páginas mais tristes de nossa história. Excelente pedida.
"Há soldados armados, amados ou não. Quase todos perdidos de armas na mão. Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição: De morrer pela pátria e viver sem razão... Nas escolas, nas ruas, campos, construções, somos todos soldados armados ou não. Caminhando e cantando e seguindo a canção. Somos todos iguais braços dados ou não..."
Agora sim, oficialmente fã do Zuenir Ventura, um gigante do jornalismo e da literatura brasileira. Depois de Mal Secreto, que li em 2017, voltei ao autor agora, no final de 2021. Meu companheiro de volta do trabalho, foi difícil desgarrar quando tinha que fazer atividades do dia. Essencial sobre o passado e o presente, 1968 é leitura obrigatória para todos que, como eu, odeiam esquecer o passado
Adorei este livro, aprendi, ri e acima de tudo solidificou a minha certeza que ainda não descobrimos melhor modelo de governo senão a democracia. No entanto, democracia sem educação e participação não se sustenta e corre o risco de ruir e perder a credibilidade com a sociedade.
Classifiquei com base no esquema do Goodreads (2 estrelas --> foi legal), mas nada extraordinário que tenha mudado minha vida. O começo do livro achei interessante, com o relato dos festivais, e das manifestações iniciais do ano. Mas após a passeata dos 100 mil o livro ficou monótono pra mim, com uma sequencia de eventos soltos, e uma descrição que passou a me parecer cada vez mais enaltecedora e distante da realidade. Não que não acredite nos eventos que se passaram, mas que a forma que o escritor fez tornou um dramalhão, com herois e bandidos, tudo muito negro no branco. Livro interessante, apesar de tudo, e informativo para alguem não nascido na época.
Zuenir tem um tipo de narrativa agradável, bem humorada, 1968 trata de um tempo em que não tinhamos democracia aqui no Brasil, o livro é excelente, um deleite!