Cuatro inolvidables historias componen este libro; uno de los mejores de Lygia Bojunga. Una historia trata del adiós; otra de la amistad; otra de los celos y otra del recuerdo. Con su inigualable delicadeza, la escritora brasileña llega al corazón de sus lectores, pues sus historias hablan de cosas que nos pasan a todos, de una u otra manera. Lygia Bojunga sabe narrar lo universal a través de lo particular.
Lygia Bojunga (often known with the addition of Nunes, her pen name) (born August 26, 1932 in Pelotas) is a Brazilian author of children's books. She worked of TV and radio until her first book was published in 1972. A major element of her books is the usage of the child's point of view.
Lygia Bojunga is part of the tradition of magical realism and fantasy-filled storytelling of South America, a tradition she has developed and perfected. In her word of mouth-style narratives, characterised by a strongly dramatic presence, anything can happen. In a deeply original way she fuses playfulness, poetic beauty and absurd humour with social critique, a love of freedom and a strong empathy with the vulnerable child. Fantasy often functions as a way of dealing with distressing personal experiences, or as an escape from harsh reality. Bojunga enables the reader to enter directly into the dreams of her principal characters and to share in their experiences.
Having begun her career as an actress (she has also written a number of plays), she published her first children's book, Os Colegas, in 1972 (The Companions, 1989). Here, as in Angélica (1975), the main characters are animals endowed with human characteristics, a device that highlights the comic elements in the narrative. These early works already reveal a psychological focus: Angélica is about a pig that wants to be a swallow, but gradually learns to accept its own identity. A Bolsa Amarela (1976), highlights a similar theme, this time with a young girl in the leading role, whereas A Casa da Madrinha (1978) presents the utopian dreams and fantasies of an abandoned street child. Two of her books deal with mourning and grief: her masterpiece, Corda Bamba (1979), is about a young girl who manages to come to terms with the death of her parents through her fantasies, and in O Meu Amigo Pintor, 1987 (My Friend the Painter, 1991), a young boy reflects on the inexplicable suicide of an adult friend.
In books such as Seis Vezez Lucas (1995), Bojunga writes in an altogether more realistic style. In her latest work, Retratos de Carolina (2002), her continual experimentation as a writer has led her in a new direction: she allows us to follow the main character from childhood through to adulthood in a narrative partly written in the form of a meta-novel. Bojunga uses this device to extend the boundaries of literature for children and young people in an attempt, as she herself puts it, to make room both for herself and the characters she has created in one single house, "a house of my own invention".
Bojunga's work has been translated into a number of languages including English, French, German, Italian, Spanish, Norwegian, Swedish, Icelandic, Bulgarian, Czech and Hebrew. She has won a number of awards, including the Jabuti Award (1973), the prestigious Hans Christian Andersen Award for Writing (1982), and the Rattenfänger Literaturpreis (1986). Winner of The Astrid Lindgren Memorial Award 2004.
Works in Portuguese
Os Colegas – Rio de Janeiro: José Olympio, 1972 Angélica – Ilustrações de Vilma Pasqualini. Rio de Janeiro: Livraria AGIR Editora, l975 A Bolsa Amarela – Ilustrações de Marie Louise Nery. Rio de Janeiro: Livraria AGIR Editora, 1976 A Casa da Madrinha – Ilustrações de Regina Yolanda. Rio de Janeiro: AGIR, 1978 Corda Bamba – Ilustrações de Regina Yolanda. Rio de Janeiro, RJ: Civilização Brasileira, l979 O Sofá Estampado – Ilustrações e diagramação de Elvira Vigna. Rio de Janeiro, RJ: Civilização Brasileira, 1980 Tchau – São Paulo, SP: Livraria AGIR Editora, 1984 O Meu Amigo Pintor – Rio de Janeiro: José Olympio, 1987 Nós Três – 1987 Livro, um encontro com Lygia Bojunga – Rio de Janeiro, RJ: Livraria Agir Editora, 1988 Fazendo Ana Paz – Rio de Janeiro, RJ: AGIR, 1991 Paisagem – Rio de Janeiro, RJ: AGIR, 1992 Seis Vezes Lucas – Ilustração da capa, Roger Mello. Ilustrações do miolo, Regina Yolanda. RJ: AGIR, 1995 O Abraco –
Ele foi adotado como livro paradidático para o 5º ano e os temas trabalhados nele são extremamente pertinentes para a idade e eu estou 100% apaixonada. Ciúme, amizade, família.... e a forma como eles são trabalhados é maravilhosa.
Adorei a leitura, o conto “A troca e a tarefa” me lembrou muito da fala da Aline Bei na feira do livro sobre o processo de escrita, de transformar a vida em palavras, a necessidade de criar.
