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Regresso a Casa

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"Intimidade, confissões, família, memória e pacificação: assim é o novo livro de poemas de José Luís Peixoto. O novo livro de José Luís Peixoto fala-nos das quatro paredes de uma casa e de todas as suas recordações em tempo de pandemia.

Evoca a solidão, o isolamento, as portas fechadas, mas também a solidariedade das recordações: a mãe, o pai, os aromas, a família, a aldeia, o amor. Há espaço para a recordação da infância como para a peregrinação pelo mundo inteiro, como um Ulisses em viagem perpétua, rodeado de objetos próximos e voltado para dentro, para o lugar onde se regressa sempre: a casa. «As estantes são ruas.

Os livros são casas onde podemos entrar ou que podemos imaginar a partir de fora. Há livros que visitámos e há livros onde vivemos durante certas idades, conhecemos cada uma das suas divisões, trancámo-nos por dentro.

Fomos jovens durante tantos capítulos mas, de repente, um dia, apercebemo-nos de que restavam cada vez menos páginas entre o polegar e o indicador.»

«A poesia de José Luís Peixoto está voltada para o dia a dia, para o nosso real e para a sua disponibilidade, que é onde apenas as coisas são encontradas.» Fernando Guimarães, Jornal de Letras "

120 pages, Paperback

First published August 1, 2020

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About the author

José Luís Peixoto

97 books2,204 followers

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1 star
3 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 65 reviews
Profile Image for Maria.
1,035 reviews113 followers
March 26, 2021
José Luís Peixoto, um dos meus autores favoritos, fala-nos através das quatro paredes de uma casa. Recorda o tempo em que era livre para viajar, do tempo com o seu pai, da sua família, dos tradutores, do amor.

Este é um livro aberto sobre o que pensa, sobre a solidão, sobre o confinamento.

Comecei a leitura deste livro ainda no ano passado e a minha vontade era não terminá-lo. Não porque não estivesse a gostar, mas sobretudo por isso, porque estava a gostar muito. Cada página era uma descoberta. Este é, pois, um livro de poesia que agardará a muitos, onde muitos outros se irão rever. Um livro para se ir lendo, saboreando como se fosse a nossa própria vida ali explanada.

Leiam. Leiam mais poesia. Leiam boa poesia.

https://marcadordelivros.blogspot.com...
Profile Image for Sandra Dias.
836 reviews
August 6, 2021
Achei-o superior ao "Gaveta de papéis", em muitos aspetos.
Na escolha das palavras. Nos temas. No desfile de frases. Na composição de poemas. Na gramagem de sentimentos escritos/lidos.

Achei-o mais Peixoto.
Mais rico.
Mais atual.
Mais presente.
Menos térreo e mundano.

A cada livro que leio deste senhor sinto-me mais enternecida pela sua existência neste Mundo.
Profile Image for Cátia.
145 reviews36 followers
September 23, 2020
Quando as portas tiveram que ser fechadas e ficámos isolados, vários artistas aproveitaram para viajar pela sua arte e trazer um pouco mais de si ao seu público.
Em Regresso a Casa, José Luís Peixoto navega pelas palavras começando pela Odisseia, fala depois do penoso período da Quarentena e continua a sua reflexão, dando bastante de si próprio, em Diário.
Mas esta é uma viagem, uma viagem onde o autor reencontra a sua infância em Galveias, as suas experiências na Coreia do Sul, Oeiras, Tailândia e China.
Os seus tradutores têm aqui menção em forma de poemas e a sua obra igualmente. Como o filho pródigo que regressa a casa, termina com o último poema que dá nome a esta obra, Regresso a Casa. "Aqui estou de novo. Pronto para o almoço de domingo.".
Foi maravilhoso ler esta obra e recomendo vivamente que todos leiam.
Profile Image for Vicente.
75 reviews40 followers
February 17, 2021
O melhor deste livro são os extremos - o início e o fim. Senti mesmo isso: que algo do que lá estava para o meio era dispensável, mas que o primeiro poema e o último não.
Profile Image for sónia.
231 reviews86 followers
July 16, 2021
Nostalgia pura. Gostei muito.
Profile Image for Ana Ribeiro.
Author 8 books49 followers
August 16, 2020
“Regresso a casa” está dividido em várias partes (Odisseia, Quarentena, Diário, Galveias, Coreia do Norte, Oeiras, Tailândia, China, Tradutores e Bibliografia) cada parte tem um conjunto de poemas. O autor convida-nos a fazer uma viagem por vários temas: amor, família, raízes, viagens, saudade e a distância imposta pela situação que vivemos actualmente. Considero que não é um livro apenas para ser lido, mas também para ser sentido. De certa forma, obriga-nos a parar para refletir.

