Em livro inédito, Ciro Gomes explica a crise política e econômica e convida o leitor a debater o país que desejamos serProjeto O dever da esperança, livro inédito de Ciro Gomes, é um convite para debater racionalmente o país que somos e o país que desejamos ser. "É minha contribuição pessoal a uma reflexão inadiável sobre o Brasil, as raízes de seus graves problemas e as pistas para sua solução", escreve Ciro na introdução. A frase reflete o espírito da obra e de seu não só oferecer um diagnóstico das principais questões que atrapalharam o nosso desenvolvimento com democracia, liberdade e justiça, como também apresentar um vasto conjunto de ideias capazes de direcionar o Brasil rumo a um futuro desejável. É o que Ciro Gomes chama de um novo Projeto Nacional de Desenvolvimento – ele segue a linha de pensadores do nacional-desenvolvimentismo, de que, para superar o atraso e a desigualdade, não basta crescimento econô é necessário criar condições para promover a justiça social, reparar dívidas históricas com o próprio povo, gerar oportunidades menos desiguais e, ao mesmo tempo, garantir dinamismo a este gigantesco mercado interno chamado Brasil.
É um livro que trata de múltiplos assuntos: história, economia, política, sociologia, tecnologia, entre outros. Cada um deles tem uma complexidade imensa. Naturalmente, o autor não se aprofunda nos temas individualmente de modo a esgotá-los, até porque isso não seria possível.
Dito isso, o objetivo principal -- que é apresentar um projeto nacional de desenvolvimento sólido e sensível às necessidades, dificuldades e demais peculiaridades do Brasil -- foi alcançado com maestria.
De uma perspectiva mais abrangente, portanto, o livro não é, de modo algum, raso. Pelo contrário, é fruto de um entendimento maduro de uma realidade complexa por parte de um brasileiro cuja missão de vida tem sido, e continua a ser, tornar os brasileiros mais felizes através da luta pela melhoria da qualidade de vida no país.
É uma exposição inspiradora e que, ao definir honesta e claramente os problemas, analisá-los adequadamente, e propor soluções concretas e realizáveis, renovou em mim a esperança por um Brasil melhor.
É um livro imperfeito, sem dúvida alguma. Mas é também de imensurável riqueza. Uma leitura que vale cada minuto.
Comprei o livro como um apoio ao Ciro. Achei que não conseguiria ler... Mas a linguagem é amistosa, os temas são bem explicados e contextualizados. É uma pena que alguém com essa visão de Brasil não tenha sido nosso presidente.
Esse livro acendeu em mim a esperança de que o Brasil pode dar certo como nação. Me renovou a certeza de que precisamos nos afastar das paixões e ódios e olhar para o país e para a política com mais racionalidade. O Brasil não cabe nem na esquerda e nem na direita. Precisamos urgentemente focar no que temos em comum e reunir o país em torno das ideias que todos compartilhamos.
Ciro não será o salvador do Brasil. Ninguém será. O país só será salvo no dia em que nos (re)unirmos em direção do país que queremos ser.
Uma vez que acompanho o Ciro Gomes há algum tempo, confesso que não identifique muitas "novidades" no livro.
Contudo, o livro tem dois méritos a serem reconhecidos: primeiro, permite uma visão unificada dos principais pontos que compõem o projeto nacional de desenvolvimento idealizado por Ciro Gomes; segundo, apresenta análises objetivas, lastreadas factualmente, que permitem a confecção de críticas duras - mas não odiosas - aos motivos que trouxeram o Brasil até a situação que vivemos hoje em 2020.
