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José Mujica: Soc del Sud, vinc del Sud. A la cruïlla de l'Atlàntic amb el Riu de la Plata

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José Mujica (1935-2025), aleshores president de l’Uruguai, amb el seu estil planer, entranyable i contundent, s’adreça a l’Assemblea de les Nacions Unides per criticar els disbarats de l’economia contemporània, les desigualtats del món i el consumisme que impera a les nostres vides. Les seves paraules són també una poderosa crida a la coherència i una invitació a la llibertat i al goig que neixen d’una vida més senzilla.

64 pages, Paperback

Published November 30, 2019

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Displaying 1 - 15 of 15 reviews
Profile Image for Annette.
1,009 reviews639 followers
March 29, 2024
On September 24, 2013, Jose Mujica spoke at the UN meeting in NY. At the time, he was the president of Uruguay and was seventy-eight.

In the South, as he puts it, he is known for saying what he thinks. In his country, he’s been very dedicated to social justice and his struggle for equality and freedom. He lives very simply, and his words align with his actions.

On that day, he delivered a powerful speech. He stated that he’d rather stand up for the right thing rather than look for favoritism or applaud.

There is so much junk produced for us to buy, and with all this junk we pollute the planet. Our behaviors are careless. There is so much unnecessary consumption.

His speech is honest, deep and touching. He criticizes the contemporary economy which makes people absorbed by mass consumption and endless accumulation. The constant accumulations of goods make people only attached to paying the bills constantly, which at the end take the freedom away. We have less and less time for contemplation and for experiences. He says, “if everyone consumed like the average person in the United States, we would need three planets to survive.” We became so addicted to consumerism that we don’t know how to be free. The more you have, the less freedom you have.

He also advocates for the inequalities of the world. We need to implement practical rules for a fair economy to end the miserable condition of poverty. “We need to create useful things, without frivolity, to help the world’s poorest. Yes, useful things to end world poverty.”

Our lives became very dependent on consumerism. We need to go back to simplicity, and “together with science, we can find solutions for humanity as a whole, instead of trying to make ourselves wealthier. (…) we make life – not accumulation – the driving force.”

Due to weak international politics, we’re unable to regulate globalization. “We lack organized political leadership, conscious direction and the instinct to lead.”

Hierarchies were abolished and republics established in order to bring equality, but we still hold to old beliefs.

The humankind is capable of achieving equality, but we lack solidarity. We need strong and fair global leadership.

The first part of the book brings the speech at the UN, and the second part features biographical information with historical context pertaining to the speech.

I enjoyed reading the speech and the further information about Jose Mujica who is a former revolutionary, past president and climate activist. His words are honest and cut through to the core of the problem. He gives good examples for solutions but the problem is the lack of true leadership in the world.

This book is intended for middle-grade audience which I’m not sure about if they can grasp this context. With simpler introduction of Jose Mujica and followed with simplified version of his speech it might work for this target audience.

Nevertheless, for the adult audience, I think it is a phenomenal and quick read that is to the point and gives a lot to think about.

https://biopurposeland.blogspot.com/
Profile Image for Katya.
544 reviews
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July 30, 2026
Mais vale sê-lo do que parecê-lo #2

José Mujica tinha 78 anos quando, a convite da ONU, proferiu o discurso: «Sou do sul, venho do sul.» Estávamos em 2013, e Pepe era presidente do Uruguai há três anos. Para trás ficavam os cargos de deputado, senador e ministro. Mais para trás ainda, ficava a sua história como preso político, guerrilheiro e florista.
Poderíamos dizer que tudo isto é de somenos importância, pois o peso das palavras de Mujica parece sobreviver para lá da sua biografia. Mas o passado é algo a que não se pode escapar. E Pepe Mujica sabe-o melhor do que ninguém.
Quem leia as suas palavras, aliás, terá dificuldade em apreciar o seu passado mais recente e institucional, e antes adivinhará uma certa melancolia pelo tempo das grandes utopias. Perante elas, Mujica não se acobarda, Os meus erros são, em parte, — dirá — filhos do meu tempo; é óbvio que os assumo.
Mas de que erros fala o então presidente? A resposta passa pelas múltiplas tensões da sua própria biografia.
Embora mais conhecido por ceder a quase totalidade dos seus honorários da presidência ao programa de habitação uruguaio, o Plano Juntos, Mujica é senhor de imensas contradições — contradições essas que são um elemento constitutivo do seu pensamento político. E o seu discurso, lido em plena Assembleia das Nações Unidas é um nada discreto manifesto da sua filosofia. Comecemos pelo início.

