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Marketing Político: Como Vencer Eleições e Governar
A seleção dos eleitores indecisos e a identificação das mensagens mais adequadas para os persuadir ou motivar são o campo de estudo do marketing político, que nasceu do casamento entre o marketing e as ciências políticas. É uma área de interesse crescente também do ponto de vista do estudo académico, que oferece uma perspetiva diferente na análise do comportamento político e, ao mesmo tempo, novos pontos de vista sobre questões clássicas das ciências políticas como, por exemplo, o valor das ideologias, o papel da cidadania e a natureza da democracia num contexto como o do século XXI, caracterizado pela extensão do mercado e da sua linguagem também à vida pública. Extensão essa que tende a ver os cidadãos como consumidores. Através do estudo do marketing político procura-se compreender a evolução da relação entre governantes e governados e esclarecer o papel dos meios de comunicação social e dos consultores, cujo objetivo é fazerem com que os seus clientes vençam as eleições e, de seguida, conservar-lhes a popularidade e o consenso enquanto estão no governo.
204 pages, Paperback
First published March 16, 2011
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Displaying 1 - 2 of 2 reviews
November 28, 2017
A política é, indubitavelmente – e apesar de todas as queixas que, genericamente, fazemos dela, ou de quem a pratica – um tema central no nosso dia-a-dia. Domina o tempo de antena dos telejornais, preenche as páginas da imprensa escrita, e assume uma preponderância assinalável na web, com grande destaque para a animosidade que gera nas redes sociais.
Esta centralidade mediática assumida pela política é, obviamente, compaginável com a importância da mesma para o funcionamento do sistema democrático, bem como para a nossa vivência quotidiana em sociedade. A modernidade, por um lado, e os princípios da democracia representativa, por outro, conduziram-nos, porém, à necessidade de obtermos a informação para formarmos a nossa opinião por interposta pessoa. Dependemos, para esse efeito, do trabalho e da supervisão da Comunicação Social, da qual esperamos que seja séria, isenta, independente e livre.
Poderia – e gostaria – de entrar na discussão perene, mas sempre atual, sobre o contexto, as limitações, o mérito e o impacto do trabalho da Comunicação Social, particularmente hoje, onde a independência da Comunicação Social aparente estar fortemente ameaçada. Mas não agora. Esse não é o propósito deste post. Esta é, todavia, uma discussão que me interessa muito. Interessa, por um lado, porque gosto de Política. Interessa-me, também, porque, apesar de não estar diretamente ligada ao âmbito da minha atividade profissional, a comunicação (política, neste caso), é um dos grandes fatores críticos de sucesso não daquilo que faço, mas do que resulta do meu trabalho. Interessa-me, finalmente, porque, como ser pensante, mais do que como académico (que tenho deixado de ser), interessa-me muito ler, refletir e compreender o quão frágeis somos, e quão expostos estamos, às narrativas que nos “vendem” para que as soluções orquestradas façam sentido. No post anterior a este, quando revi o Reino do Amanhã de J.G. Ballard (publicado pela Elsinore em 2017), citei Edward Bernays, em Propaganda (1928), e hoje, a rever esta obra de Marco Cacciotto, uma frase de Bernays volta à minha memória: “A manipulação consciente e inteligente das opiniões e dos hábitos organizados das massas é um elemento importante na sociedade democrática”.
Marketing Político, por Marco Cacciotto é uma excelente obra para nos elucidar e pôr a pensar nestas questões. Conciso, mas suficientemente abrangente, acessível e cativante, e preenchido de numerosos exemplos, esta é uma obra de leitura obrigatória para quem tenha interesse na temática da estratégia e da comunicação política.
Dividido em sete capítulos, esta é uma obra que aflora aquilo que é, na prática, o essencial sobre esta temática: contextualiza a atividade e acompanha-nos ao longo de um relato da sua evolução histórica (capítulo 1 e 2), cumpre, nos capítulos 3, 4 e 5 o objetivo de manual, ao expor o método CDA (compreender-decidir-agir), enquanto método de construção de campanhas, eleitorais ou permanentes, composto por três fases, e finalmente, abordando temas mais recentes, tais como o storytelling ou a influência das neurociências no marketing (capítulo 6), coloca questões e propõe respostas sobre o impacto desta atividade (capítulo 7).