"Tchau" é um livro de quatro contos focado em diferentes aspectos de relações humanas, misturando um objetos e pessoas com sentimentalismo. Esta obra explora o ser humano e qual posição na sociedade ele ocupa com base em sua dinâmica familiar e outros aspectos sentimentais e internos. "Tchau" explora o lado humano do ser humano.
O primeiro conto intitulado "Tchau", mostra a paixão tomando conta de uma mulher que é casada e mãe de duas crianças. Ela deixa sua família para trás para vivenciar um sentimento nunca experienciado por ela antes e que a deixa "cega de paixão". Nesse mesmo conto, é realçado a inocência de sua filha Rebeca que acredita que consegue fazer sua mãe permanecer e há uma esperança de ela voltar para buscar seus utensílios próprios. Tchau retrata a paixão, inocência, a esperança e a crueldade. "E eu gosto tanto dela! Agora então que ela vai me deixar parece até que eu gosto mais... Eu queria que o tempo já tivesse passado e que eu já tivesse me esquecido dela" "Não deu para eu cumprir a promessa, a mãe foi mesmo embora. Mas a mala dela ficou. E eu acho que assim, sem mala, sem roupa pra trocar, sem escova de dente nem nada, não vai dar para a mãe ficar muito tempo sem voltar. Não sei."
O "Bife e a pipoca", tem uma dinâmica diferente, associado a principalmente a amizade. Neste conto, Rodrigo envia cartas ao Guilherme, relatando a experiência de estar sozinho desde que seu amigo se mudou. O conto, além de focar também em uma certa inocência infantil, mira no "crescer", na desigualdade social e no espaço ocupado por cada pessoa na sociedade. Tuca vem de uma realidade até então desconhecida por Rodrigo e o convida brevemente para seu mundo, trazendo questionamentos do porquê muitas pessoas não têm acesso e direito a coisas consideradas básicas. E que apesar de todo esse peso do mundo real, há algo leve que é a amizade. Essa coisa de criança de fazer as pazes no dia seguinte e estar bem. A troca de conhecimentos de pessoas de realidades tão distintas, mas que se conectam. E também, a utilização do fenômeno da chuva na briga e em algo para coletivo. "-Será que no sábado vai chover? "-Se não chover a gente podia combinar de ir pescar." "-E... podia." "PS: G Tuca tá me ensinando um bolão de macetes de pescaria, e agente já combinou que todo sábado de manhã vai pescar. Com chuva ou sem chuva."
Com o enfoque no sentimento de ciúmes, a "Troca e a tarefa" também manifesta o abandono emocional familiar na relação entre duas irmãs. A personagem narra a morada do ciúmes e o seu refúgio na escrita como resposta a esse sentimento e a promessa do livramento da dor ao se escrever que é encontrada por ela. E com o passar dos anos, o único vestígio são as histórias e fantasias criadas por ela. "Hoje, finalmente, eu tomei a decisão de acabar meu livro. O aviso não me interessa mais. Tenho que transformar de novo: o resto não me interessa mais. Se essa é a minha paix... * Nota de Lygía Bojunga Nunes: A escritora morreu sem acabar a frase. Deram com ela debruçada na mesa, a ponta do lápis fincada na paixão."
O último conto "Lá no mar" dá a vida e sentimento para um objeto inanimado: um barco. É a história entre um pescador que divide seu sentimento de solidão com o seu barco. O barco era sua única companhia em sua vida solitária, visto que ele não tinha amigos, nem namorada e família. A trágica morte do pescador culmina em achar uma nova pessoa a compartilhar sentimentos e histórias com ele. Este conto é mais um que aponta a inocência infantil. "Começou a agonia. Agonia de só ser barco: de não ter mão pra estender pro companheiro e puxar ele pra dentro de novo. Quanto tempo durou aquilo? Já ninguém sabia mais. Era a onda? era o vento, era quem? que puxava o Pescador assim tão forte pro fundo do mar?" "...e quando tudo passava e vinha a calmaria de novo ele ficava achando que ele e o Pescador ainda estavam perto um do outro e que então a vida não era ruim. Passou muito tempo." "O Barco ficou velho. Deu pra pensar que o casco dele ia apodrecer. Gostou: ia afundar: ia morar ainda mais perto do amigo. E um dia, quando ele estava pensando nisso, viu chegar perto dele um barco de pesca, pequeno feito ele, com o nome escrito na proa: Bem-te-vi.".
