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Seja o que For

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No final da II Grande Guerra o escritor inglês J. B. Priestley escreveu um livro chamado Delight, um conjunto de crónicas sobre o prazer de ler o jornal ao domingo de manhã, fumar na banheira ou escutar o som de uma partida de futebol. Era uma Europa que procurava um sentido maior depois de anos terríveis.

Estes textos de Miguel Araújo lançam-nos um convite igualmente tentador. Desafiam-nos a que nos consigamos abstrair da correria da vida, nos desliguemos das catástrofes dos noticiários, e nos reencontremos com os grandes nadas e os pequenos tudos.

Saímos destas páginas decididos a demorar no chuveiro, a comer comida de verdade e a descobrir a humilde filosofia contida no gesto de lavar a loiça. À mão e sem batotas.

208 pages, Paperback

Published August 1, 2020

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About the author

Miguel Araújo

9 books5 followers

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3 (2%)
1 star
1 (<1%)
Displaying 1 - 17 of 17 reviews
Profile Image for Joaquim Margarido.
299 reviews39 followers
October 25, 2021
As crónicas quinzenais que Miguel Araújo vem mantendo desde 2017 na Revista Visão - a última, datada do passado dia 9, fala-nos da vida secreta dos objectos e é de leitura obrigatória -, voltam uma vez mais em forma de livro, depois de devidamente escrutinadas. Foi assim com “Penas de Pato - Ver a Vida a Passar da Varanda” [cuja crítica pode ser lida AQUI], volta a ser assim com “Seja O Que For”, segunda incursão do autor na prosa, o se lado optimista e de bem com a vida a sorrir-nos de novo. São quarenta e seis capítulos, quarenta e seis histórias do quotidiano que nos mergulham em “dias pequenos”, o acordar sempre à mesma hora, os pequenos-almoços, as idas para as escolas, a corrida, o chuveiro, o estúdio, os almoços, o estúdio, as idas à escola, os trabalhos de casa, os jantares, a cama (que amanhã é outro dia). Um ciclo diário, sempre igual - “lavar, sujar, voltar a lavar, pôr, repor, usar, deitar fora” -, uma rotina à qual Miguel Araújo dedica o melhor dos seus esforços e da qual extrai uma boa parte do melhor que a vida tem.

“Seja O Que For” poderia ser um livro de auto-ajuda? Obviamente que não. Não tem aquelas capas fatelas de tão coloridas, não nos atira à cara as palavras “poder”, “milagre”, “coragem” ou “f*da-se”, não tem aquelas citações em letra mais pequenina do Deepak Chopra ou as vinhetas a anunciar a milésima edição e os 50 milhões de exemplares vendidos. Mas é inspirador ao ponto de nos dizer que podemos sempre contar com a pequenez das nossas rotinas para que novas e boas ideias surjam e cresçam. Este livro é a prova disso mesmo. Distribuir pratos e talheres pela máquina de lavar, observar um gato morto nas ruas da Cantareira, escutar dois pares de americanos num restaurante da praia da Cordoama ou perceber o quanto uma casa-casa pode ranger e estalar, são nadas deste mundo que, paradoxalmente, nos mostram o quão rica e variada é a vida que nos cerca. Uma vida cuja única mossa que nos faz é não nos fazer mossa, assim nós queiramos e saibamos.

Neste revoltear dos tais “dias pequenos”, vistos também como “dias de missão”, há pormenores que fazem a diferença e ajudam a que as coisas não descambem. Desde logo esse cuidado com a saúde, própria e a de todos lá em casa, que é não ver noticiários. Depois, desligar a função de toque no telemóvel, o ónus da resposta imediata jogado para trás das costas. Ou ainda pender para pessoas que pendem para o mar, que não tocam em delícias ou salsichas, se demoram muito tempo no chuveiro, nunca ligam o ar condicionado do carro ou que, podendo, não falam. É aí que se encontram os “pouquíssimos, caríssimos, verdadeiros amigos”. É com eles que recordamos esse tão leal, nobre e invicto Centro Comercial Dallas mais a sua menos bem frequentada Ala Norte, nos emocionamos com um embrulho gigante em forma de bacalhau numa noite de consoada, trememos de aflição ao recordar o convívio de Carnaval da paróquia de Cristo-Rei com precisos 13 anos e meio de idade ou falamos do Gomes dos Recursos Humanos. E depois cantamos, na mão uma Super Bock, que mesmo que se acabe o stock a vida é boa (a vida é tão boa, a vida é mesmo boa) de se levar.
Profile Image for Madalena Cardoso.
5 reviews
February 1, 2022
Não sou pessoa de dar reviews aqui (nem aqui nem em lado nenhum, aliás) mas isto tem de ser dito: é impossível ler este livro sem um sorriso nos lábios.
Profile Image for Sónia.
141 reviews9 followers
June 30, 2024
A simplicidade no pensamento e na escrita são contagiantes.
A atenção ao detalhe, aquilo que no dia a dia nos esquecemos que nos rodeia.
Um momento para parar.

