1968 o que fizemos de nós, completa a história que Zuenir Ventura começou nos contar com 1968 o ano que não terminou.
E aqui fica claro que infelizmente trouxemos o lado ruim de 68 e muito, muito pouco do que havia de bom, de contestador, talvez esse lado seja só um pouco da memória dos jovens daquele tempo que hoje são senhores.
Será que os maus de 68 foram mais persistentes, em tempos como agora eles parecem muito mais vivos?
Estamos vendo claramente a volta dos coturnos, porões, torturas , ignorância, violência e censura. E tudo isso se instalando confortavelmente.
Estamos claramente cada vez mais numa sociedade que perdeu o ideal coletivo, os mais jovens incentivados pelos Seja Fodas e afins da redes sociais, vivem em busca de ser apenas um Winner, a busca do bem estar individual se sobressai a qualquer projeto coletivo.
São micro bolhas dos privilegiados que mesmo em tempos de pandemônio como agora seguem sendo Che Guevaras de sofá, sendo good vibes de seus grandes apês chão de taco, suas heranças, suas bikes customizadas e suas saladinhas orgânicas. Seguem assim em busca do seu sucesso pessoal, enquanto postam e gritam seus gritos selenciosos das sacadas.
Não precisam se preocupar "com o fato que na sociedade de consumo nem tudo que faz sucesso é bom e nem tudo que é bom faz sucesso. Só querem sucesso".Likes.
1968 mesmo 53 anos depois segue vivo, em pedidos de AI5, em torturas coletivas, em ditadura disfarçada de memes. O que temos de novo comparado aqueles anos? O celular na mão e mais nada, pois nem biquíni cavado usamos mais pois estamos ocupados investindo e lacrando na rede.
Bem vindos estamos caminhando para os porões, DÓI.