Uma grande mestra oferece ensinamentos básicos sobre a história do pensamento filosófico, dirigidos aos leigos e aos que se iniciam nos estudos de filosofia. Por seu caráter pedagógico, o livro é um estímulo aos estudantes no exercício do pensamento, além de auxiliar os professores a preencher lacunas bibliográficas na preparação de suas aulas. Esta é a nova versão do primeiro volume da Introdução à História da Filosofia (publicado originalmente pela Brasiliense), série em que Marilena Chaui acompanha o trajeto da cultura filosófica desde os pré-socráticos até os pensadores modernos. O objetivo é oferecer informações básicas sobre a história do pensamento filosófico, dirigidas aos leigos e aos que se iniciam nos estudos de filosofia. Por seu caráter pedagógico, o livro é um estímulo aos estudantes no exercício do pensamento e pode auxiliar os professores a preencher lacunas bibliográficas na preparação de suas aulas. As modificações introduzidas pela autora foram feitas tendo em conta que o livro, planejado para o ensino médio, passou a ser lido também por alunos das faculdades de filosofia, assim como de outras áreas universitárias que incluem essa disciplina no currículo. A bibliografia oferecida no final do volume destina-se aos professores e àqueles que pretendam prosseguir nos estudos. Houve preocupação em selecionar textos em português, mas sem deixar de lado obras fundamentais ainda sem tradução. O volume se completa com um pequeno glossário de termos gregos.
Formou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), da qual é professora aposentada e onde coordena o Grupo de Pesquisa de Estudos Espinosanos. Dedicou seus estudos à História da Filosofia Moderna e à Filosofia Política, produzindo importantes obras sobre as filosofias de Espinosa e de Merleau-Ponty e sobre as questões da democracia e da crítica da ideologia. Ministrou cursos nas universidades de Paris, Pisa, Bolonha, Córdoba (Argentina), Stanford e Columbia. Foi Secretária Municipal de Cultura de São Paulo (1989-1992) e membro do Conselho Nacional de Educação (2002-2006). Recebeu o prêmio da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) pelo livro Cultura e democracia; o prêmio Jabuti por Convite à Filosofia (que já vendeu mais de 60 mil exemplares) e por A nervura do real. Imanência e liberdade em Espinosa, obra pela qual também recebeu o prêmio Sérgio Buarque de Holanda (Biblioteca Nacional). Um de seus livros mais influentes é O que é ideologia? (Brasiliense), que já vendeu mais de 100 mil exemplares.
Uma longa viagem noite a dentro da gênese do pensamento ocidental, Marilena Chauí sai do tempo da tragédia, com referências à Homero e Hesíodo, passa pelos Pré-Socráticos, com detalhes de biografia e reflexões sobre seu pensamento que inclue saltos no tempo para entender como Heidegger pensava Heráclito e Platão, por exemplo. O prazer da leitura se dá a todo momento, passando pelas contradições de Platão (que denegria Homero e lançava mão abertamente dos mitos nos seus escritos) até chegarmos ao trabalho magnífico de Aristóteles. De quebra tem um ótimo dicionário de termos gregos. Um livro que me proporcionou horas de leitura prazeirosa.
Mais do que uma Introdução à História da Filosofia estamos diante de uma verdadeira História da Filosofia, tal é a magnitude de informações e dados presentes, na obra, traçando um panorama sobre o verdadeiro nascimento da Filosofia na Hélade.
A Grécia, ou Héllas, é o berço da nossa civilização. Grande parte dos nossos conceitos, ideias e pensamentos são derivados diretamente daquele povo. Assim, se você deseja começar a saber quem é, de onde veio, por que está aqui? Enfim, precisa começar a estudar a Grécia. E Marilena Chauí nos apresentou algumas pistas no seu livro que precisamos indistintamente seguir!