Esse livro foi o que me fez rir nesse ano. Passei por alguns dias difíceis (2020 , né?) e esse livro me fez gargalhar em dias que pensava não ser capaz de sorrir. Foi como ter uma amiga muito engraçada do meu lado. O caos da mente humana e das escolhas não convencionais foi muito bem representado. Obrigada, Paula Gomes, por tudo.
A ideia era boa (embora não um primor de originalidade), mas a execução é ruim e piora a cada página que você lê. A história é confusa, não tem nexo e sai do nada para chegar em lugar algum. Eu até ia ser generosa e dar duas estrelas, mas a abundância de erros de português de um nível tão banal que até o corretor do Word pegaria me fizeram rever esse meu ímpeto de bondade.
esse é aquele tipo de livro que você lê e não sabe o que esperar. Gosto de chamá-los de livros extremamente e absurdamente humanos. A Paula tem uma escrita que as pessoas chamam de visceral. Eu chamo de cru, seco, duro, áspero, apático com gosto de geleia de mocotó sem açúcar. A realidade da história é fantasiosa, que se adequa ao nosso mundo perfeitamente. Se a gente entrega os nossos dias a uma mídia social, não acreditaríamos que nossas mortes estão sedimentadas nas mãos de seres de outros planetas? não deixa de ser predestinado. quando a história termina você não sabe bem o que tirou dela, mas sabe que ela levou muita coisa de você.
Esse livro me descolocou em várias partes. Acho que porque não estamos acostumados em ler histórias que representam tão bem o caos que guia os pensamentos e vidas dos seres humanos. Os personagens desse livro me fizeram rir e muitas vezes refletir sobre o que nos leva a tomar certas decisões, razões que vão desde coisas mega importantes a coisas completamente banais. É um livro humano, simples e complexo como nós somos. Adoro esse estilo de escrita que a autora tem e é tão dela! Já sou fã!
ninguém morre sem ser anunciado é um livro rápido, de capítulos curtos e que faz a gente pensar demais. O livro é super engraçado justamente porque trás essas críticas de maneira sutil e ácida (que sou cadelinha, não minto). Apenas a ideia central da novela - um mundo onde todos têm acesso a sua data e circunstancia de morte a partir de um sistema alienígena - já gatilha algumas reflexões a respeito do nosso cotidiano e coisas que a gente faz apenas com o automático ligado. Vale a leitura com o coração aberto pra pensar e ter uma experiência de leitura que, para mim e pra muita gente que tem leituras como as minhas, é fora da zona de conforto. O foco aqui não é o enredo em si, mas as críticas postas por meio deles. Recomendo.
Eu gosto muito da escrita da autora, esse raciocínio meio "nonsense" e tal. Eu já tinha lido um livro da autora ano passado e tinha gostado muito, então estava com alta expectativa para este também. Porém, não gostei tanto quanto o anterior. A escrita dela é envolvente pra mim, gosto do jeito que ela escreve, tem umas sacadas bem engraçadas, só que senti que a história meio que não vai a lugar nenhum. E talvez a proposta seja essa mesma, porém ela não funcionou tanto pra mim. Acho que teria sido mais interessante abordar mais esse ponto das pessoas saberem quando vão morrer. A trama em si não me prendeu, mas segui lendo pela escrita da autora. De qualquer forma, é uma autora que vou querer ler mais.
Livro com narrativa muito fluída, humor incrível, uma mistura de Fleabag com Bridget Jones pela sinceridade cômica da personagem Ceci. Ri muito com essa leitura, as vezes terminava um capítulo e ja voltava para reler de tanto que gostei! Não queria que a leitura acabasse tão cedo...Já estou ansiosa por mais livros da Paula Gomes!
A sinopse me atraiu bastante, li em dois dias praticamente. O modo como é escrito foi bem interessante, foi de um modo tão informal que me atraiu muito minha atenção. Apesar de não gostar muito de finais abertos, essa história é tão bom que fazem pensar o que poderia ter acontecido com Ceci.
Não sei o que escrever de título -- sim, esse é o título. Dentro de uma louca incoerência, uma visão bem coerente da realidade. Mas o que é a realidade senão aquilo que a gente cria para viver? Confesso que não esperava muito da história, apesar de ter amado a sinopse. Ao menos até começar a lê-la! Ceci trouxe tanto ensinamentos que não sei mais o que pensar sobre os zeros dos boletos, cachorros que não desistem ou superbonder numa porta. -- E isso é maravilhoso! -- E, além disso tudo, fica a pergunta: se a gente soubesse quando vai morrer, será que faria tudo como está fazendo nesse instante? E a gente vai mesmo morrer? Obrigado, Ipê Literário, pela oportunidade de conhecer essa pérola de livro!
