Dans ce Petit manuel, Djamila Ribeiro, philosophe et féministe brésilienne, aborde le racisme dans le milieu professionnel et culturel, parle de négritude, de blanchité, de désirs et affects… En dix chapitres courts et impactants, elle présente des pistes de réflexion pour reconnaître les discriminations raciales, prendre conscience de certains privilèges, adopter des pratiques antiracistes et féministes et, ainsi, assumer la responsabilité de faire bouger les choses. C’est une pratique qui commence dans les attitudes quotidiennes, et qui nous concerne toutes et tous.
Djamila Ribeiro, chercheuse en philosophie politique, est la référence du mouvement féministe noir, antiraciste, pro-LGBT et antimachiste au Brésil. Chroniqueuse pour la presse et la TV, elle donne des conférences dans le monde entier. Avec un demi-million de suiveurs sur les réseaux sociaux, c’est une activiste de poids.
Une spécificité à cette version française ! Françoise Vergès (autrice du remarquable Un féminisme décolonial) et Djamila Ribeiro s’étaient rencontrées en novembre dernier… Cherchant à construire des ponts entre nos luttes des deux côtés de l’Atlantique, quoi de mieux qu’une préface, et que de rassembler le corpus intellectuel sur ce thème côté brésilien et côté français ? En plus de la préface, Françoise Vergès nous a grandement conseillés pour rédiger une bibliographie française. Pour un féminisme véritablement transnational, qui s’enrichit de toutes les réflexions.
« Le Petit manuel de Djamila Ribeiro s’inscrit dans la lignée des manuels d’éducation populaire, de pédagogie féministe non-élitiste, de formation à la résistance et à l’autonomie.» Françoise Vergès
« Pratique, direct et fort. Une véritable leçon pour revoir et changer les comportements. » CartaCapital
Djamila Taís Ribeiro dos Santos is a Brazilian feminist and academic. She graduated in Philosophy from the Federal University of São Paulo (Unifesp), in 2012, and became a Master in Political Philosophy at the same institution in 2015, with an emphasis on Feminist Theory.
In 2005, she interrupted a degree in Journalism. His main activities are in the themes: Race and Gender Relations and Feminism. He is an online columnist for CartaCapital, Blogueiras Negras and Revista Azmina and has a strong presence in the digital environment, confirmed by his belief in the importance of appropriating the internet as a tool in the militancy of black women, and, according to Djamila, the "hegemonic media "tends to make them invisible.
In May 2016, she was appointed Assistant Secretary for Human Rights and Citizenship in the city of São Paulo during the term of Mayor Fernando Haddad.
He wrote the preface to the book "Women, Race & Class" by the black and feminist philosopher Angela Davis, which until then was an unprecedented work in Brazil and which was translated and released in September 2015. She constantly participates in events, documentaries and other actions involving race and gender debates.
She is the author of works that are a reference in the feminist and anti-racist struggle, such as "Who's Afraid of Black Feminism?" and "Small Anti-Racist Handbook", and "What is a Place of Speech?" and published, together with the author and Phd in Philosophy and Law Silvio Almeida, "What is Structural Racism?". All works originally published in Portuguese.
Leitura obrigatória. "Nunca entre numa discussão sobre racismo dizendo “mas eu não sou racista”. O que está em questão não é um posicionamento moral, individual, mas um problema estrutural. A questão é: o que você está fazendo ativamente para combater o racismo?"
