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Volvidos vinte anos desde o Oblívio, Allaryia é, agora, um mundo bem diferente. Um mundo sem deuses, sem rumo... e sem noção do que aí vem, pois os Filhos do Caos despertaram.

Aewyre Thoryn, o herói que destruiu O Flagelo, percebeu que, ao matar o pretenso maior inimigo de Allaryia, pode ter matado o único ser que a podia salvar. Agora, ele, os seus companheiros e os filhos destes terão de se haver com a maior ameaça que o seu mundo jamais enfrentou. Mas, para isso, terão primeiro de conseguir convencer os potentados de Allaryia de que ela existe.

Este é o regresso triunfal ao primeiro mundo de fantasia épica da literatura portuguesa, numa epopeia inesquecível que marca o princípio da conclusão da saga que cativou toda uma geração de leitores.

400 pages, Paperback

Published August 19, 2020

2 people are currently reading
70 people want to read

About the author

Filipe Faria

44 books180 followers
"Frequentei a Academia de Sta. Cecília durante um ano. De seguida ingressei na Escola Alemã de Lisboa, que frequentei desde o jardim de infância até ao 12º ano. Ganhei uma perspectiva diferente através do contacto com uma cultura tão sui generis e tão antagónica à nossa como a dos alemães. Cedo cultivei um gosto pela literatura fantástica, atiçado pelo meu interesse pela Idade Média e por uma fortuita descoberta durante o 8º ano na biblioteca da escola: A Tolkien Bestiary. Desde então a fantasia tem sido para mim uma insaciável paixão. Principiei a fazer os esboços de uma aventura aos 16 anos, que lentamente foram evoluindo para uma obra de quase 600 páginas. Concorri com A Manopla de Karasthan ao Prémio Branquinho da Fonseca, organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian e o jornal Expresso, em Janeiro de 2001. Fui informado de que era o vencedor em Novembro desse mesmo ano. Estabeleci contacto com a Editorial Presença em Janeiro de 2002 e o livro foi publicado em Abril, seguido em Dezembro desse ano por Os Filhos do Flagelo, o segundo volume da saga, e assim iniciei a minha carreira literária. Completei três anos do curso de Línguas e Literaturas Modernas, até me aperceber de que já escolhera o meu caminho na vida, e de que já caminhava nele.", in Filipe Faria

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Displaying 1 - 6 of 6 reviews
Profile Image for Maria Espadinha.
1,162 reviews518 followers
September 16, 2020
Regresso a Allaryia


Acaso se recordam de Tannath, Nishekan, Seltor, Luris... e outros tantos nomes musicais que deixaram saudades?!...

Pois bem... após um longo interregno eis que o mundo de Allaryia regressa a nós com esta Oitava Era, onde passado e presente confluem numa narrativa épica que nos deixa a aguar por mais...

“Traz-nos a Oitava Era, ó Libertador! Liberta-nos das grilhetas que, mesmo sem cadeias, ainda nos afligem os pulsos.
Conduz-nos à Era da Ruína, para que, dos escombros fumegantes, outra mais digna se possa erguer...!”

Aguardo o próximo volume com intensa curiosidade! 🌟🌟🌟🌟❤️👍👍
Profile Image for Mário Coelho.
Author 9 books39 followers
October 26, 2021
EDITADO

Cá chegou a lendária review. Quem me conhece como escritor (geralmente pessoas que não sabem ler português, por isso é irrelevante), sabe que a minha ficção especulativa costuma ser um pouco snob. Personagens a terem crises emocionais e a olharem para fora da janela do autocarro enquanto pensam na tragédia que é a disfunção eréctil. Podem portanto achar estranho que uma das minhas maiores influências literárias, e uma das principais razões pelas quais me apaixonei pela ficção especulativa, foram as Crónicas de Allaryia do Filipe Faria.

Breve retrospectiva: A Manopla de Karasthan não é um livro que eu fosse gostar se pegasse nele pela primeira vez agora. O mesmo sucede até sensivelmente ao Essência da Lâmina. Isto é expectável, dado que o Filipe escreveu os livros quando era gaiato e foi crescendo com a saga. A partir do quarto livro, as coisas começam a subverter-se. Subversões impressionantes mesmo à luz da fantasia internacional e da minha snobice pessoal. A voltagem do vilão + praticamente trocar de protagonista no último livro foram coisas verdadeiramente ousadas e que nunca vi noutro livro.