DA ORDEM À REVOLUÇÃO (E VICE-VERSA)

Mujica escolhe falar em castelhano durante quase uma hora, evocando uma herança dúplice: europeia — marcada pelas grandes vagas migratórias (ou não fosse italiano pelo lado da mãe e basco pelo lado do pai); e indígena — marcada também experiência colonial.
Razão pela qual o passado tem o seu peso nas suas escolhas políticas.
Mujica começa por alinhar com a direita moderada (o chamado Partido Branco), acabando, ao sabor da própria história, por romper com esse universo político e alinhar com as teorias anti-imperialistas, ecologistas e mesmo anarquistas que começam a ganhar destaque no hemisfério sul em meados da década de 60. A sua adesão ao movimento apelidado «Robin dos Bosques», o movimento Tupamaros, e à guerrilha inspirada pela Revolução Cubana, por sua vez, associa-o à luta armada — o que inclui as chamadas ações de expropriação, confrontos violentos e episódios que culminam em várias mortes e encarceramentos.
De que forma se coaduna este passado com o seu presente? De novo, Mujica não fez silêncio da sua história. Com quase 80 anos, o antigo guerrilheiro oscila ainda entre o idealismo e o realismo:

[...]há momentos em que penso com nostalgia: «Quem me dera ter a força de quando éramos capazes de abraçar tanta utopia!».
No entanto, não olho para trás porque o hoje real nasceu das cinzas férteis do ontem. Pelo contrário, não vivo para cobrar contas ou reverberar memórias. Angustia-me e de que maneira o futuro que não verei e pelo qual me comprometo. Sim, é possível um mundo com uma Humanidade melhor.


DA GUERRILHA AO PACIFISMO

Aderindo ao movimento de libertação, porém, os seus feitos também chocam com a natureza anti-bélica das suas palavras. Um elemento-chave do seu discurso é o recurso à desmontagem dos mecanismos capitalistas associados à guerra (Eu considero que o ser humano, enquanto viver em clima de guerra, está na pré-história, apesar dos muitos artefactos que possa construir.), mas nem sempre foi essa a postura do agora presidente.
Quando associado aos Tupamaros, num modelo largamente influenciado pela retórica de Che, o recurso à força e às armas foi justificado como um meio de redistribuição revolucionária. Mas agora, Pepe discursa perante centenas de representantes (e para o incontável futuro) — quem assista à gravação deste momento, encontra olhares extasiados, sorrisos, acenos de concordância e os invariáveis escabeceares daqueles que, até perante o dia do Juízo Final, se manterão impávidos e serenos (ou apenas adormecidos de aborrecimento). E o seu tom não é o do político de fato e gravata (Pepe acedia a usar fato, mas nunca gravata): há qualquer coisa do guerrilheiro apaixonado na sua cadência e no seu tom. As ferramentas não são as mesmas, José Mujica já não defende a luta armada, mas o objetivo permanece o mesmo.

DA BUROCRACIA À POLÍTICA

Menos contraditória noutros aspetos, a filosofia de Mujica é anti-institucional na medida em que rejeita a burocracia e apela, sempre, a uma concertação do conhecimento, não do poder. Perante aqueles que ouvem e aqueles que fingem ouvir, Mujica não deixa de se apresentar perante as Nações Unidas e escolhe, ao fazê-lo, criticar a mesma instituição que o acolhe:

A ONU, a nossa ONU, está a degradar-se; burocratizou-se por falta de poder e de autonomia, de reconhecimento, e, sobretudo, de democracia para o mundo mais débil que constitui a esmagadora maioria do planeta.

Na luta contra a hipocrisia das instituições, Pepe será o último a recusar reconhecer as suas mais-valias, e o primeiro a apontar as suas falhas:

Talvez o nosso mundo necessite de menos organismos globais, desses que organizam os fóruns e as conferências, bem úteis às cadeias hoteleiras e às companhias aéreas e que, no melhor dos casos, não originam resultados nem os transformam em decisões. Precisamos, sim, de mastigar muito o que de velho e eterno tem a vida humana, junto com a ciência, essa ciência que se empenha pela Humanidade e não para enriquecer ninguém.

Libertado após um encarceramento de 14 anos, em que sofreu repetidas torturas, Mujica é eleito para a presidência quando a apelidada «marea rosa» percorre a America do Sul, rumo a uma política mais moderada. Durante o seu mandato, abdica dos famosos 90% dos seus honorários e foca-se numa política de assistência social e igualdade. A sua proposta de uma vida frugal, focada na essência, é sustentada pelo seu estilo de vida — um desprendimento material que Mujica não encarava como sacrifício, antes como exercício de libertação:

Prometemos uma vida de esbanjamento e desperdício, que no fundo constitui um passo atrás face à natureza e ao futuro da Humanidade. Civilização contra a simplicidade, contra a sobriedade, contra todos os ciclos naturais. Pior ainda: civilização contra a liberdade que supõe ter tempo para viver as relações humanas, a única coisa que é transcendente: o amor, a amizade, a aventura, a solidariedade, a família. Civilização contra o tempo livre, que não dá dinheiro, que não se compra e que nos permite contemplar e esquadrinhar o cenário da natureza.

