Algumas coisas só você pode fazer para si mesma. Se amar é uma delas. Existem um milhão de coisas na minha cabeça agora, uma angústia sufoca meu peito e eu sinto que parte de mim quer morrer junto com a ligação que minha mãe acabou de encerrar. Mas eu não posso, não posso deixar uma partezinha minha, sequer, morrer. Eu tenho que continuar aqui, tenho que continuar, nem que seja sozinha. Eu passei a vida inteira sendo comparada com a minha irmã. Ela tinha uma série de coisas que eu achei que eu nunca fosse ter. Ela tinha uma série de coisas que eu só achei que seria feliz se tivesse um dia. Pode parecer ciúmes de irmã, mas não é. Por algum motivo, as pessoas me faziam crer de que Luiza era melhor do que eu em muitos aspectos. A verdade é que não existem pessoas melhores ou piores. Cada ser humano é único e, talvez, este tenha sido um dos maiores ensinamentos que ela deixou. Mas a minha melhor descoberta eu fiz sozinha.
“Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substancia, já que viver é ser livre. ” (Simone de Beauvoir)
Quando esse livro saiu eu fiquei doida para ler, mas eu tive um pouco de receio pelos avisos de gatilho,imaginei algo muito agressivo, pesado e como vi no ápice da pandemia ano passado deixei de ler. E esse ano numa live vi que a Lis comentar que era sobre a Marília personagem de um outro livro que já tinha lido e me apaixonei por ela. E acho que li na hora certa, porque meu Deus! Eu estou muito mexida com a leitura, que graças a Deus foi diferente do que eu tinha imaginado. Eu gostei muito da leitura da carta de apresentação ao ponto final lá dos agradecimentos, é um livro representativo e own voice.
A Marília de 14 anos é muitoo perfeita, e da vontade de proteger de toda maldade do mundo, mas o incrível é ver ela mesmo começando a ter seu amor próprio e se defender. E claro todo apoio que a Luiza deu, que irmã e que personagem maravilhosa, incrível e que não deixou de me surpreender até a última página.
Não posso deixar de mencionar amizade da Lia e da Kel era tanta empolgação que comecei a ver Batwoman por causa dessas duas. E fui reler o outro livro e conectei os 2 mundos, e percebi que foi a Kel a menina que foi levada pela família para longe da Lia. Aí mds no meu coração já juntei elas duas e está tudo bem. Amei a playlist do livro, e a Lia é uma personagem adorável em todas as suas camadas.
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A história é linda e emocionante, me arrancou algumas lágrimas no caminho, MAS acho que foi mal aproveitada no número curtinho de páginas. O começo é muito instigante, mas a mistura de tramas completamente diferentes (e que mereciam seu próprio foco) não dá muita harmonia ao resto da trama. Além disso, a personagem principal às vezes é didática demais, madura demais pra idade, faz com que duvidemos da veracidade dela, sabe? Às vezes dá pra perceber que é a autora falando, e não a personagem. Mas o que fez estragar minha experiência foi a EDIÇÃO muito mal feita pro kindle: no dispositivo não dá pra ler nenhuma das partes "escritas à mão", nem as imagens. Fora que os capítulos se misturam, os títulos não existem (ficando sem caixa alta, misturando com o texto). Eu me atrapalhei muito na linha temporal porque não vi que tinha começado outro capítulo! E isso estragou toda a experiência pra mim. Fiquei bem triste de não conseguir ler as escritas da Luiza e sinto que perdi muito conteúdo por isso.
INCRÍVEEEEL Demorei um pouquinho pra ler por causa do tom meio pesado do livro, mas nossa quando eu terminei me apaixonei. Me senti muito representada na questão da sexualidade da protagonista nossa... Obrigada nana por ter me recomendado esse livro 😭💞
Palavras de uma pessoa que não suporta livros YA: LEIA ESSE LIVRO! É impossível não se apaixonar por essa história e não se sentir destruída com o luto. Principalmente se você já perdeu alguém próximo. Lis Selwyn se superou. 😍