Carl Rogers, figura do século XX, nos trouxe algo novo e revolucionário para a prática do atendimento psicológico firmada na postura de confiança irrestrita do potencial de cada um para encontrar os melhores caminhos para a superação de suas dificuldades. A contribuição básica do psicólogo, como de qualquer pessoa que esteja conversando para ajudar alguém com relação às suas questões pessoais, é oferecer uma caixa de ressonância onde a própria pessoa possa se ouvir, voltar às suas fontes humanas e, assim, vislumbrar um caminho. Nenhuma das formas, anteriormente vigentes, de atendimento levou isso tão a sério. O pressuposto das outras formas é de que somente o psicólogo - detentor de um saber capaz de trazer solução - seria capaz de penetrar no misterioso mundo das causas escondidas do comportamento e de lá trazer luz para a pessoa em sofrimento. O pressuposto de Rogers foi totalmente diferente. Sem negar o valor dos saberes psicológicos, ele deu um outro sentido à relação de ajuda. O que ele fazia, na prática, era facilitar ao outro o acesso às suas próprias fontes interiores. Estava convencido de que apenas isso seria suficiente para desencadear profundas transformações. No início, pensava em transformações pessoais, mas logo percebeu que isso não ficava no âmbito individual: adotou a mesma postura com grupos e com comunidades e, com isso, inaugurou um novo modo de ser social e cultural. Rogers foi um tanto radical, a ponto de gerar afirmações paradoxais em alguns seguidores: o saber do psicólogo de nada serve; o psicodiagnóstico é uma forma de dominação e acaba sendo contraproducente na ajuda ao crescimento; na relação de ajuda devemos abandonar todas as técnicas e procedimentos padronizados; todas as estratégias são pré-fabricadas; quem sabe o momento de encerrar o atendimento é o próprio cliente; existe uma sabedoria que emerge quando as pessoas se encontram em uma comunicação aberta e plena etc. Quando ele disse, em uma palestra, que não pretendia ser um revolucionário, o auditório deu sonoras gargalhadas (Rogers, 1978).
Desvendando a Alma: Uma Jornada Humanista com Rogers Uma obra que mergulha profundamente na essência da abordagem humanista em psicoterapia, através da lente do renomado psicólogo Carl Rogers. Em um texto claro e acessível, Amatuzzi destaca não apenas os conceitos teóricos, mas também a aplicação prática da ética humanista na relação terapêutica.
O livro oferece uma visão cativante sobre como a empatia, a autenticidade e a aceitação incondicional são fundamentais não apenas para o processo terapêutico, mas também para uma vida mais plena e significativa. Amatuzzi consegue transmitir sua paixão pelo trabalho de Rogers de uma maneira envolvente, inspirando tanto profissionais da área quanto leigos interessados na compreensão da psicologia humanista.
"A ACP encontra-se nas atitudes e valores subjacentes ao agir. Ela pode levar consistentemente a formas de agir diferentes conforme as situações, as pessoas, os momentos. Se não tenho sensibilidade para valores, jamais entenderei a ACP; a não ser que a entenda como mera técnica."
Amatuzzi apresenta, a partir de uma linguagem acessível, uma síntese muuuito boa sobre a Abordagem Centrada na Pessoa e as atitudes do psi guiada pela mesma.
adentrando na ACP para o estágio de plantão psicológico, esse livro é muito bem detalhado sobre a abordagem e com as discussões feitas em supervisão consegui compreender ao máximo os escritos.
recomendo mesmo para quem não deseja seguir na abordagem, traz uma construção do outro na visão de ser humano, antes mesmo de se basear em qualquer aporte teórico.