Em um momento em que a discussão sobre discriminação racial está em destaque, a leitura desse pequeno livro de Djamila, uma importantíssima ativista e filósofa contemporânea nacional, permanece tão necessário. Se você tem dúvidas sobre o tema ou se ainda não sabe como pode agir de forma antirracista - ou contra qualquer tipo de discriminação - essa é uma obra que você precisa ler. Do meu ou do seu lugar de privilégio, o desconhecimento não pode ser usado como justificativa para atitudes discriminatórias. Um livro curto, acessível e muito direto sobre como o racismo acabou se enraizando em nossa sociedade, como podemos identificá-lo e como precisamos mudar nossos comportamentos. É aprender que a desigualdade não implica um tratamento igualitário, mas sim um tratamento dos desiguais na medida de sua desigualdade. Em um dos capítulos, Djamila aborda a importância da diversidade nas leituras. Um tema que já vem sendo tratado há tanto tempo, mas que ainda precisa ser mais conhecido. É o impacto que uma escolha consciente dos livros pode produzir. E é justamente esse trabalho de pessoas tão essenciais na luta contra as desigualdades que eu quero tentar de alguma forma disseminar e mostrar meu total apoio por meio da leitura. É de textos como esse que eu aprendo muitas das mensagens que tento transmitir por aqui. Temos que estar abertos para aprender com o outro e dispostos a desconstruir nossos pré-conceitos… Não vou me alongar aqui, porque é com Djamila e outros ativistas que você precisa conhecer mais sobre o tema! "Acordar para os privilégios que certos grupos sociais têm e praticar pequenos exercícios de percepção pode transformar situações de violência que antes do processo de conscientização não seriam questionadas."
Livro extremamente necessário e uma ótima forma de começar a entender melhor a forma com que o racismo estrutura a nossa sociedade. A linguagem é bem acessível e, além de trazer várias reflexões, a Djamila também nos apresenta uma grande quantidade de referências para nos aprofundarmos no assunto.
Uma leitura necessária! Djamila Ribeiro apresenta atitudes para a luta antirracista que podem ser tomadas por todos. É curto e rápido, como o título propõe, mas esclarecedor, bem embasado e importante.
Duas coisas de que gosto neste livro: a forma como Djamila Ribeiro escreve, sempre objetiva e direta; a riqueza das referências a outros autores. (A propósito: não faltam pensadores do Nordeste nessa lista?)
Duas coisas de que não gosto neste livro: o fato de ele ser muito mais prescritivo do que analítico/reflexivo (o uso do imperativo é uma característica marcante); o fato de ele não conseguir transcender o debate das redes sociais (minha principal expectativa).
Por fim, se eu tivesse a oportunidade de conversar com a autora, perguntaria duas coisas: como um antirracista deve agir no dia das eleições? Precisamos de mais pessoas negras nos filmes, novelas, empresas, universidades e até na nossa biblioteca; mas o que dizer dos palácios, prefeituras, parlamentos?
Esse livro funciona como uma introdução ao estudo do racismo contra a população negra, e como toda e qualquer pessoa pode ajudar nesse combate com atitudes antirracistas.
Nas palavras da autora, ele não é definitivo e nem se propõe a ter todas as respostas, inclusive traz uma biografia vasta para aprofundamento de cada debate levantado.
Acho importante cada um de nós ter as reflexões propostas aqui constantemente, no trabalho, nas relações que construímos, na nossa visão de mundo.
A quite short book with a very important topic. I think the lesson is to do something to combat racism. Within ourselves and outside.
The book is easy to read and understand, but everything mentioned is very short and superficial. It's more like an informative book, I felt a lack of a more argumentative basis. I also felt that it was focused on economic aspects the most, while there was so much more that could have been said.
I disagree that we are all racists, I believe we can all commit racism in our daily life because of ''structural racism''. I do not feel I am superior to anyone else, but, I may say something that can offend someone because that's how our society has taught us how to act over the years. So, I study and read not to say bad things accidentally. That doesn't make me racist. I am not like my former neighbor who forbade his daughter to marry her black boyfriend, for example.
I could recommend this to someone who has never read anything on the subject and is willing to learn, but, at the same, I know they will realize their action problems but won't know how to act or what to do next. There are other texts and even youtube videos that cover that so much better.
“Perceber-se é algo transformador. É o que permite situar nossos privilégios e nossas responsabilidades diante de injustiças contra grupos sociais vulneráveis. Pessoas brancas, por exemplo, devem questionar por que em um restaurante, muitas vezes, as únicas pessoas negras presentes estão servindo mesas, ou se já foram consideradas suspeitas pela polícia por causa de sua cor. Trata-se de refutar a ideia de um sujeito universal—a branquitude também é um traço identitário, porém marcado por privilégios construídos a partir da opressão de outros grupos. Devemos lembrar que este não é um debate individual, mas estrutural: a posição social do privilégio vem marcada pela violência, mesmo que determinado sujeito não seja deliberadamente violento.”