Este não é um livro qualquer. O que não quer dizer que seja um livro bom. Nem ruim. Mas bem diferente. Paula Gomes não investe em um monte de coisas. A premissa e seu universo é super interessante, uma das primeiras coisas que me chamou atenção para este livro. No entanto, pessoalmente, achei desperdiçado, como se pudessem ser trabalhadas tantas coisas mais interessantes e a história é só um compilado de ideias aleatórias. Isso não é necessariamente ruim! Mas também não é o tipo de livro que qualquer um vá gostar. Ceci é a protagonista que se mostra bastante humana. A aleatoriedade talvez venha disso, uma tentativa de seguir a mente de uma garota de sua idade, que sabe que vai morrer dali a algum tempo. Não há para onde escapar, mas ao mesmo tempo perde-se em propósito. O tom do livro é chegado ao cômico, apesar de eu não ter soltado gargalhadas. Os comentários são ácidos e não há o que eu chamaria de piadas, mas comentários irônicos. De fato, nossa cabeça não funciona de maneira linear, o que explica uma narrativa confusa — propositalmente! A autora mostra que sabe o que está fazendo. Por outro lado, isso afasta a maioria das pessoas que espera uma história com começo, meio e fim. Li as resenhas anteriores e, sim, a impressão que dá é que "sai do nada para chegar a lugar nenhum". A questão é: o propósito do livro não está no seu enredo e muito mais nas ideias que os narradores (sim, no plural) vão salpicando durante os capítulos. Essas ideias são boas? Essas ideias contribuem para uma reflexão profunda? Eu diria que não. E tudo bem, acho que é bastante honesto nesse sentido. As reflexões de Ceci dizem respeito ao lugar de onde ela vem: uma garota de classe média sem propósito, predestinada a um fim trágico. Poderia ser mais triste? Certamente, mas Ceci não é assim. O resto dos personagens estão apenas existindo. Não são desenvolvidos, seguem o fluxo da narrativa sem propósito aparente. Não tenho mais nada a comentar sobre eles, nenhum gera qualquer empatia. Os capítulos curtos ajudam bastante a superar a confusão e persistir para caminhar até o final. A autora escreve bem e realmente não me incomodei tanto assim com os erros, nem achei que foram muitos. No entanto, não sei se, para mim, a leitura foi tão fluída, justamente pela história ser tão aleatória e sem sentido. Dou todas as estrelas pelo mérito da autora em ousar numa narrativa diferente do que se vê na maioria dos autores independentes publicados pela Amazon. Ainda que não agrade todos os públicos, é revigorante ler algo novo, diferente, "saído da caixinha" por assim dizer, mesmo que isso provoque sensações de desconforto no leitor. Em resumo, eu diria que este livro é confuso não só na sua história, mas também em suas resenhas: gostei e não gostei; simples e complexo; fácil e difícil; com e sem sentido. Para mim, este é o maior propósito dessa leitura: desafiar o leitor a entrar na cabeça de uma personagem bastante real, mas confusa e bagunçada. Nada muito diferente da cabeça de pessoas de verdade.
Começou promissor mas virou uma leitura arrastada do meio pro final. A premissa é ótima e a autora conseguiu me arrancar boas risadas na primeira metade. Mas parece que ao chegar no meio, ela já não sabia mais o que queria que o livro fosse e foi enfiando um monte de capítulos totalmente descartáveis e desconexos. O que facilita a leitura é que os capítulos são curtos e fluidos. Mas nem isso pode salvar o desenrolar sem sentido da história. Uma oportunidade desperdiçada ao meu ver. Terminei na força do ódio porque o livro é bem curtinho. Destaque pra vários erros gráficos da edição digital em Kindle que precisam ser revistos. Infelizmente, uma boa ideia porém mal executada.
o livro é engraçadinho. eu sinceramente achei que a história da Ceci (e o lance de ser síndica) seria explorado mais, mas ficou tudo meio raso, com piadinhas aqui e ali. escrita divertida, sim, mas não senti uma "história" à medida que fui lendo.
e, outra, parecia que publicaram o livro sem uma revisão textual, vários trechos com pontuação errada, por exemplo. eu li pelo Kindle (tava disponível na biblioteca do Kindle unlimited) e em alguns trechos a cor dos parágrafos estava mais forte que em outros, nada grave, claro, mas achei estranho.