A poesia do José Luís Peixoto foge um pouco da poesia clássica, ou seja, não rima. Por isso, é um género de poesia que inicialmente se estranha, mas que, facilmente se entranha, principalmente porque o autor aborda frequentemente questões do dia-dia que é uma característica da sua escrita. Confesso que, pessoalmente, até gosto mais assim, sem rimas.

Adorei o livro e só não o devorei no dia em que o recebi, porque quis prolongar um bocadinho a leitura, caso contrário tê-lo-ia terminado. Foi um "Regresso a Casa" tão bom e reconfortante. Adorei todos os poemas e a forma como aborda os temas no entanto, tenho que destacar alguns poemas que me tocaram particularmente: todos os poemas do capítulo Bibliografia, principalmente o poema sobre o livro "Morreste-me" (é difícil ficar indiferente), o poema de homenagem à mãe, está lindíssimo. O poema em que apresenta o João e o André ao pai, tocou-me profundamente. O poema “No 25º andar do Hotel Yanggakdo”. O poema “As estantes são ruas…” e o poema “Entro com a minha mãe no quintal da nossa casa”. Estes são só alguns dos meus preferidos.

Se apreciam o trabalho do autor e gostam de poesia, é um livro que vos recomendo. Muito, muito bom.
Profile Image for Marta Livros Araújo.
65 reviews1 follower
December 21, 2024
O meu autor português preferido escreveu estas poesias em altura de Covid-19, onde todos estavamos em casa, com pouco ou nenhum contacto com a família e amigos.
Com estas poesias, o autor regressa à sua casa, mas a nós leitores, leva-nos a viajar!
Estavamos a ler em Lisboa e de repente viajamos até Galveias (terra natal do autor); daqui levantamos voo até à Ásia para as suas gentes tão diferentes; voltamos para Oeiras e noutra poesia estamos na Coreia do Norte...
Eu adorei este livro! A escrita de J. L. Peixoto faz-me sempre viajar para lugares fantásticos!
Aconselho muito lerem este livro e conhecerem a obra dele. No fim deste pequeno livro, há excertos de outras obras dele.
Profile Image for Mariana.
711 reviews28 followers
January 1, 2024
Eu e poesia passamos a maior parte do tempo desencontradas. São poucas as vezes que a leio. Invariavelmente, quando pego num livro de poesia encontro nele textos que mexem comigo, mas infelizmente são poucos que o conseguem fazer. De uma forma geral, ainda não me rendi a este género literário.
Profile Image for Inês Cebola.
10 reviews1 follower
October 19, 2022
“A sensação que já não tinha lugar na minha casa”
No início da pandemia, no início da quarentena tivemos que redefinir talvez o nosso conceito de casa, tornar a nossa casa um pouco mais nossa. Confronta-mo-nos com cada uma das suas limitações. Cada parede era uma estrutura que nos protegia mas tambem que nos limitava. Presos na nossa própria casa. Salvos pela nossa própria casa.
Mas casa é também o almoço de domingo. Casa é a reunião familiar. Onde estava isto que nos pertence e que nos anima?
Para os privilegiados, como o autor e como eu, este foi o tempo de usar a imaginação para sair à rua. Mesmos presos podemos ser livres.
O autor usou-a para viajar pela Ásia e eu usei-a para estar com a minha família.
Este é um livro sobre o poder da nossa imaginação e da liberdade e força da nossa mente.
“Aqui estou de novo. Pronto para o almoço de domingo”
Profile Image for Inês Gomes.
22 reviews1 follower
August 9, 2025
"Sonhei com amigos que não vejo há muito tempo ou talvez tenha sonhado com a ideia de amigos que não vejo há muito tempo. Não recordo os seus nomes, a tinta com que estavam escritos desbotou na água ou no sol da comprida fronteira entre sonhar e estar aqui, necessitado de substantivos tangíveis. Não recordo os seus rostos, cobertos por sombras, segredos, denso nevoeiro, erosão de uma memória especialmente imperfeita, pa avras inc mp etas. Recordo que eram meus amigos, felizes por ver-me. Recordo que tinham muitas notícias para contar. Recordo que, de repente, nos apercebemos de que não estávamos à distância de segurança e, por isso, precisámos de acordar imediatamente."

