Resenha da Editora O colonialismo não se ocupou apenas de territórios. Também se provou bastante eficaz em povoar as mentes. E, por causa da hegemonia europeia e branca, durante muito tempo soubemos pouco a respeito da produção intelectual nos países africanos. Terminado o período colonialista, demorou ainda muitos anos para passarmos a valorizar ― e a articular ― nomes fundamentais da filosofia e das ciências sociais daquele continente. Temas como nação, autonomia cultural, racismo, identidade e entendimento da questão negra perpassam o melhor pensamento vindo da África nos últimos dois séculos. E nos ajudam, latino-americanos e brasileiros, a ler com mais acuidade a nossa própria posição no Ocidente. É o que propõe este livro pioneiro, escrito com clareza exemplar pelo historiador Muryatan S. Barbosa; uma obra de síntese, abrangente e sofisticada, para ser lida por qualquer pessoa interessada na construção de um sistema intelectual original e inovador. O autor oferece um panorama claro e articulado (no percurso social e na história das ideias) sobre pensadores e conceitos que ajudaram a romper os grilhões da África. E do mundo inteiro
Sobre o Autor Nasceu em 1977 em Lund, na Suécia. Historiador, é autor de Guerreiro Ramos e o personalismo negro. É professor da graduação e do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do ABC (UFABC).
Um colega de faculdade de minha companheira - que veio a se tornar meu amigo - me presenteou esse livro. Obrigado, Jonathan! Não sou da área de história e, mesmo assim, consegui acompanhar as exposições de Muryatan. O texto é didático, interessante e, considerando o volume de referências apresentadas, sinto que "A razão africana" é um ponto de partida muito valioso para o tema do pensamento africano.