Um livro curto e bem introdutório sobre a questão do racismo. Fiquei um pouco frustrado pois a maior parte dos temas relevantes são tratados de forma superficial. Tinha uma expectativa alta com a obra que ganhou o Jabuti de melhor ensaio em ciências humanas em 2020.
Para citar apenas um dos pontos problemáticos, a autora afirma que é importante debater o papel do capitalismo na perpetuação do racismo. Em seguida, ela usa como exemplo desse debate a ideia que marcas de luxo não podem fazer um desfile inspirado em elementos da cultura negra sem modelos negras pois isso destituiria o significado das peças ao consumidor. Esse é o único "debate sobre o capitalismo" no livro inteiro. Em um livro sobre o racismo estrutural. Talvez seja uma opção editorial para não afastar leitores que tenham ojeriza em discutir problemas do sistema econômico vigente. Entretanto, é uma oportunidade perdida, pois a obra teve um alcance muito bom no mercado editorial nacional.
Apesar disso, penso que seja uma indicação adequada para quem nunca leu nada sobre o tema e está disposto a aprender. A obra tem várias citações interessantes e pode servir como guia para conhecer novos autores brasileiros e estrangeiros.
"Não basta ter um ou dois negros na empresa, na TV, no museu, no ministério, na bibliografia do curso. Se disserem que ser antirracista é ser 'o chato', tudo bem. Precisamos continuar lutando."
Uma leitura necessária, obrigatória, que nos mostra a forma de como o racismo está muito presente na sociedade, como ele se estrutura e, o mais importante, como desmantelá-lo. São 11 pequenos textos de linguagem acessível e com exemplos bem conhecidos a qualquer brasileiro sobre como, aos poucos, podemos contribuir cada vez mais na construção de uma sociedade antirracista. Além disso, referências de textos complementares em uma lista no final da leitura para maior aprofundamento são o que não faltam. Um livro curto, rápido, mas com uma mensagem direta que dura um tempo muito maior.
Curtinho e extremamente necessario. Nao se propoem a revisoes longas e complexas sobre racismo, racismo estrutural e branquitude; mas sim um olhar consiço e talvez, arisco dizer, um meio de entrada para criar a sementinha do antirracismo nas nossas cabeças e para irmos atras de outras referencias e informaçoes sobre o assunto.
Terminei de ler o livro Pequeno manual antirracista escrito por Djamila Ribeiro. Adorei! Recomendo a todos.
Ela mostra de forma clara e didática como reconhecer o caráter estrutural do racismo na sociedade brasileira e nos orienta como podemos lutar diariamente, e nos questiona: o que estamos fazendo pra combater ativamente o racismo?
A prosa de Djamila é corrida e fácil de ler, e a diagramação facilita bastante a leitura.
O livro em si não se propõe a explorar o assunto à fundo, mas apenas introduzir a discussão. Por conta disso, muito é assumido e não elaborado e as evidências são anedóticas. O ponto fraco é que acaba sendo algo que "prega para convertidos." Muitos dos questionamentos que eu tenho a respeito do assunto não foram respondidos. Contudo, dada a proposta da obra, isto não é um demérito.
Vale a leitura. Generosa para quem discorda; comedida para quem concorda.
p.s.: Como bem anotado pelo meu querido amigo, Daniel Supimpa, uma das fraquezas é a exclusividade de uma análise histórico-materialista (que faz com que a obra tenha um tom muito parecido com o "Manifesto Comunista") e bastante focada em aspectos econômicos. (Review completa aqui)
Que livro incrível! Uma das leituras mais construtivas que fiz esse ano, me rendeu muita reflexão e questionamentos absurdamente válidos e interessantes. Sem sombra de dúvidas que a partir de agora irei prestar mais atenção ao meu redor e buscar estar mais consciente e colaborar efetivamente com a luta antirracista.
No dia a dia nos deixamos levar por muita coisa, acabamos por não enxergar como o ambiente ao nosso redor é racista e cruel. Por isso esse livro é tão necessário.
Djamila traz resposta para muitas questões, nos incentiva a buscar muitas outras e além disso, estimula o autoconhecimento e a construção de práticas antirracistas.