Que a luta por um Brasil melhor continue. É nosso dever ter esperança. 💪
Ciro Gomes declara neste livro sua visão sobre história recente do Brasil, porque e como chegamos onde estamos hoje. E ele faz isso com grande habilidade, a não leitura não é cansativa e conceitos mais técnicos vêm acompanhados de comparações para o público leigo em economia - como eu. Apesar disso, ao final, parece um folheto publicitário do PDT e do presidenciável Cirão da Massa. Por diversas vezes, Gomes engrandece PDT como um partido progressista e desenvolvimentista, contudo fatos recentes colocam isso em dúvida isso, por exemplo: - Analisando o alinhamento nas votações na Câmara nos partidos de esquerda (e centro-esquerda), PDT encontra-se entre os que mais vota junto com o governo; PSB 43%, PDT 42%, REDE 31%, PCdoB 28%, PT 22% e PSOL 17%. Nas votações no Senado: PDT 73%, PT 67% e REDE 64%.* Obviamente, isso é apenas um apanhado geral, votações importantes, como Auxílio Emergencial constam como voto "governista". Porém, somando-se, o último acontecimento do Ciro Gomes retirar do candidatura** pela incapacidade de organizar seu próprio partido, coloca-se em dúvida o em que lugar ideologicamente o partido se encontra. - PDT participou como coligação nas duas eleições da Dilma, apesar das críticas econômicas espalhadas durante todo o livro. - O Ciro Gomes do livro, é totalmente diferente do pré-candidato de hoje. Hoje ele aposta na corrente "Nem-nem" (Nem Bolsonaro, Nem Lula). No livro, ele se apresenta como forte oposição ao Bolsonaro e com críticas pontuais ao Lula. E argumenta que PT nunca teve um projeto nacional para o país (então, porque seu partido apoiou duas candidaturas da Dilma?). Nos vídeos que tenta alavancar sua baixa intenção de votos (entre 6-8%), aposta no antipetismo para conseguir alguns votos de bolsonaristas arrependidos, esquerdistas desanimados e uns perdidos. Claramente, pessoas de direita votariam nele apenas em um segundo turno improvável com Ciro presente. - Outra coisa que coloca em cheque sua tremenda oposição ao Bolsonaro hoje - como também diversos outros candidatos da chamada "terceira via" - é fato de ter viajado para Paris no segundo turno das eleições de 2018. Quando poderia ser manifestar contra Bolsonaro, e demonstrar que apesar de o PT não ser o melhor para o país, ainda seria melhor que um candidato sem qualquer projeto de governo que utilizava o mesmo título de campanha que Collor usara: contra a corrupção. - Ao final, quando tenta se aproximar a todo custo do candidato cristão. Claramente, não é de uma maneira fluída, mas abrupta. E do nada engrandecer uma chamada "agenda de valores" - sem sequer explicar quais valores são estes - e coloca que esquerda se posiciona contra os cristão (uma tremenda de uma baboseira, visto que a religião é uma pauta apenas para reacionários, preocupados com a "cristofobia"). Qualquer pessoa bem informada sabe que as religiões que passam por perseguição religiosa e enfrentam grande preconceito da sociedade são as de matriz africana - por causa disso, partidos progressistas defendem estas religiões, ao contrário de apoiar a grande religião do status quo (leia-se, cristianismos, isso mesmo, no plural). Trata-se de mais uma tentativa de pegar os votos evangélicos do Bolsonaro. Enfim, Ciro possui um história incrível como político. Admirável. Contudo, sua ambição para se tornar presidente está ofuscando uma vitória. Provavelmente, enquanto o Lula for candidato, Ciro não possui a menor chance. A única forma de Ciro possuir chance de ganhar é... Desconheço. E, pelo visto, sua equipe de campanha também.
Acabo de ler este livro às 23h34 do dia 1⁰ de outubro de 2022 e, em poucos minutos, ele entrará para o ostracismo, bem como seu autor. Em que pese, contudo, a equivocada campanha de Ciro Gomes, há nestas páginas ideias importantes e um diagnóstico preciso do problema econômico do Braza.
Ciro resgata a história da industrialização do Brasil para questionar: onde erramos? E, principalmente: como retomá-la? É para isso que ele propõe um projeto nacional de desenvolvimento, baseado firmemente na retomada do investimento público.
