"Anticristo foi professada como o oposto de Cristo. Enquanto Yeshuah seria milagre, Hauhsey seria pecado. Enquanto Yeshuah seria Criação, Hauhsey seria Destruição. Enquanto Yeshuah viveu e reviveu, Hauhsey morreu e renasceu. Enquanto Yeshuah pôde ser, Hauhsey não teve nem a chance. Não a deixaram ter."
A história da filha primogênita dos Reis do Inferno que, por ser amaldiçoada, não pôde viver nem como demônio, nem como humana, sendo impedida de cumprir suas profecias, ao ser transformada em uma árvore. A história da Árvore do Pecado que protege o Inferno dos ataques do Céu.
Essa foi uma leitura interessante. Particularmente, não é uma temática que eu costumo ter interesse, mas, fico feliz que me indicaram. Afinal, existe algo muito instigante nessa brincadeira de quem realmente representa o mal. Será que são aqueles aos quais nós fomos ensinados a odiar e mal dizer? Ou será que existe algo mais nessa história que foi contada e recontada um milhão de vezes? O conto me lembrou muito como a figura do Exu ,do candomblé, costuma ser mal vista,atrelada ao satanás (pelos dogmas da religião católica) entretanto, para muitos, Exu representa o próprio movimento da vida, e Hausey me lembrou um pouco dessa figura que é tão mal interpretada, o anticristo, que deveria ser símbolo de destruição, é destruído por terceiros o tempo inteiro. Porém, quem roubou a cena, para mim, foi a Lilith, uma personagem que foi desconstruída e colocada num papel de sensibilidade e vulnerabilidade que são raramente (nunca) atrelados à demônios, a dor de uma mãe, perdendo seu bebê, antes mesmo dele ser concebido, foi sensacional. Eu queria mais e mais da história dela e da dor dela, almejei até poder ver a vingança dela. Eu retirei alguns pontos do conto pois achei que algumas cenas foram híper descritas, e também sobre os personagens dos Antigos que me pareceram ter uma certa relevância, inclusive, num momento crucial do conto, eu senti falta de um desenvolvimento maior da história deles, que me pareceu ser muito interessante. Além disso, o final foi um pouco abrupto na minha opinião. Eu recomendo a leitura, apesar de ser uma temática que nem todos têm costume de ler, a autora consegue dar uma fluidez bacana aos acontecimentos e por conseguinte, o leitor fica envolvido do início ao fim.
No começo, eu fiquei um pouco perdida mas logo isso ficou para trás. A narrativa se tornou ainda mais envolvente e interessante a partir do momento em que Lilith foi introduzida a história. Eu leria um livro todinho de trezentas páginas que contasse a mesma história que li em dezenove. Foi uma versão inovadora de algo histórico, passado de geração em geração e quase cultural em seus elementos atuais incrementados.
Histórias sempre parecem ainda mais atrativas quando contadas pelo lado dos vilões. Ainda mais quando estes estão literalmente, no Inferno.
Eu tinha tomado duas taças de vinho antes de começar a leitura deste conto. Não estava embriagada, de forma alguma, mas com o passar das páginas senti a lânguida sensação de estupor se afastar, como se uma parte minha, íntima e não facilmente acessível, se desdobrasse, atenta e conectada às palavras de Lolli.
Eu não sei em que acredito. Um dia já tive fortes Convicções, com 'c' capital, de onde minha fé estava depositada. Hoje? Nem tanto. Contudo, há algo em mim que ainda crê em alguma coisa, que ainda não sei o que é, embora seja certo e constante e presente, como as batidas do meu coração. Lolli, Lilith e Hauhsey falaram diretamente com essa parte durante a leitura. E a escrita da Lolli é de uma vivacidade surpreendente e extraordinária em sua construção.
Anticristo é uma história que vale a pena não só pelas novas perspectivas das personagens mal ditas por séculos, mas também pelo trabalho feito por Lolli, que parece ter se despedaçado de pouquinho em pouquinho, em cada palavra e frase e parágrafo, para que pudéssemos vislumbrar em detalhes a vastidão e riqueza de sua existência.
