Um livro sobre os poderes e limites da grande imprensa. Num relato pioneiro, Mario Sergio Conti mostra - por dentro - o que é a grande imprensa, como ela age, como são tomadas as decisões nas redações, como surgem as grandes reportagens. Os proprietários dos órgãos de comunicação, os jornalistas que formaram dezenas de profissionais e definiram os estilos de jornais e revistas, os repórteres que lançaram mão de um sem-número de expedientes para escrever matérias sobre Fernando Collor e Paulo César Farias - todas as linhagens do jornalismo político nacional estão vivas neste livro.
Qualquer um que queria entender um pouco da política brasileira, precisa ler esse livro, um guia de como se faz política e de como a imprensa cobre esta no Brasil. Livro excepcional, desenvolvido brilhantemente, com diversos detalhes e nuances importantes e muitas vezes deixados de lado. Excelente!
Mário Sérgio Conti nos detalha a força de uma imprensa e de seus donos, numa frágil democracia, com personagens da vida real, com tantas fragilidades e defeitos e tão poucas virtudes. Me deixou triste a constatação de que quase 35 anos depois, nós brasileiros, ainda somos representados politicamente por personagens com praticamente as mesmas características.
Livro, que mostra claramente a força de manipulação da grande imprensa e como ela trabalhou no seu próprio interesse, no justo processo de impeachment de F Collor de Mello.
Todo brasileiro deveria ler esse livro. A nossa história é cíclica, ávida por salvadores da pátria. Que nunca o são. É por isso que o brasil nunca irá pra frente.
O livro é um trabalho exaustivo sobre a imprensa no Brasil. Não apenas sobre o papel imprensa no governo Collor como também das origens e motivações de vários grandes grupos atuais da mídia. O posfácio da segunda edição é muito interessante para mostrar como a condução da campanha do Collor influenciou as eleições posteriores.
O livro já prenuncia um estilo agradável em escrever uma reportagem que permeia as páginas da revista Piauí, onde trabalha atualmente o Mario Sergio. O livro é extenso mas consegue prender a atenção do leitor do começo ao fim por conta desse apreço em querer contar uma boa história.
Um ponto bacana do livro que talvez tenha fugido da cobertura dos jornais e revistas é dar atenção aos personagens "menores" mas cruciais ao desvendamento dos casos de corrupção do governo do Collor.
O livro conta a relação do ex-presidente Fernando Collor com a mídia. Apesar de ser na essência um livro-reportagem, ganha em alguns momentos tons biográficos, não só sobre Collor e sobre sua família, tradicional na política alagoana, mas também sobre cada jornalista e personagem envolvidos na meteórica ascenção política vivida por ele, de quando se tornou governador de Alagos até o dia em que subiu a rampa do Planalto.
Também é leitura fundamental para todos que queiram ter uma leitura crítica dos nossos veículos de mídia. Mostra como, muitas vezes, coberturas tendenciosas podem partir não só das empresas donas dos veículos, mas também dos jornalistas, de suas vicissitudes pessoais.
Outro bom motivo para lê-lo: Collor está de volta!