O ponto central de Ciro é a reindustrialização, com base em investimentos em setores em que temos expertise, como saúde, agroindústria, defesa e construção. Para quem acompanhou o drama brasileiro com a falta de máscaras na pandemia e o sumiço dos fertilizantes para a agricultura com a invasão da Ucrânia, o diagnóstico de Ciro é mais do que certeiro.
Nessa proposta, o papel do Estado é central, e assim o autor presta um merecido tributo à tradição do trabalhismo brasileiro, simbolizado por figuras como Brizola e Darcy Ribeiro. O projeto de Ciro está claramente alinhado à esquerda. Ao mesmo tempo, faz uma defesa intransigente da livre iniciativa e do empreendedorismo. Ele lembra que num iphone, por exemplo, estão embutidos investimentos do estado americano em tecnologias como o GPS e a própria internet.
Para retomar o papel da indústria, ele propõe medidas como uma reforma tributária que crie uma nova alíquota do IR para os mais ricos, e cobre tributos sobre lucros e dividendos, grandes fortunas e bens de luxo, e ao mesmo tempo desonere o consumo. Sugere uma auditoria nas contas públicas e a busca de superávits fiscais, e ataca o problema dos altos juros, responsáveis por desincentivar o investimento em atividades produtivas.
Também defende pontos como uma renda mínima universal e a redução da jornada de trabalho. Mas acho que deixa a desejar em temas como cultura e meio ambiente. Em todo caso, no deserto de propostas que vimos nessa eleição, acho que este livro é um oásis. Se seu autor não soube colocá-las em primeiro plano na campanha, essa é outra história…
Não há como falar mal da proposta do Ciro em escrever um livro sobre seu projeto nacional, deu para entender muito bem suas visões e quais são seus planos de ações para reerguer o desenvolvimento brasileiro, está tudo muito claro e muito bem explicado em uma linguagem acessível, seria ótimo se tivéssemos uma noção tão clara do que os nossos candidatos pretendem fazer ao exercer o maior cargo do Executivo.
Infelizmente a situação é exatamente a oposta, o padrão é votar em um candidato em que mal sabemos suas visões, até porque muitos não querem se arriscar e preferem ficar na área cinza para captar o maior número possível de eleitores.
Achei fofo todo o papo de humanizar o capitalismo.
Se votarei no Ciro? Não faço a menor ideia, ainda mais com todo esse avanço agressivo contra Lula e o PT, parecendo o meu pai Bolsonarista falando, porém como eu disse, respeito muito a ideia de um livro apresentando seu projeto, essa ideia poderia ser mais disseminada.
Homem politico íntegro, governador bem sucedido e sempre candidato potencial para as presidenciais, Ciro Gomes faz nesse livro analises e propostas interessantes sobre vários problemas enfrentados pelo Brasil, seja na educação, na dívida publica, na politica industrial ou no desenvolvimento sustentável. O curioso é de ver ideias modernas e novadoras conviver com uma ideologia confusa onde se misturam marxismo, terçeiro-mundismo e corporativismo getulista. Mesmo sabendo que Ciro deve se proteger a sua esquerda para o primeiro turno de 2022, essa dualidade não poderá ser mantido por muito tempo sem prejudicar as suas ambições.
É muito mais que um livro. É um manifesto por um Brasil melhor, com a explicação bem delineada de um projeto nacional que atinge desde os alicerces da cultura até o financiamento do empresariado brasileiro. Uma leitura muito inspiradora que restitui a esperança no processo democrático num momento em que o Brasil se encontra frente à mais absoluta ruína de suas instituições. Pertinente e inspirador.