A matriz socialista do seu pensamento é inequívoca e permeia as suas palavras (não é característica exclusiva deste discurso), mas dificilmente se reduz ao marxismo ortodoxo, já que Mujica contesta o consumismo desenfreado, a cegueira contra a verdade, as políticas de armamento, as múltiplas formas de entorpecimento dos sentidos pelas quais cooptamos enquanto espécie humana:

A cobiça, tão negativa e ao mesmo tempo um motor tão grande da História, essa que impulsionou o progresso material, técnico e científico, que fez da nossa época e do nosso tempo um avanço fenomenal em muitas frentes; paradoxalmente, essa mesma ferramenta, a cobiça, que nos levou a domesticar a ciência e a transformá-la em tecnologia, precipita-nos num abismo nebuloso, numa história que não conhecemos, numa época sem história.

DO CETICISMO AO HUMANISMO

Mas resiste uma ambiguidade maior: contra um governo nacional e manietado pelo lucro, defende um governo global que dê voz a todos, sem cair na ilusão do poder, da nação, do capital.
A pobreza mundial, a escassez energética, as alterações climáticas: não há soluções impossíveis, há falta de vontade (e de bondade) para esticar a mão e fazer a coisa certa.
Mujica nunca deixou de se apresentar como um camponês, como um homem ligado à terra e à natureza. O pequeno Pepe que cultivou crisântemos para sustentar a família, não esqueceu que as respostas existem e continuam a nascer da mesma terra que cultivou; que a força da Humanidade, se se concentrar no que é essencial, é incomensurável.
Mas também ele, agora, terá visto em seu redor as centenas de cadeiras vazias onde aqueles que realmente lutam por um mundo melhor deveriam ter lugar...
Obviamente, não tenhamos ilusões: estas coisas não vão acontecer, nem outras parecidas. Restam-nos muitos sacrifícios inúteis pela frente, muito remendar de consequências e não emendar as causas.22 dirá, a dada altura.
Mais do que ateu, Pepe dizia-se um panteísta. Ainda assim, ao fim de 78 anos e todo um passado impossível de apagar, é inteiramente humanista a sua filosofia:

Pensem que a vida humana é um milagre, que estamos vivos por milagre e que nada vale mais do que a vida. E que o nosso dever biológico é, acima de tudo, respeitar a vida e impulsioná-la, cuidar dela, dar-lhe continuidade e entender que a espécie é o nosso nós.

O discurso «Sou do sul, venho do sul», longe de desfazer as contradições apontadas, apenas as alimenta. Mujica, aliás, ofereceu sempre muito poucas respostas definitivas (e isso é uma qualidade, caso se estejam a perguntar). Mas foi também ele quem melhor nos mostrou que é possível conservar as utopias sem delas permanecer prisioneiro: uma das mais raras formas de coerência.
Profile Image for Dawn Michelle.
3,379 reviews
April 2, 2024
Read Around the World: Uruguay

"We have sacrificed old spiritual gods to adorn our temples with the God of the Market. He organizes our economy, politics, habits, life. He gives us the illusion that happiness can be bought in installments and with credit cards." - José Mujica

In 2013, at the age of 78, the then-president José Mujica gave a speech that people are still talking about today and with good reason; all that he discusses and breaks down about what is happening in the world is even more relevant today and all he talks about can be applied and carried out [and truly, all he discusses being applied is extremely important and something we can all do] to change the dangerous road we are on.

The speech itself is very good [though at times very dense, which makes me wonder if children's - middle grade is the appropriate audience, though for sure there will be many in that group that will "get it" and therefore I would absolutely present it to them, but I would also add YA to that group] and the commentary after the speech by Dolors Camats breaks down the speech and talks about what each point he made means and how to apply it. The illustrations are very interesting and will add to any discussion that is happening whilst the book is being read.

This would be a great book for an adult and a child/young adult to read together and discuss and apply.

