Uma vertente religiosa africana que vem sendo redescoberta no Brasil e em Cuba atraiu a lupa estudiosa do mestre Nei Lopes. "Ifá Lucumí – o resgate da tradição" é o sétimo livro do escritor e compositor pela Pallas Editora e versa, de forma original e profunda, sobre o sistema divinatório Ifá. Trata-se de um oráculo do povo iorubá intimamente ligado ao orixá do destino, Orunmilá, e de uso exclusivo dos babalaôs. O livro "Ifá Lucumí" passeia por toda essa exuberância e busca refazer o percurso de Ifá, da África às Américas, a bordo de navios negreiros, e as adaptações que sofreu ao desembarcar por aqui. O autor mergulha na tradição cubana lucumí que vem, há 30 anos, ganhando espaço nos terreiros de candomblés no Brasil – muitas vezes, criando tensões com os defensores dos ritos tradicionais.
Nei Braz Lopes (Irajá, Rio de Janeiro, 9 de maio de 1942), ou simplesmente Nei Lopes, é um compositor, cantor, escritor e estudioso das culturas africanas, no continente de origem e na Diáspora africana.[1]
Notabilizou-se como sambista, principalmente pela parceria com Wilson Moreira.
Ligado às escolas de samba Acadêmicos do Salgueiro (como compositor e membro da Velha-Guarda) e Vila Isabel (como dirigente), hoje mantém com elas ligações puramente afetivas.
Compositor profissional desde 1972, vem, desde os anos 90 esforçando-se pelo rompimento das fronteiras discriminatórias que separam o samba da chamada MPB, em parcerias com músicos como o maestro Moacir Santos, Ivan Lins, Zé Renato e Fátima Guedes.
Escritor publicado desde 1981, desde então vem produzindo, além de contos, romances e poesia, uma vasta obra de estudos africanos, de cunho eminentemente pedagógico, centrada em obras de referência como dicionários e uma enciclopédia