Um livro muito elegante. O autor Ciro Gomes divide o livro em 3 pontos: o primeiro narra de forma brilhante a história do Brasil e também sua formação econômica até os dias de hoje; em segundo apresenta um projeto progressista para o Brasil (da onde sai o dinheiro, quanto custa e quem irá pagar por esse projeto) e também os seus desafios e dificuldades que deverão ser enfrentadas para o projeto entrar em execução; e em terceiro ouso a dizer que são aspirações filosóficas e espirituais para a criação de um Estado-nação, um povo consciente da sua história e também liberto do consumismo desenfreado que vem causando tanto mal ao planeta. Uma obra que vale muito a pena ser lida.
Não se trata de um livro, se trata de um projeto bem estruturado com começo, meio e fim escrito por um dos políticos brasileiros mais habilidosos e brilhantes da atualidade. Ciro Gomes, com a maestria de sempre, explana em detalhes sua ideias para a construção de um novo Brasil; mais igualitário, desenvolvido e soberano. Para aqueles que por algum motivo desacreditaram da política e/ou acham que o Brasil não tem jeito, recomendo a leitura minuciosa e atenta desta obra. De um modo simples e didático, Ciro apresenta os encaminhamentos para as questões mais complexas vividas por todos os brasileiros tais como a dívida pública, o crescimento sustentável, a reindustrialização, os desafios de uma sociedade na era da modernidade e da alta tecnologia e etc! Leitura fantástica!
Em um cenário de uma terceira via tão oscilante foi um prazer entender mais a fundo as propostas do candidato Ciro. Principalmente as que tangem a economia, que precisamos tanto nesse momento. A leitura já vale pela aula de história do Brasil. Vale muito a pena!
O livro é um manifesto político de um candidato à Presidência da República. Suas propostas estão bem fundamentadas de como ele pensa os caminhos do Brasil no passado presente e futuro.
Há a questão das redes sociais em que ele reflete sobre os problemas porém não possui uma linha de caminho pronto sobre como lidar com o inédito poder concentrado das gigantes de tecnologia e seus problemas de desinformação, antipolítica, radicalismo, comportamento viciante, que hoje são a principal ameaça à democracia representativa.
A melhor parte do livro são os capítulos finais, em que ele reflete sobre política em seu sentido profundo, esperança e busca da felicidade coletiva e cidadã.
Talvez devamos criar a cultura de exigir um livro manifesto de todos aqueles que queiram ser presidentes.
O livro é bem geral e fala de economia, soberania, diplomacia, educação, enfim. Ciro apresenta suas ideias de como alavancar o país. O livro tem críticas necessárias ao governo do PT, como também à extrema-direita. Mas o que me chama atenção é a repetição da necessidade de que o Brasil se torne mais forte pra enfim se desenvolver sem sofrer interferência externa, isso porque até agora, foi a única vez em que vi um político se atentar à herança do colonialismo e ao enfraquecimento - planejado - da política econômica latino americana.
A primeira reflexão que esse livro me trouxe foi que seria muito bom se todos os candidatos à presidência tivessem uma reflexão sobre o país. Para podermos criticar, concordar, discordar e até combater. Mas um entendimento do que é o Brasil, suas dificuldades, seus erros e acertos, sua cultura, seu povo.
Ciro tem. Concordar ou discordar é secundário. Pouco relevante até. Recomendo a leitura para no mínimo termos um parâmetro do que exigir de quem se habilita a liderar as transformações tão necessárias ao país.
Esqueça o estigma que criaram do político e embarque no debate.
É uma pena o livro de Ciro ser uma obra que será lida apenas por quem (como eu) já o conhece e apoia. A pseudo-classe média bolsonarista continuará deliberadamente cega, e a imensa maioria da população continuará sem a chance de ter este ou qualquer outro livro em mãos.
Ver Ciro na presidência tornou-se quase um desfecho Deus ex machina para salvar o país mas, como o livro nos diz, não podemos perder a esperança.
