Tenho tanto mas tanto para dizer sobre este livro que é difícil escrever uma opinião sem spoiler e desprovida de emoção. Devo-vos dizer que considero que para se ler esta obra, devemos fazer de mente e espírito aberto, sem preconceitos ou ideias pré-concebidas. Devemos aceitar que se tratará de ficção para muitos e de uma realidade para outros. Para mim é realidade(e é baseado em factos reais) tendo em conta as minhas crenças, a minhas experiência de vida com situações similares retratadas (não a respeito da doença, mas a respeito da vida após a morte) e é com base nas minhas crenças que escrevo a minha opinião.
Não é de todo inédito um romance com trechos de situações de vida após a morte,com anjos, demónios, experiências extra-corporais e fé e, algo superior a nós, humanidade. Mas o autor nesta sua obra descreve com carinho, com toda a sua alma, como o desconhecido para céticos muito rapidamente se torna real, credível e algo a seguir. É o que acontece ao protagonista Rafael Castro, que a braços com um terrível e quase inoperável tumor cerebral consegue de alguma forma comunicar com uma menina, que apenas ele vê, que segundo um dos médicos que o opera o cético Dr. Pinto não passa de alucinação proveniente do seu estado de saúde. É aqui que entra o outro médico da trama, Dr. Wilson, que vem do Brasil para fundamentar a sua pesquisa e obter provas que o nosso cérebro consegue ter ligações a outras dimensões, ao até agora desconhecido “além”. Rafael com a ajuda de Eva, a menina invisível, tem a missão de salvar o amor da sua vida, Rita, que se encontra num coma com cerca de 2 anos e a quem querem desligar as máquinas, desconhecendo que a mesma se encontra “viva” presa num corpo morto. É com muita mas mesmo muita perseverança, luta e coragem que Rafael une toda a sua força física e espiritual para encetar esforços a salvar Rita, salvar-se a si e dar esperança a todas as personagens que se cruzam com ele na sua missão.
Este livro a mim, deu-me um calor especial no coração. Deu-me esperança, deu-me alento, e mesmo que não acreditasse no desconhecido (em que acredito) ia ser uma leitura absolutamente maravilhosa, muito (mesmo muito) bem escrita e sem qualquer oportunidade para paragens a não ser a minha vista cansada. O AMOR que nutrimos uns pelos outros tem uma força e um poder extraordinário, assim como a nossa MENTE, tem uma capacidade imensa cuja percentagem ainda desconhecemos e acho que já não vou estar viva quando a ciência o conseguir provar.
Acreditar é das poucas coisas que ainda nos restam, mesmo sendo uma mulher ligada às tecnologias e ciência , eu acredito.
Esta opinião é dedicada ao meu Luís (2º pai, padrinho, amigo) que espero que me esteja a ver e guardar onde quer que ele esteja. Amo-te muito, foste cedo demais.