Já li duas vezes e continuaria lendo a narrativa da Ceci pra sempre. É um livro engraçado, leve, criativo, tudo de bom.
2024: acabei de ler pela terceira vez. porra. acho que isso diz muito sobre mim. achei a ceci mais maluca dessa vez do que me lembrava. achava que ela era mais parecida comigo. preocupante? enfim. sempre uma leitura divertida e que me faz genuinamente rir. de verdade, sem ser só soltar arzinho pelo nariz.
"gestão de condomínio é cargo para déspotas esclarecidos."
Ceci vive numa realidade na qual as pessoas sabem quando e como vão morrer. Ceci sabe que vai morrer cedo e de uma forma peculiar e nós acompanhamos como isso afeta sua vida, como ela pensa, seu humor. A história é narrada por Ceci e um narrador anônimo, tem um tipo de humor seco e sarcástico que eu gosto, a Ceci vive como quer, usando a desculpa de que vai morrer logo, e nós vemos como isso influencia suas relações e também suas decisões e confesso que, ao contrário da opinião do narrador, fiquei curiosa sim sobre sua mais nova empreitada. Achei interessante, original e me diverti com seus comentários ácidos e certeiros.
Adoro autores que escrevem coisas sem pé nem cabeça e ainda assim te mantém preso, rindo, até se identificando. O humor sarcástico da Ceci e até seu egocentrismo fazem dela uma personagem divertidíssima. Em certas partes me peguei pensando "mas como a autora pensa nessas coisas?" e isso é uma das delícias da leitura pra mim, quando a gente se questiona como funciona a cabeça do outro e ao mesmo tempo vê nossos próprios pensamentos no-sense escritos por outra pessoa.
P.S.: eu ri muito com a referência sutil ao meme da Mônica perplexa
Após ler outro livro da autora, "Um garimpeiro, um padre, um médium, um detonador, um guia turístico e eu" (que comentei aqui: https://vivoentrelivros.blogspot.com/...), eu esperava um pouco mais de coerência. Em "Ninguém morre sem ser anunciado", senti que a história não chegou a lugar nenhum e por isso é um amontoado de cenas cômica e improváveis, meio "teatro do absurdo". Mesmo assim, foi uma leitura divertida, que me fez dar boas gargalhadas com as maluquices da protagonista Ceci.
Esse livro é uma forma de escancarar na nossa cara o quão a vida é banal. De uma forma engraçada, a autora descreve uma situação trágica que nos faz pensar o que faríamos no lugar da personagem principal. Não é porque você sabe o momento em que vai morrer que coisas extraordinárias precisem ser feitas. A vida pode continuar sendo. A segunda metade do livro me escapou um pouco, não me prendeu tanto, mas gostei muito de forma geral. É curtinho, vale a pena ler.
Se você tá esperando um livro bonito, bem elaborado com longos capítulos, esquece. Mas se você quer rir, ou apenas ler por diversão (?) sem aquele sofrimento de ter que guardar na cabeça quem é quem ou um plot twist carpado no final com unicórnios voando, esse é o livro. Fazia tempo que precisava ler algo assim, leve. Sem enfeite. Cru. Tal como a vida.
Livro divertido e caótico, dialoga bem com nossa época. Ceci não é a personagem mais carismática do mundo e, às vezes, é difícil entender suas relações e seus pensamentos. Além disso, a autora brinca várias vezes com personagem e narrador nos fazendo desconfiar de toda a história, mas, em alguns momentos, não dá pra distinguir quem está falando.
genial?!??!? confuso. perfeito. pra quem gosta de fleabag, de rir, de até dar uma choradinha se preciso e pensar "num é que é isso mesmo?". de entender algumas coisas específicas e ficar levemente preocupado consigo mesmo. amei. não é pra todo mundo mas é pra mim!!!!*
paula gomes escreve de uma forma massa e irônica sobre coisas cotidianas (gosto muito!!!)
porém, apesar de a vida da ceci ser tão desgracenta que chega a ser cômica, a escrita acabou por ficar confusa por vezes e eu me pegava apressando a leitura.