(9 DE ABRIL DE 2020)
7 reviews
February 2, 2024
Os poemas da parte inicial do livro e os poemas do fim são qualquer coisa de especial. A maneira como ele fala e retrata o amor ao pai que morreu, mexe comigo. Bonito
Profile Image for Danielle Gomes.
699 reviews4 followers
January 11, 2021
Eu adoro a poesia do José Luis Peixoto e esse livro não foi diferente. Economizei ao máximo a leitura desse livro pq não queria que acabasse. Tem umas poesias que me tocaram muito e no geral todas são muito boas. Esse autor não tem erro e preciso conhecer logo seus romances.
Profile Image for Inês Casimiro.
88 reviews7 followers
September 22, 2020
Adorei e é tão raro para mim ler poesia. Acho que só não li o livro mais depressa porque se o fizesse perderia parte da sua magia e essência.
Profile Image for Tânia Dias.
169 reviews13 followers
September 4, 2021
A minha estreia num livro de poesia só poderia acontecer com José Luís Peixoto. Tanto amor e delicadeza condensado num livro. Para sempre, o meu escritor casa.
Profile Image for Laura Cunha.
543 reviews34 followers
July 11, 2021
https://leiturasdelaura.blogspot.com/...
https://popoca.com.br/regresso-a-casa...

SPOILER FREE

O Desafio Literário Popoca de julho tem um tema um tanto polêmico, poesia! Eu digo polêmico porque poesia é um tema muitas vezes visto com algum preconceito, e eu vejo com frequência uma relação de amor ou ódio dos leitores com poesia.

Particularmente eu amo poesia, e acho que aqueles que não gostam simplesmente não foram bem apresentados a esse estilo. Só acredito que alguém realmente deteste poesia se a mesma pessoa também detestar música, porque as duas artes são irmãs gêmeas. Se você gosta de música, você gosta de poesia, simples assim, e como qualquer estilo literário, é uma questão de encontrar as poesias e autores do seu agrado. Que nem música.

Também já ouvi muita história de gente que tentou gostar de poesia, mas afirma que não conseguiu. E nessas histórias eu vejo um dos equívocos mais comuns com relação a esse estilo, que é achar que funciona igual a romance. Não é igual. Livro de poesia não é para ser lido que nem romance, de uma sentada só ou com aquela fome de saber o que vai acontecer no próximo capítulo. Livros de poesia não têm aquela vibe de início, meio e fim, ou pelo menos, a maioria não tem, os que são assim são a exceção, não a regra.

Antes da pandemia, eu estava lendo poesia com frequência, e da forma que particularmente acho a mais agradável para o estilo: todo dia eu lia uma poesia de um livro diferente. Uma poesia. Se ficasse muito animada, eu lia duas. Mas por que isso? Porque cada poesia é como se fosse uma obra literária completa, e ler várias em sequência muitas vezes tira o impacto que a poesia deveria ter, o leitor perde o tempo que seria necessário para absorver e admirar aquela poesia em específico. Por isso que eu digo que poesia não é romance e não deve ser tratado igual.