Fiquei presa do começo ao fim, a cada página ficava mais curiosa e ansiosa para o que estava por vir.
A escrita da Lolli é ótima, apesar do conto ter só 19 páginas foi o suficiente para escrevê-la: não foi nem um pouco apressada.
Além disso, a escrita é tão boa que consegui sentir a dor dos personagens. Também senti a crueldade implícita nas palavras e nas ações.
É o tipo de história que faz a gente refletir: quem realmente é mal? Será que são aqueles que sempre somos ensinados a odiar? Ou as histórias podem ser mal interpretadas e passadas a frente de maneira equivocada?
Lilith roubou meu coração pelo simples fato que a Lolli conseguiu atribuir a ela uma sensibilidade que eu jamais atribuiria a essa personagem. Senti sua dor e senti sua tristeza. E foi encantador, de certa maneira, ver que tal personagem, uma "criação do demônio", tem um lado sensível e honesto.
Me peguei questionando se ao longo do tempo as histórias não foram modificadas para fazer a gente acreditar em uma coisa totalmente diferente do que realmente é.
Terminei com uma dor no coração: primeiro porque o conto tinha acabado e eu queria mais; mas mais do que isso, fiquei triste pelo fim, até porque a frase final foi inesperada e eu senti ela lá no meu coração.
Não vou falar mais do que isso, porque você precisa ler para sentir e entender o que estou falando e sentindo.
Um ótimo conto de fantasia que faz a gente refletir e que eu leria um livro inteiro sobre.
[3,5] vou começar essa resenha fazendo questão de enaltecer a escrita incrível da lolli. seu jeito detalhado e atrativo de descrever os sentimentos dos personagens e os cenários é capaz de fazer o leitor se teletrasportar pra dentro do livro, quase como se estivesse fazendo parte do plot. sendo honesta, eu não sou uma pessoa religiosa e nunca fui, mas sei o básico sobre a criação do céu e inferno, e preciso dizer que achei muito cativante e criativo a maneira como a lolli construíu esse universo pelo ponto de vista unicamente dos seres que aprendemos desde crianças que são os “vilões” de toda a situação. acho importante também ressaltar a forma como a autora soube narrar de um jeito sensível e tocante a vontade de lilith de conquistar a felicidade ao lado de lúcifer e do desejo profundo de ser mãe e dar amor às suas crianças, principalmente pra sua primogênita, hauhsey, que todos no outro mundo podem considerar fonte de maldade, mas que é sensível e benevolente.
por fim, anticristo é um conto que te seduz desde a primeira página e quando você chega ao fim, fica se perguntando se pode ter mais.
Se eu tivesse que descrever esse conto em poucas palavras seria incrível e tocante. Pensei que por ser algo pequeno e não ser um tema que eu já tenha lido antes, não conseguiria criar nenhum tipo de laço com Haushey. Mas pelo contrário, eu fiquei triste com a perda de Lilith, até mesmo com a retirada do fruto da árvore. Lolli soube contar a história e mostrar uma nova visão de personagens que sempre foram vistos como ruins por nós. No começo fiquei um pouco confusa com as informações, mas não é algo que atrapalha nem um pouco a leitura. A descrição é algo bem trabalhado, e eu realmente consegui enxergar o que era dito, o que me é difícil às vezes. Fico imensamente feliz por ter tido a chance de ler e conhecer esse livro e espero poder ler mais coisas desse universo.
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Primeiro, só queria dizer que eu raramente gosto de contos por achar que a maioria é rasa e não satisfaz a minha necessidade de informações e histórias grandes.
PORÉM, em Anticristo, Lolli conseguiu de maneira INCRÍVEL me fazer sentir satisfeita. A escrita é incrível e em nenhum momento senti que foi apressada. Um dos melhores que li.
Talvez seja meu interesse no assunto, mas fiquei totalmente presa nesse conto. Apesar de sentir que foi tudo fluído, não consigo parar de pensar como eu quero MAIS dessa história (principalmente da relação de Lúcifer e Lilith).