Um raro projeto para o país, escrito por alguém inteligente e genuinamente interessado no progresso do Brasil. Embora eu pessoalmente discorde de alguns pontos, considero o Projeto Nacional um excelente ponto de partida para uma discussão séria sobre o futuro do país.
livro simplesmente maravilhoso,com observações que foram extremamente cirúrgicas,expondo alguns problemas do Brasil e como solucioná-los
para qualquer coisa nessa vida dar certo,e vc ter a mínima certeza de que isso irá se manter,você precisa de planejamento seja ele no seu dia a dia,na economia,e na política não poderia ser diferente Ciro explana os principais problemas nacionais,de sociais até econômicos,e discorre sobre como cada um desses tópicos podem ser resolvidos com uma agenda desenvolvimentista definida
Ciro não se localiza no lado extremamente liberal (ou neoliberal) como é a maioria dos setores da direita,com um conservadorismo bastante problemático e voltado ao individualismo,como também não levanta a bandeira marxista,um dos maiores males da atual esquerda (principalmente brasileira) em que insiste em resumir toda uma história em simplesmente nós X eles
a questão central do livro é a seguinte:existem sim formas de você contornar as dores de cabeça geradas por governos passados e principalmente pelos interesses expostos da elite com um tipo de união entre o setor público e privado,o dito "Estado de bem-estar social" não consegue se desenvolver unicamente,necessitando da união desses dois agentes que regem os nossos cotidianos
nunca tivemos um tipo de iniciativa desse tipo aqui no Brasil,os maiores exemplos,são os países escandinavos e o Canadá,que seguem esse tipo de modelo e conseguem uma estabilidade geral que dificilmente será perturbada e mesmo o próprio Getúlio,considerado o coração do trabalhismo,não se interessou em união advinda da parte privada,apesar de ter dado o pontapé inicial para o desenvolvimento estatal engatar e o país finalmente começar a aflorar
enfim,esse é o meu primeiro livro do ano de 2022 um ano de eleição,de uma incerteza absoluta,e de que a única certeza é que o país está mais dividido e fragilizado do que nunca nunca fui muito de ser muito ligado a política,porém pesquisando,compreendendo algumas coisas,descobri que tinha certa afinidade ideológica com o PDT,por conta dos ideais social-democrata,e acredito que possam ser a última chance de reacender uma chama de esperança nos brasileiros pois,caso até o próprio partido falhe,nesse caso não restará mais nenhuma esperança ao país,e está fadado ao fracasso
quero uma mudança verdadeira,e acredito que o Ciro/PDT me represente e mesmo que ele não seja eleito,espero que o próximo candidato possa,além de desbancar o boçal que está no poder,reunir a população brasileira e reconstruir nosso legado uma tarefa difícil,pois,com raras exceções,a maioria dos envolvidos sempre deixa a voz do posicionamento político falar mais alto
a esquerda e direita não podem ser,de forma alguma,maiores e/ou mais importantes que o Brasil.