Excelente livro para nos fazer pensar sobre o racismo estrutural na sociedade brasileira e o que podemos fazer para combatê-lo. Só senti falta de um pouco mais de história e exemplos de iniciativas que deram certo, mas aí talvez o livro deixasse de ser "pequeno".
Neste “Pequeno Manual Antirracista”, Djamila Ribeiro aborda questões importantes sobre as demonstrações racistas no Brasil, muitas vezes, veladas pela sociedade, inclusive pelos negros. O racismo estrutural, a opressão racial, a violência, a sexualização da cor, são muitas as manifestações cotidianas de discriminação racial.
Num país que não se considera racista, como pode haver tanta discriminação racial? O que ela levanta aqui, portanto, não é o posicionamento individual, moral, mas um problema estrutural, institucionalizado. Sendo assim, devemos, como cidadãos, assumir nossa responsabilidade, levantar a bandeira juntos e combater energicamente qualquer tipo de discriminação racial. Nesse ‘manual’, Djamila explica pequenos atos que devem ser evitados e ações que devem ser incentivadas para fortalecer essa luta. Dentre essas ações, estão reconhecer o privilégio branco, apoiar políticas afirmativas (como as cotas), ler autores negros, questionar a cultura que você consome, entre outras.
Conforme a autora, essa corrente não deve ser carregada apenas pelos negros, uma vez que ‘o racismo foi inventado pela branquitude’. Como diz Ângela Davis ‘não basta ser não racista, é preciso ser antirracista’.
Eu tenho tantos problemas com esse texto que escrever todos pode acabar transformando essa resenha numa revisão científica. Para evitar isso, vou expor da forma mais resumida possível os pontos mais adversos.
Primeiro ponto: A Teoria de Uma Gota de Sangue, onde ter descendência negra transforma automaticamente o portador em representante de raça, menosprezando a miscigenação. É uma proposta importada dos Estados Unidos e, ironia das ironias, é baseada em teorias de supremacia de raça, como o arianismo que viria a dar forma ao nazismo.
Se você não sabe, essa aberração é a responsável pelo atual formato do "censo" que pressupõe a população brasileira como formada por 58% de negros (número fornecido no livro). O interessante é que enquanto no Brasil, essa teoria é usada para engordar o número de uma raça, nos EUA é usada para segregar a mesma.
Segundo ponto: A generalização. Usar a generalização é uma prática desaprovada no meio acadêmico (do qual a autora, como filósofa, é oriunda) por gerar paradoxos e contra-argumentações sem-fim.
O texto é recheado de opiniões (portanto, subjetivas, portanto, não-argumentativas) e lugares-comuns. Todo brasileiro é racista; se você não luta contra o racismo, você é racista; o racismo é branco, e por aí vai.
Essas três afirmações me chamaram mais a atenção justamente por serem pré-conceitos e falácias históricas. Mas há outras.
Terceiro ponto: Uso de experiências pessoais como exemplo ou justificativa. Se são pessoais, são subjetivas e manipuláveis. A autora utiliza vários momentos acadêmicos que podem ser refutados como experiências individuais (a título de curiosidade, a autora abre o texto usando uma explicação que na década de 1980 já estava obsoleta como justificativa para o trabalho escravo no Brasil - e o troca de sua posição do trabalho escravo indígena para o trabalho escravo negro... e ignora no texto o fato de que a mesma foi então repetida para a fomentação da imigração italiana/japonesa no século XX).
Quarto ponto: o reducionismo. A autora não se furta em observar os problemas com as políticas sociais referentes ao combate ao racismo. Mas, em vez de criticar a óbvia maquiagem (pois tais políticas são inócuas, não podem nem ser chamadas de paliativas), a autora se firma em seu ponto de vista e apenas repete o lugar comum, ou seja, responde amplas questões sociais como a violência policial, a baixa escolaridade, a pobreza com racismo. Ele faz parte, mas não é a única resposta.
Quinto ponto: Informações erradas. Especialmente no tangente a produção cultural. A parte sobre a Escrava Isaura me fez crer que a autora nunca leu o livro.
Sexto ponto: a manipulação. Chamar esse livro de Manual foi uma tentativa de dar roupagem formal a um texto carregado de técnicas informais; dizer que foi "licença poética" é exagero. Esse livro é um manifesto e deve ser criticado como tal.