Em suma, as Crónicas de Allaryia começam como clichés (divertidos e bem escritos, diga-se) e depois subvertem-se a elas próprias. Tenho pena que muita gente hoje em dia não lhes dê outra chance e que parta directamente para a fantasia anglófona.

A OITAVA ERA é uma continuação desta tendência subversiva, com o acrescento de alguma contenção à verbosidade dos livros anteriores. Nota-se que foi escrito por um escritor mais maduro e experiente. A prosa e o mundo estão cada vez mais tugas, no melhor sentido possível. Os livros de muitos outros escritores tugas lêem-se quase como traduções ING-PT. O Filipe, que ironicamente é tradutor, escreve com o português mais forte que já vi num autor de ficção especulativa nacional. É raro ver alguém transitar de máxima eloquência para, em falta de outro termo, umas boas caralhadas. Outros escritores brincam no seu próprio registo, mas há poucos que brincam em vários.

Por que não quatro estrelas? Bem, para além de eu querer evitar parecer fanboy (e falhar), o livro tem algumas falhas que saltam à vista.

- O novo elenco, filhos dos protagonistas da saga original, estão demasiado infantilizados para a idade que têm. Por um lado, isso desculpa-se pelo ambiente em que foram criados, em que lhes são servidos Bollycaos e leites de chocolate da Nesquik numa bandeja dourada ao pequeno-almoço, enquanto lá fora os outros putos estão a ser trucidados por demónios. Por outro lado, estas personagens destoam do tom maduro da série em geral.

- O enredo em si podia ter-se estendido. Porventura culpa da já conhecida verbosidade do Filipe, o livro parece ter terminado a dois terços. Certamente que oferece o suficiente para os fãs quererem pegar logo no próximo, mas perdeu-se a sensação de "fantasia épica" que os livros anteriores sempre tiveram. Além do mais, acaba com uma conversa muito pouco orgânica e um evento não-assim-tão-credível.

- A morte de uma determinada personagem (CRL!), por outro lado, estendeu-se mais do que devia. Demasiadas últimas palavras. Nota a favor por ter sido de uma brutalidade horrenda e me ter deixado clinicamente deprimido.

Para não acabar com uma queixa, um sumário dos pontos positivos:

- A tuguice máxima da prosa. Tenho mesmo de salientar que é raro ver-se tamanho domínio da língua portuguesa. Tem muito aqui que seria apreciado por pessoal que nunca se aventuraria em fantasia. A tuguice influenciou também o "worldbuilding", felizmente. Desde os nomes em proto-português aos diálogos plenos de regionalismos (inventados ou não).

- Isto pode ser divisivo para algumas pessoas, mas há aqui uma boa dose de "dark fantasy/grimdark" e até terror. Os demónios estão apropriadamente demoníacos e aterrorizantes. O "worldbuilding" está também muito mais original. Semi-spoiler: adorei particularmente o detalhe de ter surgido uma economia paralela baseada nos restos de deuses mortos.

- As personagens estão óptimas como sempre. E inclusive a Slayra tornou-se das minhas favoritas. O Taislin entretanto tornou-se fã de My Chemical Romance, mas dá para desculpar porque tem boas razões para isso. E porque os My Chemical Romance até têm duas músicas boas.
Profile Image for Pedro Santos.
13 reviews7 followers
September 1, 2020
Há quanto tempo que aguardava o regresso a Allaryia, e que excelente regresso!

O espírito dos livros anteriores é mantido. Muitas das personagens são aquelas que já conhecíamos e mantêm-se fiéis a si mesmas mas com a adição de todas mazelas e problemas de envelhecerem vinte anos num mundo bem mais incerto e perigoso.

Um dos maiores problemas que estava à espera com este livro era como seria o colmatar dos vinte anos passados na história e os dez anos reais desde o lançamento do último volume da saga. A este problema o livro vai revelando a informação de forma gradual, incluindo uns bem-vindos momentos de descrição de eventos dos volumes anteriores. "A Oitava Era" é uma festa de boas-vindas de volta a este universo literário numa prosa agradável e detalhada, com as características coreografias detalhadas dos combates.

Há contudo novas e interessantes personagens. Aethryn, Kyrina, Gifeahn e Tordar são os que se destacam, sendo sempre agradável acompanhar a história pelos seus pontos de vista. Uma boa adição à saga e que espero que consigam o seu lugar ao sol sem esquecer as restantes personagens.