Eu realmente quero o Brasil que o Ciro Gomes propõe como Projeto Nacional. Todavia, tenho dúvidas se é possível construi-lo na sua totalidade pelo âmbito econômico. Acredito que não tenhamos nenhum espaço fiscal para que o melhor governo com a melhor e maior boa vontade consiga ser o motor de arranque da economia. Justiça seja feita, o Ciro Gomes aborda em certo ponto isso. Tem consciência da limitação fiscal e não quer repetir uma política de estado como o PT que previlegie campeões nacionais, por exemplo. Mas como fazer esse fiscal funcionar sem privatizações. Sem cortar na carne a máquina pública? Sem reduzir os gastos correntes? As despesas com folha de pagamento são gigantescas ainda, infelizmente não nas carreiras essenciais. Obviamente, eu gostaria que todo Investimento, ou quase todo, fosse tocado pelo capital nacional, mas não tenho certeza que nossa poupança interna de conta. Vamos precisar atrair poupança externa. Mas, tirando o aspecto econômico, concordei com toda a abordagem e leitura de País desse bom político, na minha opinião. Acredito que o Brasil precisa discutir sua industrialização. A quem interessa o Brasil não ter uma indústria de ponta? Agora os meios para tal é que tenho muitas dúvidas em relação às propostas. Não sei se voluntarismo governamental é o suficiente ou mesmo o correto. Ciro Gomes é alguém que se conseguisse um pouco de credibilidade dos agentes econômicos na sua agenda fiscal para o País, tenho certeza que seria um excelente Presidente da República. Porque tem um Projeto para o Brasil. Que bom seria se todos os candidatos escrevessem um livro com suas propostas e ideias. Se mostrassem preparados como o Sr. Ciro Gomes demonstra estar. Nós pode discordar dos caminhos, como por exemplo gigantesca renegociação de dívidas de pessoas físicas por refinanciamento via bancos públicos. Acho uma proposta apenas populista, com efeitos mais negativos que positivos. Mas não posso julga-lo por essa proposta. Há muitas coisas positivas em suas outras propostas sobre o Brasil. Na minha opinião, precisamos de fato de uma reforma tributária verdadeira que ajude a combater a desigualdade social desse país. Por exemplo, por que não aumentar a tributação das grandes fortunas? Seria uma forma de transferência de renda que incluiria milhões de pessoas ao mercado consumidor em última análise. Ou seja, crescimento econômico e maior arrecadação consequentemente.
Em um país no qual o debate político se transformou em um deserto de ideias, reduzido a personalismos messiânicos vazios de conteúdo, e onde se pratica a apologia da ignorância, ler o livro do Ciro é como beber água fresca.
Tenho como princípio na minha vida pessoal e profissional que quem faz uma crítica tem também que propor algo, uma solução. Nesse livro, o Ciro não apenas apresenta um diagnóstico interessante do atual estado de coisas no Brasil, sua crise e possíveis causas (sempre citando e referenciando os dados), como também propõe possíveis soluções para superá-las e como pretende implementá-las (inclusive dizendo de onde sairá o dinheiro).
Ao contrário dos estereótipos reducionistas que dominam a retórica nacional (dos dois lados do espectro político), considero que as ideias do livro mais pragmáticas do que vinculadas a algum sistema ideológico-dogmático. O debate não fica travado em cacoetes e interdições ideológicas (seja de esquerda ou direita) que não resistem aos fatos - como as falácias do Estado Mínimo ou do Comunismo. É interessante também que ele sempre recorre às melhores práticas internacionais e experiências de sucesso. Não é preciso inventar a roda - e nem lutar contra a realidade dos fatos.
O livro tem também uma linguagem pedagógica. Traz as linhas gerais do que ele entende que deveria ser executado no Brasil. E é, obviamente, injusto exigir que este livro seja um tratado exaustivo ou um programa de governo pormenorizado - como ouvi alguns criticando. Até porque tornaria o livro inacessível a maior parte da população, que já bastante despolitizada.
Ciro recupera fatos históricos e dados concretos para demonstrar a centralidade do problema dos elevados juros no Brasil e como o sistema financeiro ser viciou num rentismo que tem parasitado de morte o setor produtivo brasileiro. Só seremos capazes de superar essa estrutura já apodrecida retomando a noção de projeto nacional e mudando os atuais modelos de governança econômica e política. E pra isso é necessário também retomarmos a industrialização, inserindo o Brasil na economia do conhecimento por meio de uma revolução na educação.
Como nos faltam homens e mulheres com espírito público! Como diz o Ciro: "Somos uma nação devastada por agiotas".