Enfim, são tantos os erros argumentativos que não pude dar uma boa nota, mesmo concordando totalmente com a necessidade de combater o racismo. Em minha opinião (sic), textos como esse fazem mais mal do que bem à causa.
Gostei bastante bastante do texto e achei que é uma porta de entrada bem interessante sobre o tema. A abordagem da autora trata do assunto de forma clara, concisa e direta, tudo com referência, embasamento em dados, citações a autores negros e recomendação ao consumo de autores e cultura negra. No fim do livro tem uma parte dedicada a dar uma pequena descrição sobre cada um dos autores ou artistas negros citados na obra. Fiquei interessado em consultar alguns dos trabalhos citados no texto.
Qualquer pessoa que tenha pelo menos 1 de Q.I. vai terminar de ler e se dar conta que, de uma forma ou de outra, é racista, pois vivemos em uma sociedade que foi construída com base no racismo. Por isso que não devemos nos contentar em simplesmente não sermos racistas. Precisamos ser antirracistas para, aos poucos, podermos eliminar os vestígios que a escravidão deixou como herança na sociedade brasileira.
Djamila nos instiga a entender o racismo estrutural e o que podemos fazer a respeito, mas não se aprofunda em nada, o que não faz muita diferença, pois não é a proposta da autora. O livro consiste no que exatamente afirma ser: conciso, entendível e instrutivo.
Você, pessoa branca, deve se responsabilizar pelo sistema que lhe privilegia historicamente produzindo desigualdades raciais. No entanto, todos nós, negros, pretos, brancos, amarelos, indígenas, devemos nos conscientizar para não reproduzir comportamentos e não perpetuar a cultura racista.
Recomendo a leitura para qualquer pessoa que deseja se autoconhecer e começar a construir e desempenhar práticas antirracistas.
Uma leitura lúcida, construtiva e absolutamente necessária. Com linguagem vívida e direta, Djamila Ribeiro introduz a temática do antiracismo e apresenta exemplos práticos de como contribuir ativamente para a desconstrução do racismo estrutural.
Com sua clareza habitual de pensamento, Djamila apresenta escritores e pesquisadores nas mais diversas áreas durante todo o texto. Além disso, ela apresenta referências bibliográficas negras, para que o leitor possa amplificar e aprofundar sua perquisa.
O livro me trouxe a certeza de algo que já há muito tempo desconfiava sobre mim mesma: sou racista. É duro, é feio e vergonhoso admitir isso, mas Djamila prova neste livro que todos nós somos racistas uma vez que vivemos em uma sociedade afundada em um racismo estrutural grotesco. Mas ela também aponta soluções, sempre embasada por autoras e autores negros, comprovando que a sabedoria não escolhe cor de pele. Amei, e com certeza lerei muitas outras vezes, para, quem sabe, deixar de ser racista.
Responsabilidade. Essa é a palavra que me marcou nessa leitura. Todos somos responsáveis pela ação antirracista, porque se calar é quase tão ruim quanto praticar o racismo. Vale a pena a leitura, faz pensar bastante nas pequenas ações do dia a dia e até na forma de falar, olhar e julgar as pessoas ao redor.
Em algumas lições e explicações curtas, Djamila nos lembra (ou ensina) pontos sobre o extenso e complexo racismo no Brasil e como agir para combatê-lo.!
Muito mais do que somente citar o que é e como oprime, ela foca em suas consequências diretas e em como o vemos no dia a dia! Confesso que durante a leitura fiquei meio agoniada, achei tudo rápido demais.. mas como ela repete várias vezes (e está no título!) este é apenas um livro inicial, um lembrete para se aprofundar em vários desses tópicos, em como ir (ela até da indicações de autores — a fala do ‘ninguém me ensinou’ é cada vez mais absurda, viu galera..) e porque ir atrás e fortalecer a luta antirracista: “a inação perpétua a opressão”
Achei interessante um conceito que ela citou durante e eu já havia ouvido falar sobre, mas não sabia onde surgiu exatamente: ‘Epistemicídio’, termo criado pelo sociólogo Boaventura de Sousa Santos, que explica o processo de invisibilização e ocultação das contribuições culturais e sociais não assimiladas pelo 'saber' ocidental — de povos negros, latino-americanos ou outros povos marginalizados e não detentores da verdade historicamente.! Uma das minhas metas esse ano era justamente ler mais autores plurais e parece óbvio a importância disto, mas saber explicar melhor o porquê agora faz toda a diferença.