Por fim, só queria comentar que achei as frases (que comentam a profecia que declara Yeshuah e Hauhsey como opostos) que "separam" certos tópicos perfeitas e complementaram muito a leitura pra fazer a gente entrar na atmosfera do conto.
simplesmente excepcional, não tenho palavras pra descrever o quanto amo seus contos e esse foi mais um que me permitiu abrir a mente e saber mais sobre vocês, a história de Hauhsey é tocante e incrível.
Minha nota inicial foi 4 estrelas simplesmente pelo fato de que eu preciso de mais!! Eu achei que acabou meio abruptamente. Mas quanto mais eu penso sobre esse conto, mais eu me apaixono e necessito ler de novo, então estou subindo minha nota pra 5. A escrita é maravilhosa, poética e o assunto do que se trata é 👌.
"Enquanto Yeshuah pôde ser, Hauhsey não teve nem a chance. Não a deixaram ter."
Por mais que esse conto tenha uma escrita incrível, impecável, achei a história um tanto confusa e o final meio decepcionante e um tanto anticlimático.
Eu não sei o que escrever? Gostei que a história me apresentou uma visão diferente e criativa da típica história cristã. Fiquei bem confusa no início, mas aí eu fui lendo e quando dei por mim a história já tinha acabado? Só sei que gostei bastante, mas não totalmente não sei explicar só sei que a escrita da Lolli é INCRÍVEL. Ela consegiu fazer várias descrições de forma concisa e nem um pouco entediantes. Em fim, leiam Anticristo!!
A escrita desse conto é insanamente INCRÍVEL! Eu não conseguia tirar os olhos da tela um segundo sequer, mal conseguia respirar de tão nervosa pra chegar a conclusão.
Eu realmente espero poder ler mais coisas da autora, acho que me tornei viciada.
"E, o que era maldição, virou proteção; o que era pra ser destruído, foi fortificado."
Achei a leitura bem envolvente, rápida e fluída , mas um pouco confusa. Gostei da alegoria usada no final, mas apesar de ser um conto, senti que o fim foi muito abrupto.
Também senti falta de uma explicação melhor de quem, ou o que, seriam os Antigos, e algumas cenas super descritivas foram irrelevantes.
Só digo uma coisa: EU PRECISO DE MAIS!! Dá muita vontade de conhecer mais desse universo e dos personagens. Espero, em breve, ler mais obras feitas a partir dessa escrita brilhante e perspicaz.
um conto que no início não estava entendendo bem, porém com a introdução da Lilith a leitura fluiu bem mais. Inclusive seria muito interessante um livro da personagem, talvez com uma vingança pela perda do filho. A abordagem feita pelo livro é pouco vista, recebemos criações que nos dizem qual lado é bom ou mal e nisso cresce um sentimento de rancor pelo lado mal, mas ninguém cogita o porquê daquele mal ser mal e será que de fato seja isso? Esse conto pode muito ser aplicado da religião do candomblé/umbanda, que é a que mais sofre intolerância religiosa, sendo Exu também o que mais é crucificado por aqueles que estão de fora do convívio da religião, acudando- o de ser o mal, porém na verdade ele é o oposto...
espero que a autora continue, talvez em livros, trazendo a história mais desenvolvida da Lilith, ou algo semelhante com o mesmo tema, porque com certeza eu leria!
Achei cativante. A escrita é incrível e me prendeu, apesar de ter achado levemente confuso no início. Amei ver essa perspectiva do Inferno. Lilith em particular foi quem mais me chamou atenção e cativou durante o conto, fiquei com vontade de ler um livro só sobre sua história e de Lúcifer. Terminei de ler sentindo a dor de Hauhsey junto com ela. Meu único problema é que por ser uma estória complexa em um conto super curtinho é que me passa a sensação de incompleto, senti falta de conhecer mais a fundo os personagens e suas histórias, os acontecimentos foram apenas breves pinceladas de eventos gigantes.
Olhei os outros comentários pra esse conto aqui no GoodReads e tô me perguntando se mais alguém enxergou algumas metáforas extremamente pesadas nesse texto, que eu achei muito bem escolhidas pra representar alguns temas. Mesmo sem conhecer a autora, a parte sobre escrita autobiográfica na descrição sobre ela no final me pareceu fazer total sentido.