Possivelmente o maior defeito deste livro é ser mesmo o primeiro de um novo ciclo e ter de juntar a acção passada à do presente, o que não permitiu avançar muito o enredo. Mas sem dúvida que estimula a vontade de ler o que aí vem!
4 reviews1 follower
September 6, 2020
Não tenho por hábito escrever críticas , mas também não tenho por hábito ler "high fantasy" e devo confessar que nunca li a primeira série das Crónicas de Allaryia por completo. Porém decidi acompanhar esta nova série devido a um sentimento nacionalista, muito raro em mim, diga-se de passagem. Filipe Faria criou um mundo de fantasia, soma oito livros e a meu ver, merece respeito. Feitas as advertências, seria prudente não me levarem muito a sério.

Creio que quem lê o autor sabe do seu uso da chamada purple prose. Se bem que não acredito que o autor seja um "exemplo de manual", traduzindo a expressão . Algumas das características : palavras pouco usuais; termos técnicos que o autor domina (alguém sabe o que é uma gelosia? Mentirosos...); descrições minunciosas de ações, algumas desnecessárias talvez e combates coreografados, que me cansavam devo admitir. Por vezes esta escrita era para mim impeditiva e pode ser para quem não goste. Mas parece ser já uma marca do autor e eu admito que sabia ao que ia. Acrescento ainda que por vezes esta escrita dava a impressão que mais coisas aconteciam na história do que verdadeiramente aconteciam.

E passando então à história...

É um tanto arrogante da minha parte escrever esta crítica sem eatar por dentro de todos os acontecimentos da primeira série, mas também não será o Terceiro Pecado.

[SPOILER ALERT!]

A história passa-se vinte anos depois e Allaryia encontra-se num certo limbo, meio que à beira de um precipício com os deuses mortos, uma Brecha no pilar, ataques de thuragar e Lacrimais. Ao longo do livro o autor vai-nos pondo a par dos acontecimentos dos últimos vinte anos. O mais interessante no entanto são as personagens que Filipe Faria soube reinventar mantendo-as fiéis ao que eram. Aewyre parece sofrer de ansiedade sabendo que o caos que a qualquer momento pode irromper é fruto dos seus feitos. Lihannah tornou-se numa governanta. A relação de Slayra e Quenestil continua peculiar. Assim como a do shura com a Mãe, o que o parece ter mudado profundamente.O Thuragar manteve o seu velho espírito enquanto que Taislin nem por isso. Admito que os capítulos sonre alguns dos aspetos mais quotidianos foram os mais interessantes de ler. As"novas" personagens:Aetheryn, Kyrina e Gifeahn prometem todas e creio que todas têm potencial. Ressalvo a minha preferência por Gifheahn que parece ser "o cavalo negro" desta próxima série.

Não acontece muita coisa. Talvez por ser o primeiro livro. Todas os enredos ficam um pouco no motor de arranque. Creio que alguns aspetos poderiam ter sido mais bem explorados , ainda assim, como por exemplo Aetheryn e a sua relação com os pais, ou a relação dos gémeos com Quenestil e a visão destas novas personagens sobre os acontecimentos. A própria Allaryia é uma personagem mas creio que havia espaço para mais. Gostava de ter visto uma expedição a Ul-Thoryn, por exemplo. Ou um ataque thuragar. É curioso que neste primeiro livro paralelamente à Manopla de Karashthan foi a ação que viajou até aos nossos heróis e não o contrário.

[MEGA MAJOR SPOILER ALERT]


A morte de uma personagem principal aguarda-nos
e está é o acontecimento do livro. Foi surpreendente, mas aceitável. A personagem já pouco teria a oferecer ao grupo além da sua personalidade e experiência. Filipe Faria foi corajoso ao fazê-lo e ao matar uma personagem tão querida avisa-nos que o porvir será negro. Aliás o caos anunciado ao longo do livro, para mim pelo menos, só aqui tomou forma. Aliás parece-me que é caça aberta para todas as personagens principais nesta próxima série . Creio que até Aewyre. Neste momento diria que apenas Gifheahn e Kyrina estão fora de perigo. E talvez Quenestil...O autor gosta do Quenestil. Por fim, o pior para mim foi a banalidade do acontecimento. Esta personagem algo mais digno, ou melhor, mais grandioso pelo menos no meu entender.

[FIM DO MEGA MAJOR SPOILER]

Resumindo: o livro dá um gosto de algo que poderiater sido mas não foi. Compará-lo-ia ao primeiro episódio de uma nova temporada:rápido, conciso, introdutório mas aguça a curiosidade e promete muito.

