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Quem Me Dera Ser Onda

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Quando Pai Diogo traz ao edifício onde mora um leitão, o administrador do prédio quase tem um ataque. Segundo o mesmo, no local são permitidos apenas os animais de estimação “convencionais”: cachorro, gato ou passarinho. Qualquer outro animal, como galinha, cabrito ou porco, só entra como alimento. Diogo ignora os apelos do administrador e leva o pequeno porco à casa, com o intuito de engordá-lo bastante para aí então se livrar da mesmice que é comer peixe todo dia. Zeca e Ruca, filhos de Diogo, se empolgam com a idéia de uma nova “linha alimentar” na casa e começam a cuidar do porco, a quem dão o nome de “carnaval” (que será a época onde o pobrezinho será sacrificado). A duras penas as duas crianças conseguem esconder o animal do restante dos vizinhos e do insistente administrador, o que acaba gerando um punhado de histórias que fazem enorme sucesso entre os amigos de colégio. Zeca e Ruca passam a tratar “carnaval” não apenas como um animal de engorda, mas como um de estimação, criando um laço de amizade forte entre os três. Mas Pai Diogo não esqueceu da “feijoada carnavalesca”, e para ele, o porco é apenas um porco. Dessa maneira, os dois meninos terão de fazer o máximo que puderem para impedir que seu mais novo amigo vá parar na mesa de jantar.

Paperback

Published January 1, 2000

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About the author

Manuel Rui

40 books16 followers
Poeta, contista, ensaísta, crítico literário, Manuel Rui Alves Monteiro nasceu a 4 de novembro de 1941, em Nova Lisboa, Angola. Desde cedo se envolveu política e emocionalmente com a causa do seu povo.Vem para Portugal fazer os seus estudos universitários onde fica durante alguns anos, dedicando-se à sua profissão (advocacia) e à luta pelos seus ideais, que eram os mesmos do povo angolano, que há muito tinham despertado e cada vez mais se intensificavam.Manuel Rui permanece em Portugal até à Independência de Angola, optando depois por regressar ao seu país natal e levar em frente as suas intenções de continuar uma luta por uma Angola livre.
Tal como este escritor, muitos outros da sua época, e outros ainda que se lhe seguiram, tinham em mãos a nobre tarefa de dar voz aos angolanos, falar - através da literatura, a sua melhor forma de manifestação - da nova forma de ser angolano.
A explosão cultural que Angola passou a viver logo após a Independência propicia o aparecimento de uma vaga de novos escritores, novas vozes de toda uma "jovem" cultura angolana que se vai, então, manifestar nas suas mais diversas formas.
Manuel Rui é uma dessas "novas" vozes que, através da literatura, tenta contribuir para a afirmação de uma cultura de raiz verdadeiramente angolana. A sua expressão assenta, sobretudo, no uso de expressões e vocábulos surgidos na dinâmica da guerra. É uma literatura marcada pelos anos de luta armada, de reivindicação por uma independência, por uma voz própria. Como tal, o seu conteúdo, a sua temática, as suas preocupações são as de falar e dar vida à expressão nova de um povo recentemente libertado.

(infopedia.pt/$manuel-rui)

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Displaying 1 - 2 of 2 reviews
Profile Image for Tom Caffé.
41 reviews1 follower
September 17, 2020
Manuel rui conta uma história bonita e agradável de se ler no pós guerra civil da Angola, vale muito a pena

Curtinho e cativante vc lê em uma sentada
Profile Image for Giovanna.
79 reviews1 follower
April 1, 2026
3,5 ⭐️

extremamente triste, é incrível como compramos completamente o otimismo das crianças desde o começo mesmo sabendo que é irreal.

lido para minha disciplina de Literatura Infantil e Juvenil V
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