Por fim, considero que crítica que ele faz à esquerda e aos governos do PT é cirúrgica e muito necessária. Só acho que em alguns momentos o autor poderia adjetivar menos. rsrs
Um ótimo livro, que cumpre muito bem a tarefa que se impõe: apresentar aos brasileiros (letrados, né?) sua interpretação dos fatos nacionais recentes, seus princípios e suas proposta para uma eventual presidência. Não se trata de um livro de propaganda, mas de apresentação de perfil e propostas. O texto é bem escrito, traz o estilo inflamado de Ciro de falar -- "agravou dramaticamente a situação"; "o lulopetismo"; "o maior crime de toda a história" -- e faz um claro esforço de comunicar de modo simples algas ideias não tão simples (embora o livro não seja, absolutamente, mera peça retórica empacotada por marqueteiro). Quanto ao conteúdo, bem, eu tenho simpatias e resistências ao que está exposto. Tenho um pé atrás com a ideia de "nacionalismo", com a qual o Ciro sempre flerta, e acho que ele não dá a atenção devida ao meio ambiente (embora, verdade seja dita, o livro tem uma passagem bem honesta sobre o assunto, em que ele diz com todas as letras: desenvolvimento sempre produz alguma pressão no meio ambiente, o meu projeto também o fará, mas tentaremos reduzir o possível), mas tenho simpatia pela ideia de poupança interna, pelo câmbio mais alto, pela superação de certos arcaísmos da esquerda, pela crítica mais prática ao neoliberalismo. Enfim, o livro tem muitos méritos e merece ser lido; acho até que, em 2022, deve ser lido.
Quem já assistiu vídeos e debates com o Ciro irá revisitar neste livro diversas idéias já expostas por ele, que foram cultivadas ao longo de uma vida de quem é profundamente interessado pelo Brasil, e que abraça o trabalhismo brasileiro com convicção. Nesse texto temos uma análise breve sobre a economia do nosso país do século XX ao início da pandemia, críticas às forças mais influentes da esquerda e direita, tanto nas formas de pensar, como nas maneiras de governar, e também qual a fórmula que o autor entendo como adequada para um desenvolvimento regular e sustentável do país, para que possamos alcançar nosso potencial como nação vencedora. Recomendado para aqueles que se identifiquem ou não com o pensamento do autor.
É um grande plano de governo com uma aula de história no começo. Ainda sim o livro consegue te carregar pois Ciro tem uma visão de país muito ampla e o plano que tem para consertá-lo é sólido, pensa na população e em suas particularidades. Além disso fala de coisas que outros políticos veem como besteira mas que daqui pra frente vão ser essenciais como inteligência artificial.
Minhas ressalvas ficam por conta de uma visão sua que considero deturpada do comunismo brasileiro, que chama de anti-nacional por exemplo. Não poderia ser mais longe da verdade. Outro ponto de discordância é quando resolve falar de identitarismo. É um aspecto da esquerda passível de crítica, mas acho que Ciro o faz de forma confusa e pouco embasada. Para finalizar, existem diversas discordancias no campo econômico quanto a necessidade da criação de uma poupança domestica antes da criação de investimento. O proprio keynesianismo discorda disso, falando que a poupança é resultado do investimento, e não o contrario.
Never was the type of guy that reads politician's books, but this book caught me, first time i saw a real project for the future of our industry, that shows everything we need, and how we should do, with what money, not just a promisse that we can't expect nothing nice from. Here we have a project, a study, with the senators and deputies more than this could be done! Let's return to the Lula x Bolsonaro fight.
Um livro com ideias poderosas, temas pertinentes e linguagem acessível. Concordando ou não com Ciro Gomes, o livro é um convite à reflexão inteligente de projeto de país e caminhos possíveis realistas, com aprofundamento concreto, fugindo a análise rasa que, infelizmente, estamos nos acostumando a ver.
Não sei se o Brasil tem jeito. Mas existem pessoas que tentaram. As circunstâncias do caos político de nossa época impediu Ciro Gomes de ser presidente, assim como as circunstâncias de sua época impediram Ruy Barbosa de ser presidente. Mas bem: o dever de ter esperança nesse país persiste.