Fazendo lembrar o Príncipe de Maquiavel, porém adaptado ao século XXI, Marketing Político de Marco Cacciotto demonstra, claramente, como deverão proceder os Príncipes do século XXI para melhor estarem adaptados aos desafios estratégicos e comunicacionais da atualidade – algo que – alerta-se – poderá, no processo, minar uma eventual visão mais cândida que o leitor possa ter da política.
https://etcblogue.wordpress.com/2017/...
Esta centralidade mediática assumida pela política é, obviamente, compaginável com a importância da mesma para o funcionamento do sistema democrático, bem como para a nossa vivência quotidiana em sociedade. A modernidade, por um lado, e os princípios da democracia representativa, por outro, conduziram-nos, porém, à necessidade de obtermos a informação para formarmos a nossa opinião por interposta pessoa. Dependemos, para esse efeito, do trabalho e da supervisão da Comunicação Social, da qual esperamos que seja séria, isenta, independente e livre.
Poderia – e gostaria – de entrar na discussão perene, mas sempre atual, sobre o contexto, as limitações, o mérito e o impacto do trabalho da Comunicação Social, particularmente hoje, onde a independência da Comunicação Social aparente estar fortemente ameaçada. Mas não agora. Esse não é o propósito deste post. Esta é, todavia, uma discussão que me interessa muito. Interessa, por um lado, porque gosto de Política. Interessa-me, também, porque, apesar de não estar diretamente ligada ao âmbito da minha atividade profissional, a comunicação (política, neste caso), é um dos grandes fatores críticos de sucesso não daquilo que faço, mas do que resulta do meu trabalho. Interessa-me, finalmente, porque, como ser pensante, mais do que como académico (que tenho deixado de ser), interessa-me muito ler, refletir e compreender o quão frágeis somos, e quão expostos estamos, às narrativas que nos “vendem” para que as soluções orquestradas façam sentido. No post anterior a este, quando revi o Reino do Amanhã de J.G. Ballard (publicado pela Elsinore em 2017), citei Edward Bernays, em Propaganda (1928), e hoje, a rever esta obra de Marco Cacciotto, uma frase de Bernays volta à minha memória: “A manipulação consciente e inteligente das opiniões e dos hábitos organizados das massas é um elemento importante na sociedade democrática”.
Marketing Político, por Marco Cacciotto é uma excelente obra para nos elucidar e pôr a pensar nestas questões. Conciso, mas suficientemente abrangente, acessível e cativante, e preenchido de numerosos exemplos, esta é uma obra de leitura obrigatória para quem tenha interesse na temática da estratégia e da comunicação política.
Dividido em sete capítulos, esta é uma obra que aflora aquilo que é, na prática, o essencial sobre esta temática: contextualiza a atividade e acompanha-nos ao longo de um relato da sua evolução histórica (capítulo 1 e 2), cumpre, nos capítulos 3, 4 e 5 o objetivo de manual, ao expor o método CDA (compreender-decidir-agir), enquanto método de construção de campanhas, eleitorais ou permanentes, composto por três fases, e finalmente, abordando temas mais recentes, tais como o storytelling ou a influência das neurociências no marketing (capítulo 6), coloca questões e propõe respostas sobre o impacto desta atividade (capítulo 7).
Fazendo lembrar o Príncipe de Maquiavel, porém adaptado ao século XXI, Marketing Político de Marco Cacciotto demonstra, claramente, como deverão proceder os Príncipes do século XXI para melhor estarem adaptados aos desafios estratégicos e comunicacionais da atualidade – algo que – alerta-se – poderá, no processo, minar uma eventual visão mais cândida que o leitor possa ter da política.
https://etcblogue.wordpress.com/2017/...
August 9, 2016
Bisognerebbe aggiornarlo, con i cambiamenti che ci sono stati nella politica italiana (Renzi compreso).
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