“Rua do Escritor” se destaca por abordar diversos aspectos que compõem a vida literária de um escritor na atualidade, revelando e valorizando detalhes que costumam passar despercebidos ao longo das leituras. Por meio da alegoria da rua, o livro se insere na tradição da crônica carioca, buscando também uma poética do efêmero escondida nas diferentes camadas sociais urbanas.
Em seu décimo quinto livro, o segundo publicado pela Editora Malê (o anterior foi o infantil “O pé de meia e o guarda-chuva”, lançado também na França), Henrique Rodrigues selecionou crônicas produzidas nos últimos anos que tratam de experiências envolvendo a literatura. O resultado é uma obra que, longe de ser um conjunto de relatos didáticos ou de receitas edificantes, estimula o envolvimento efetivo com os livros.
Henrique Rodrigues nasceu no Rio de Janeiro, em 1975. É doutor em Letras pela PUC-Rio e trabalha na gestão de projetos de incentivo à leitura. Participou de várias antologias e publicou livros infantis e juvenis. Pela Record, lançou o livro de poemas "A musa diluída" e organizou as antologias de contos "Como se não houvesse amanhã" e "O livro branco", inspiradas respectivamente nas músicas da Legião Urbana e dos Beatles.
Cronista bom pra mim é aquele que você lê os textos e fica com pena de não ser amigo dele. Nesse aspecto, Henrique Rodrigues é excelente. Rua do escritor é uma ótima leitura para qualquer pessoa que goste de ler, porque fala justamente sobre o efeito que a leitura tem em nossas vidas, como ela nos influencia, nos educa, abre portas para novos mundos. Nas crônicas o autor também fala sobre sua rotina de escritor/leitor, tema que eu adoro e tenho certeza que muitos leitores gostam também. O único risco desse livro é você se encantar pelo autor e querer ler todos os livros dele, o que no fundo é uma grande vantagem.