Com a pandemia, eu perdi o hábito de ler diariamente poesia, por conta, bom, de tudo. Então, o tema foi muito bem vindo, e para sair da minha seca poética escolhi um autor português que eu já conhecia o trabalho em poesia, José Luís Peixoto. Eu também já li um romance dele há muitos anos, e a experiência foi tão ruim que esqueci o nome dele e depois comprei um livro de poesia, que esse sim, amei de paixão. Desde então fico caçando seus livros de poesia.

Regresso a casa é o último lançamento do autor, escrito durante a quarentena em 2020 e publicado em 2021. E faz jus ao seu histórico de trabalhos poéticos maravilhosos anteriores. Tanto que já recebeu o prêmio Bertrand de livro do ano de poesia.

A coletânea inclui poesias escritas durante a quarentena, mas também tem poemas relacionados a viagens que o autor fez para locais ditos exóticos, como a China e Coreia do Norte (ele tem um livro sobre essa viagem, que estou doida para ler também). E independente do tema, José Luís Peixoto acerta na mão. O resultado é um livro de poesias bem equilibrado, e que cobre temas que são caros ao autor, como família e amor.

Particularmente, eu gostei especialmente dos poemas relacionados à quarentena, talvez porque ainda estou em uma. E achei interessante ter reconhecido um deles que o autor já havia publicado no Youtube, em abril de 2020. É diferente ler o poema e escutar o próprio autor declamando. Mas, é interessante porque abre novos significados, afinal, o interessante da poesia é justamente isso, cada leitura, cada um que declama, coloca novas conotações e pesos a cada parte do poema. É como escutar versões diferentes de uma mesma canção. Cada releitura tem um sabor único.

Uma merecida nota 10!
Profile Image for Rita Rodrigues.
20 reviews
May 11, 2022
"Amor, como bagas maduras a explodirem sangue doce na boca."

"Tu transmites-me a distância que existe depois do que consigo ver pela janela."

"(...) não custa acreditar que estou aqui, o meu corpo pesa sobre o lugar que ocupa, o meu nome pesa sobre cada uma destas palavras, (...), "

"Estes olhos são como árvores, raízes estendem-se no seu interior e, sem que imagines, és seiva, atravessas os ramos que nascem dos meus olhos."

"As plantas dos canteiros transbordaram, embaraçaram-se numa espécie de desespero."


Vontade de transcrever os poemas todos 🥰
Profile Image for Cláudia.
68 reviews
August 6, 2021
Iniciei-me no mundo de JLP recentemente e até agora só tinha lido "Galveias", pelo que considero que podia ter desfrutado muito mais deste livro se conhecesse mais obras do autor.
De qualquer forma, foi uma leitura agradável e acaba por ser sempre um privilégio sentir que fomos quase que como escolhidos pelo escritor para partilhar os seus pensamentos e angústias, estabelecendo uma certa relação com o leitor.
Profile Image for António Abecasis.
138 reviews5 followers
July 8, 2022
Um livro de poesia só é bom quando o autor abre o peito. Neste livro, podemos ver-lhe o coração todo, e é tão bonito. A perda do pai, que aparece tantas vezes como seria normal aparecer em alguém que passou por isso. O seu amor às palavras, à relação, à família, à Natureza, às viagens. Agradeci a generosidade dele, em expôr-se desta maneira.

Infelizmente, não creio que possa ser um livro muito consensual. Nem toda a gente conseguirá entender um escritor como este...
Profile Image for Sofia.
1,043 reviews127 followers
November 9, 2020
Um pouco difícil de avaliar, quando temos outros termos de comparação.
É um livro com uma premissa muito válida e que tem a sua beleza, mas comparando com "A criança em ruínas" ou "Gaveta de papéis" não está ao mesmo nível, a meu ver.
Alguns poemas são excelentes, outros nem tanto.
Profile Image for Andreia Marques.
199 reviews8 followers
December 28, 2020
Peixoto volta à poesia em plena quarentena! Pequenos tesouros que reflectem família, literatura, viagens, identidade, entre outros.