Thank you to NetGalley, José Mujica, Dolors Camats - Commentary, Raúl Nieto Guridi - Illustrator, Sofía Jarrín - Translator, and House of Anansi Press/Groundwood Books for providing this ARC in exchange for an honest review.
Profile Image for Nataxa Ruzafa.
30 reviews1 follower
January 6, 2026
M'ha encantat tant el discurs com la reflexió final analitzant cada part d'aquest. Un llibre que en poques pàgines trasllada reflexions profundes i necessàries. Em fa molt feliç tenir aquest llibre a la llibreria de casa i pensar que és convertirà en un manual per viure i educar en valors. Tant debò més Pepes (Joses Mujicas) en el món.
Profile Image for Berta Muñoz.
38 reviews1 follower
April 2, 2026
“Nuestro deber biológico es por encima de todas las cosas respetar la vida e impulsarla, procrearla y entender que la especie es nuestro nosotros”
2 reviews
July 28, 2025
Aquest llibre, centrat en el pensament i les vivències de José Mujica, és una lectura reveladora i profundament inspiradora. Mujica parla amb una honestedat descarnada sobre el món en què vivim, posant émfasi en les contradiccions del sistema capitalista. Ens recorda veritats que tots coneixem però que, immersos en la voràgine del consum, sovint ignorem. Les seves reflexions ens conviden a parar, pensar i recuperar una consciència més plena del que fem, del que som i del món que volem construir. Una obra que sacseja i, alhora, obre camins d’esperança.
Profile Image for David Plácido.
66 reviews8 followers
November 27, 2021
"Como espécie humana, deveríamos ter um governo para a Humanidade que fosse além do individualismo e primasse por recriar lideranças políticas que sigam o caminho da ciência e não apenas os interesses imediatos daqueles que nos estão a governar.
Não sou pobre. Pobres são os que mais têm e não lhes basta."
Profile Image for Maria Reis.
42 reviews1 follower
October 2, 2025
Abaixo o consumo excessivo, a exploração do povo e dos recursos naturais
Profile Image for Mongeta Verda.
158 reviews1 follower
April 29, 2026
Transcripció del discurs pronunciat per Mújica davant de l'assamblea de les Nacions Unides a Nova York el 24 de setembre de 2013, seguit d'un analisi de Dolors Camats. Les paraules del president critiquen les desigualtats, el malbaratament de recursos i el canvi climàtic que generen la globlalització mal organitzada i el desgovern d'una política dominada pel mercat i el consumisme inútil. Reflexions totalment vàlides a l'actualitat on el capitalisme neoliberal ferotge dirigeix les nostres vides encara per desgràcia
Profile Image for Nicolas.
21 reviews
April 26, 2026
Que político, pero sobre todo que persona fue Pepe Mujica. Sus palabras y discurso atemporales sirven tanto como crítica a este sistema que nos toca habitar, como una llamada a la acción, al cambio. Como sería el mundo si hubiera más Mujicas gobernando!
124 reviews8 followers
March 12, 2024
I want to thank House of Anansi Press Inc. and NetGalley for this Advanced Reader's Copy of José Mujica's impactful speech given to the United Nations in 2013. I did not realize that "(name)...speaks out" was a series and am interested in obtaining more of these texts for my classroom (and personal home library).

"We have sacrificed old spiritual gods to adorn our temples with the God of the Market. He organizes our economy, politics, habits, life. He gives us the illusion that happiness can be bought in installments and with credit cards." - José Mujica.

Who would've thought that these thoughts were expressed over a decade ago? Mr. Mujica's words are all just as valid today. I found so many powerful statements in this speech that I am looking forward to purchasing this text when it is published in April. I think parts of his speech should be posted in every middle/high/college classroom so that our children can reflect on how they the world in which they would like to live. After the pandemic, more people began thinking along the terms presented by Mujica, but we need to effectuate changes on a worldwide level For this, we need to pressure our world leaders to take on the work presented by Mujica in his speech.

Things about this text that I enjoyed, apart from the passion and clear thinking employed by Mujica (I wound up finding his speech on Youtube) are the way that the illustrations give the reader a little respite from the grave message on the page, the way the afterword opens up dialogue for children in middle/high schools, and also the context given at the end - who, what, why did Mujica give this speech?


I would recommend this text to anyone interested in social justice, teachers wishing to engage their class in dialogue about: the current state of the world, history of colonialism andi its impact, STEM/environmental studies and ELA - the use of language and the forceful yet effective writing of this speech would be great for an ELA class to study.
Profile Image for Tina.
49 reviews14 followers
December 15, 2024
Jose “Pepe” Mujica is a philosopher. This was a young readers book that covered Mujica’s 2013 UN speech.

His ideas aren’t far fetched but they don’t satisfy the many in power. “Our species should have one global government that fights for everyone on the planet and leaders who follow the path of science, instead of politicians and institutions that rule and suffocate us based on the needs of the few.”

He is one person I hold in high regards. He talks about his role in the MLN-T but goes to show that he can recognize and reflect and yet keep moving forward. Although short and brief, it is small glimpse into the “poorest president’s” mind.
223 reviews
July 11, 2024
A succinct reminder that we as a species are overdue for a massive global paradigm shift if we care more about people and the planet than our current systems that bind us to and endless loop of consumerism and war.
A nice format with the transcribed speech and follow up analysis and questions for the audience/reader to chew on and digest.
470 reviews3 followers
July 14, 2025
Discurso proferido em 2013 na ONU.
Vale a pena ler e reflectir neste belo, directo, incisivo e inteligente discurso.
Comentado por Dolors Camats.
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