E falando em lembretes, deixando aqui para cobrar da eu do futuro de ler: ‘Breve história do feminismo no Brasil’ e ‘Perigo da história unica’
Esse livro deveria se tornar uma leitura obrigatória! Djamila é totalmente didática e direta nesse livro, com uma linguagem acessível, a autora aborda questões importantes relacionadas a negritude e a luta antirracista. “Pequeno Manual Antirracista” trás bastantes reflexões e possui muitas referências a obras e trabalhos de autores negros, é uma ótima forma de introdução ao tema para quem procura começar a estuda-lo!
livro necessário e extremamente esclarecedor. é um ótimo ponto de partida para quem quer começar a ler e entender o racismo estrutural. além de uma linguagem clara e objetiva, aborda temas importantes de maneira simples, apenas para o primeiro contato, mas de forma esclarecedora. além disso, as referências bibliográficas são impecáveis e as recomendações, com certeza, serão de extrema utilidade. djamila deu aula ao escrever esse manual. deveria ser material didático escolar!
Djamila Ribeiro, de maneira muito didática, apresenta ao leitor o racismo estrutural - e, consequentemente, institucional - presente na realidade brasileira por meio de uma bibliografia vasta e exemplos próximos da nossa realidade.
O "Pequeno Manual Antirracista" é definitivamente um livro que eu indico para todos que querem se introduzir no tema racismo e entender a importância de não nos reduzirmos ao repúdio moral, e sim adotarmos uma prática de fato antirracista. Ou seja, dizer que não é racista não é suficiente quando pessoas negras continuam morrendo por uma política (e um judiciário) genocida, continuam a não ocupar espaços de poder, corpos de mulheres negras continuam a ser hiperssexualizados... E uma série de outros exemplos que são trabalhados muito bem pela Djamila em capítulos próprios. Como ela diz, "a posição social do privilégio vem marcada pela violência, mesmo que determinado sujeito não seja deliberadamente violento".
É muito boa a passagem na qual ela discute a ação punitivista e racista do sistema de justiça. Convivemos em um país no qual a pena de morte é institucionalizada por aqueles que invadem comunidades. Basta ser negro para que sua vida seja ceifada e incluída em alguma estatística de morte por "estrito cumprimento do dever legal". Ou que seja condenado baseado apenas no testemunho de policiais. Tudo isso é enlaçado pela autora sob a ótica da política criminal, especialmente a da Guerra das Drogas. Dois em cada 3 presos são negros e o tráfico lidera os motivos desses encarceramentos. Sobre isso, tem uma citação muito interessante no livro dela: "Na era da neutralidade racial, já não é permitido odiar negros, mas podemos odiar criminosos. Na verdade, nós somos encorajados".
O objetivo da Djamila é conscientizar, mas não apenas isso, também visa ser um guia e, portanto, indicar ações que possam contribuir para o combate a essa realidade como ações afirmativas, a importância de uma bibliografia diversa nos cursos da faculdade, ações antirracistas por parte das empresas, dentre outras. Essa parte não foi verdadeiramente aprofundada, mas me pareceu que o livro não tinha essa meta. É um guia. As bibliografias no final são imensas: Djamila nos fornece a base por meio desse livro curto e didático, cabe a nós nos aprofundarmos adiante.
Amei o livro. Infelizmente ele é extremamente necessário. Trouxe debates muito importantes e me fez refletir sobre atitudes que podemos e devemos ter. Além disso, o livro traz uma bibliografia rica em outros autores e autoras negras que pretendo muito ler.
Além de Djamila nos fazer um grande favor ao indicar autores tão importantes na bibliografia riquíssima do manual, o livro é absolutamente necessário para questionar o papel de cada um na luta contra o racismo.
Como lição, fica esse trecho maravilhoso: "a inação contribui para perpetuar a opressão"