Bonito, simples, leve e não menos interessante por isso :)
Profile Image for Tiago Casimiro.
12 reviews10 followers
June 18, 2023
As crónicas sobre o nada e sobre o tudo dos nossos dias, que de forma rápida nos fazem pensar nas coisas mais simples a que às vezes foge o valor de tão simples que são.

"Essa ideia, esta inevitabilidade, pesava a esta alma inquieta com todo o peso da morte. Na altura. Não soube explicar a razão de não só não me sentir angustiado por essas coisas como até sentir alguma comoção reconfortante nessa brevidade de tudo. As obras têm o seu tempo, e é o efeito relativo, o eco, a incidência de luz dessas obras nos outros que interessa, que fica, que permanece. É nesse impacto que reside a vitamina e tudo o resto é lenha para arder. É esse efeito invisível que jamais passará, porque é feito da matéria do infinito, do absoluto."
Profile Image for Geek The World.
541 reviews6 followers
May 25, 2021
Miguel Araújo faz um discurso em que fala sobre as coisas levianas da nossa vida, do que fazemos quanto a tarefas rotineiras, do que gostamos de fazer e apreciamos mas de uma forma quase poética, no sentido em que nos mostra o seu ponto de vista.

O seu discurso é quase como uma motivação para vivermos, para apreciar a vida no seu todo, a ver o desfile passar e a observar tpdps os ínfimos pormenores.

Relatos da sua vida e conversas testemunhadas, de conversas sociais e formais, que ouviu e teve.

Fala de algumas situações da sua vida, em que dá destaque a algumas pessoas emblemáticas que conhece, que o fizeram entender que a vida é para ser vivida e apreciada.

Mas não só de relatos sobre pessoas se trata, também fala de animais, da personalidade de alguns, do que eles fazem e como agem perante os seus donos.

Sobre as suas opiniões musicais, os seus ídolos, tudo o que o fez ingressar no mundo da música e as pessoas que o fizeram crescer ao longo do tempo.

De outra forma, fala-nos da vida rotineira, do que o fascina e observa, através da sua própria visão.
Profile Image for Afonso.
5 reviews
March 29, 2021
"Seja o que For" de Miguel Aráujo é um livro sobre o mesmo!
É um livro sobre o Miguel, cantor, compositor, escritor, músico, pai, filho e adolescente.
Um livro sobre o que pensa o autor, mas escrito de uma forma que torna a leitura bonita e percebível.
São pequenos textos (pensamentos), de 3 mins. que compõe este livro. No fundo descobrimos um pouco que todos por mais diferentes que sejamos, até nos nossos ofícios, temos uma semelhança de estar sós em pensamentos.
Profile Image for Cecília Noronha.
6 reviews
Currently reading
July 3, 2021
Por vezes tão agradável e suave que quase desejamos fazer parte da sua família. Outras crónicas há, em que quase apetece discutir pela superficialidade das suas opiniões, irritantes para alguns como eu, tal como na nossa casa.

"(...)«isto é carne de cão, é para estragar», mantra que tantas vezes repito quando o espírito se permite fraquejar ante as exigências a que a vida sujeita o corpo que a ela se dispõe."

Corrida e escrita dão nisto. Lembrou-me Murakami.

Profile Image for Cátia Costa.
8 reviews1 follower
July 16, 2022
Um livro leve, que parece uma coletânea de pensamentos. Na minha cabeça foi lido com a incrível voz do Miguel Araújo.
Profile Image for Matilde Sousa.
48 reviews
December 20, 2024
meros curtos episódios quotidianos. tinha outras expectativas mas também não sei quais eram.

algumas das histórias eram interessantes mas a maioria delas é facilmente esquecida
Profile Image for Tiago Dias.
11 reviews
April 18, 2025
Acho que não é bem o meu tipo de leitura. Giro ao início, mas sinto que se vai tornando cansativo e aborrecido. Foi bom para fazer uma pausa em livros um pouco “mais pesados”
1 review1 follower
May 20, 2024
Muitos episódios quotidianos de quem viveu na foz do Porto nos anos 90. Eu como sou alfacinha não me preencheu o imaginário
Profile Image for Francisco Quintas.
49 reviews
April 25, 2025
"Uma coisa boa é lavar a louça. Mas à mão. Demora e é uma actividade que goza duma particularidade bastante importante: tem de ficar bem feito."
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