Li este livro ao ar livre, ironicamente. 2020 tirou-nos muita coisa, verdade, mas também nos deu algumas outras... como novas perspectivas e valores.
Profile Image for Júlio Viana.
37 reviews5 followers
July 31, 2021
perfeito em todos os sentidos; um remédio que chegou a mim pelo acaso
Profile Image for Inês Santos.
7 reviews1 follower
September 5, 2020
Adoro José Luís Peixoto e este livro levantou um pouco do véu da poesia, tão posta de parte. A sua interpretação do mundo e tudo ao seu redor, bem como a sua escrita tão cativante na sua elegância e expressão conquistou-me novamente.
Profile Image for Marisa.
161 reviews24 followers
June 20, 2021
A poesia de José Luís Peixoto invade-nos. Não pela sua extravagância ou prosa eloquente, mas pela facilidade com que nos revemos na mesma. O saudosismo, as memórias e as fases de um mundo, que nos pareciam tão futuristas como irreais. Ao mesmo tempo, cobiça-nos a vontade de viajar, de descobrir o Oriente, cheio de especiarias, de sons e cores.
Profile Image for Joaquim Margarido.
299 reviews39 followers
May 16, 2021
Comecei a leitura deste livro no início de uma semana de “escapadinha” num dos meus locais de eleição, a Herdade da Almojanda, a meia dúzia de passos de Portalegre e a dúzia e meia de Galveias, terra natal de José Luís Peixoto. As suas primeiras linhas tomaram conta de mim: “Repara na manhã que nos rodeia. / Saúda essa claridade, é um sopro / a correr-nos nas veias (...).” À beleza das palavras juntava-se a beleza do local, a beleza da imensa vida em volta – o bezerro junto da mãe, as crias de cegonha no ninho, o canto incessante das rolas, o voar “pingado” dos abelharucos, o “grito vermelho” de um canteiro de papoilas. Li o resto do poema em voz alta e senti-me vivo. Li em voz alta os seguintes, enquanto caminhava pelo meio dos campos. Dia após dia voltei a eles, sempre em voz alta, sempre de mansinho, por entre mil flores de mil cores. Fiz de cada poema “uma trégua secreta”. E fiz deles a minha companhia diária, até ao fim das férias, até ao almoço de domingo.

Dividido em dez capítulos, “Regresso a Casa” é uma janela aberta sobre a vida [de José Luís Peixoto], das memórias dos tempos da infância – “a minha mãe nova, o meu pai vivo” –, até aos tempos de hoje, tempos de distanciamento e de isolamento, de quarentena, de poemas “contaminados” pela palavra “medo”. Sincero, transparente, dele se derrama a verdade das coisas simples, que ora nos enchem o peito num fundo suspiro de felicidade, “amor, como uma romã, sem til, lido ao contrário”, ora nos angustiam com “o número de infectados e de mortos, 295 até ao momento”. Na sua enorme generosidade e dádiva, “Regresso a Casa” é um livro que se nos oferece por inteiro, que nos irmana a todos nesta casa a que chamamos mundo, que escorre para dentro de nós palavra a palavra, poema a poema, num gota-a-gota de frasco de soro que depura e revivifica.

Dentro de poucas horas regressaremos a casa. À nossa casa e a outras casas que também são nossas. Como esta Herdade da Almojanda é nossa. O derradeiro passeio pela colina, as últimas braçadas na piscina e até o almoço de domingo terão ficado para trás. Também o bezerro e a mãe, as cegonhas, as rolas e os abelharucos. As papoilas murcharam no canteiro e são agora como flores de papel crepe pisadas por milhares de pessoas nas Festas do Povo de Campo Maior. “Sabemos por fim que aquilo que importa é pouco e raro.” Diremos adeus aos gatos (“não é um gato, é uma gata”), diremos adeus à Teresa e ao Hugo com promessas de voltar. Não uma semana, mas duas. Nunca menos de duas. Na companhia da Maya Angelou, do Ta-Nehisi Coates, da Wisława Szymborska, da Maria do Rosário Pedreira e do Rodrigo Guedes de Carvalho, o José Luís Peixoto regressa connosco a casa. “Felizmente, não temos de despedir-nos deste aqui e deste agora, são nossos para sempre.”
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