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Que livro de conto incrível! Estou apaixonada por as histórias que tem aqui nesse livro. O primeiro conto, que é o titulo do livro, achei que tem uma vibe muito parecida com com A filha perdida da Ferrante. Da perspectiva da criança, vendo sua mãe "abandonar". O primeiro conto já dá pra tirar discussões super atuais sobre maternidade, família etc. O segundo conto apresenta duas crianças e suas diferenças de classe e raça. Achei super interessante e que seria um ótimo conto para trabalhar em sala com crianças. O terceiro conto é o mais emocionante e fala sobre o poder da escrita de transformar sentimentos e sobre o próprio ofício de ser escritora. Lindo Lindo! E o último é bem bonito também. Interpretei pela perspectiva de que apesar dos traumas, precisamos nos colocar à disposição da vida novamente. Podemos conhecer tantas histórias e alegrias pelo caminho... Se puderem, leiam esse livro. Os contos são super fáceis de ler, visto que o público da leitura é infanto-juvenil, mas vocês irão se surpreender com a potência de cada história ressoar um pouco nos nossos sentimentos.
Na escola em que eu estudava quando era pequena tinha uma prateleira só de livros de Lygia Bojunga, mas eu não gostava muito de ler, então nunca dei bola. “Tchau” um dia chamou minha atenção, certamente não foi o primeiro livro que eu lí, mas foi o primeiro que eu gostei de ler. Lembro que a história de Rebeca, tão curta, mexeu comigo. Era como se, mesmo gostando, uma energia negativa cercasse o livro. Hoje em dia, relendo, me impressionou a simplicidade dos contos em relação à linguagem, mas a profundidade nas mensagens de cada um. Tanto é que umas 10 páginas conseguiram deixar uma criança de 8 anos triste. Enfim, “Tchau” esteve na minha memória desde o dia que o li, só ontem tive a ideia de procurar na internet pra reler e foi uma ótima experiência!!
"Querido pai Não deu para eu cumprir a promessa. A mãe foi embora mesmo. Mas a mala dela ficou. E eu acho que assim, sem mala, sem roupa para trocar, sem escova de dente nem nara, não vai dar para a mar ficar muito tempo sem voltar. Não sei. Vamos ver. Eu arrastei a mala e escondi ela debaixo da sua cama, viu? Um beijo da Rebeca. "
aí como cada história reflete tanto cada parte de mim, cada um dos protagonistas dessa mulher me acende um chaminha de que tem mais gente assim meio impulsiva no mundo e tá tudo bem, é assim mesmo.
Ajuda que é um livro de 120 páginas eu tenho 26 anos, mas apesar de serem temas comuns de serem abordados em livros infantojuvenis, acho que tem uma nuance muito bacana aqui, de texto, de linguagem, de palavra, até mesmo dentro dos personagens e nas escolhas deles. Curtinho, bonito e sensível!
Acho que ja to velho pra isso, mas quero muito ler todos os livros dela porque esse aqui foi bem interessante.
a leitura da lygia sempre me deixa um pouco mais humana. eu acho que eu nunca leio os livros dela só ali, no meu momento presente, eu leio comigo pequenininha bem atenta, sem piscar, no fundo do fundo da cabeça. dai quando acabo sempre descubro um mundo novo que existe escondido nessa cabeça de menina, porque sinto isso no coração.
Não há como explicar a profundida a qual chega Bojunga nesses poucos contos que estão aqui retratados. A beleza e o lirismo dela é sensacional, vale muito muito muito a pena experimentar.
Muito gostoso de ler, historias curtinhas mas bem escritas e muito bonitinhas. Livro lido pro desafio da BMC na categoria: livro que nao é retirado da biblioteca 5 anos ou mais.
Lygia Bojunga definitivamente me fez quem eu sou hoje, esse livro e mais tantos outros…a escrita que me fez devorar (quase) todos os seus livros. Tchau é um otimo livro que eu leria mais 10 vezes
Las cuatro historias, aunque a simple vista podrían parecer sencillas, tocan temas complicados y cargados de emociones.
Mi historia favorita entre todas fue "El trueque y la tarea". Por la forma como empieza, podría lucir como una historia promedio para adolescentes.
Y no lo es.
Ese comienzo lleva a que la protagonista necesite desahogarse escribiendo, y entrega la vida a su pasión (literalmente). Convierte su vida en letras; sólo símbolos que pueden llegar a significar tanto. Esta historia muestra que todos tenemos una tarea, una misión, y muchas veces nos ayuda. Vivimos para ello y el trueque, la recompensa, es la satisfacción ser hacer lo que más se disfruta (e incluso, que se llega a necesitar).
El resto de las historias no fueron tan profundas para mí, pero eso sí: llevan el estilo delicado de Lygia Bojunga.