Espero o próximo, sem dúvida !
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Marco Lopes.
14 reviews1 follower
March 14, 2021
O regresso a Allaryia estava há muito prometido no final das páginas do sétimo e último volume “Oblívio”. Pouco mais de nove anos está de volta com este “A Oitava Era”, primeiro volume do segundo ciclo.

Seguindo o que nos foi ensinado nas aulas de português este é um volume de introdução. Na história passaram-se cerca de vinte anos desde a última vez que vimos os (nossos) companheiros e muito mudou e quase nada para melhor. Esta é uma introdução aos problemas e frustrações que se foram acumulando nesse tempo. Não temos muita acção, ela existe como não podia deixar de ser, mas o autor está mais preocupado a vincar o que se passou, as cicatrizes e as consequências de tudo que se passou. Mais velhos, amargurados com as escolhas que fizeram no passado, conformados e ao mesmo tempo revoltados com o passado e presente. As personagens que mais mudaram foram sem dúvidas o Taislin e o Quenestil. O burrik passou de divertido e sorridente a soturno e reservado e o eahan renegou a Mãe e as consequências foram devastadoras, tornando os dois personagens quase irreconhecíveis. O tempo não parou e Worick está mais velho e as maleitas de uma vida de luta cobram agora o seu preço com o thuragar a mexer-se com muitas dificuldades. Os restantes membros parecem menos tocados, Aewyre continua a carregar o peso do mundo, Lhiannah continua a guerreira arinnir, mas agora é também senhora da casa e mãe (adoptiva) e a Slayra apesar de mais velha (obviamente) continua igual a si própria.

As novas personagens são Aethryn, filha de Aewyre e de uma harahan (como visto logo n”A Manopla de Karasthan”) e os gêmeos Kyrina e Gifeahn filhos da Slayra e Tannath embora achem que são filhos de Quenestil (como visto em “A Essência do Lâmina”). Já as conhecíamos, mas agora são adultos e com uma participação (mais) activa. As suas contribuições e o peso das consequências dos seus actos e do que lhes não foi dito já se faz sentir. A ver vamos o que o futuro lhes reserva.

Uma última nota para o “tempo de antena” que o Filipe deu a Deadan e que suspeito que seja um personagem que terá uma importância grande neste novo ciclo assim como os seus filhos, mas isto já sou eu a fazer conjecturas.

Existe neste livro (eu pelo menos senti isso) um sentimento de que a ficção imita a vida com o autor e muitos dos seus leitores (principalmente os que acompanham a saga desde o inicio) agora na casa dos quarenta (mais coisa, menos coisa) tal como os companheiros sendo por isso “fácil” entende-los.

Para mim o momento do livro não podia deixar de ser a morte do meu personagem preferido: Worick. Foi um momento simultaneamente rápido e longo em que disse a mim próprio que não era possível ele morrer, de aceitar que ele ia morrer, voltar a ter esperanças que não seria ali ainda que o Guia lhe mostrava a sua montanha, para finalmente aceitar que era mesmo o fim para um personagem que me marcou e à historia e teve um fim condigno. Não será fácil pegar no próximo volume sabendo que ele não irá lá estar com o seu humor, que muitas vezes me levou às gargalhadas e mesmo às lágrimas, e aos seus sábios conselhos, mas a vida é mesmo assim e continua quer queiramos, quer não. Levanto-lhe um caneca de soyg e que subas à tua montanha meu amigo.

Uma nota final para a edição do livro agora com uma capa “fast-food” que nada diz a quem compra de tão genérica e “insossa” e que em nada se relaciona com a história contada nas suas páginas, vou sentir muitas saudades das capas do Samuel Santos. Tive saudades do mapa e falta de um índice embora seja um gosto pessoal e passe bem sem isso.

Agora resta a espera até que o Filipe termine “Os Filhos do Caos” e claro seja editado, porque vontade e curiosidade para o ler não falta.

https://osenhorluvas.blogspot.com/202...
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Robin Pike.
41 reviews
August 1, 2021
Passaram-se uns quantos anos desde que o autor escreveu dentro do mundo de Allaryia... e parece que conseguiu manter-se consistente, tanto no tipo de escrita, como no "ambiente" do mundo de Allaryia. Agora... será isto algo positivo? Depende. Para alguêm que gostou de todos estes aspectos no "ciclo I", vai sentir uma grande familariedade neste novo volume. Para mim? Bem... tinha esperanças que algo tivesse mudado durante os anos em que Filipe Faria esteve afastado de Allaryia, mas vejo que, infelizmente para mim, tudo se manteve.

Uma "rant" mais completa em: https://rpike.blogspot.com/2021/08/cr...
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