A Historia axéitaa sempre quen a conta aos seus propios intereses.
Desde os tempos máis remotos temos constancia da percepción por parte dos seres humanos doutros planos da realidade, de feitos marabillosos e de seres que escapaban ás leis da Natureza e, posteriormente, da Ciencia.
Dun xeito ou outro, todos eses elementos pertencen ao mundo da Maxia, do que atopamos claras referencias na maioría das crenzas e relixións. E os seres que pertencen a ese mundo, indefectiblemente, aparecen agrupados en dúas castes antagónicas: bos e ruíns, anxos e demos, fadas e bruxas...
E o ser humano queda aí, no medio, loitando coa súa propia natureza ambivalente. Cando menos, así o contamos nós mesmos, os humanos. Pero, no fondo, descoñecemos a versión das outras partes... E se o papel da humanidade nesta historia non fora o que ela mesma contou? E se non foi tan inocente e pasivo como se pretende? Que sucedería se se chegase a descubrir que ese reparto de roles, cuns seres malignos tentando e corrompendo a uns seres humanos inocentes, non é outra cousa que a versión interesada da historia contada polos propios «culpables»?
Inicia su trayectoria en el fanzine Zero, junto a otros reputados autores de su generación, como José María Beroy, Pascual Ferry, Antoni Garcés, Das Pastoras o Mike Ratera. Al final ya del boom del cómic adulto, consigue publicar en las mejores revistas de la época, como Creepy, Comix Internacional, 1984, Zona 84, El Jueves, Cairo y Cimoc. De esa época son sus seriales "Fragmentos de la Enciclopedia Délfica", "Stratos", "Crónicas Incongruentes", "Quotidiania Delirante" y "Tangencias". A principios de la década de los 90 su obra se hace más escasa, dedicándose al diseño de personajes animados en televisión, para la televisión de Galicia en el programa Xabarín Club y en Estados Unidos en la serie Men in Black , cuyo productor era Steven Spielberg. En 1995 ilustró ``Perigo Vexetal´´, obra infantil de Ramón Caride, que recibió el premio Merlín ese mismo año. Desde el año 1998 es director del salón del cómic Viñetas desde el Atlántico en la ciudad de A Coruña. En 2005 vio publicada una adaptación del capítulo 64 de la segunda parte de El Quijote en la obra colectiva Lanza en astillero. En el año 2006 presentó, "De Profundis", su primer largometraje de animación. [editar]Estilo
O Pacto da Letargia é o primeiro volume da Trilogia do Tríscelo, uma visão inusitada por parte do autor galego sobre a natureza humana e a sua correlação com o meio ambiente, numa evidente crítica ambiental. Somos arrastados numa viagem por um mundo de faz de conta, onde a magia nos envolve num ambiente de secretismo sobre o impacto do Homem no planeta e no que é preciso para encontrar nele o equilíbrio.
Miguelanxo Prado sensibiliza-nos para o perigo em que a Humanidade se traduz para o meio ambiente, através de uma série de metáforas e de “brincadeiras” bem conseguidas. Com muita influência da cultura celta, Prado oferece uma história memorável e uma arte sem igual. Sendo um dos autores hispânicos mais famosos em Portugal, o artista tem uma mão de génio no desenho, uma pintura à mão que alude a todo o esoterismo da obra gráfica.
O Pacto da Letargia começa por nos apresentar uma floresta onde um grupo de pessoas se reúne, visando a beleza dos carvalhos e a pretensão de que os eucaliptos não cheguem ali. É a partir de determinado momento que assistimos ao acordar de duas faces distintas do mundo, que descobrem que algo no equilíbrio entre o Homem e a Natureza mudou. Dos académicos às fadas, a narrativa discute a esperança e a doença que dividem tal equilíbrio.
A história apresenta-nos um jovem assistente universitário, que encontra por acaso algumas notas de um professor na reforma que se assemelham às runas inscritas nos carvalhos e que, de alguma maneira, aludem a uma antiga ordem de anjos e demónios e a um tríscelo envolto em mistério. Este rapaz terá um papel importantíssimo em chegar ao tríscelo antes que um demónio o faça.
O tríscelo é o símbolo identificativo de quatro regiões europeias, sendo uma delas a Galiza, terra do autor. O daquela região, com origem na cultura céltica, é formado por três meias luas a girar sobre o mesmo ponto. Ao contrário de outros livros do autor, mais mordazes e carregados de ironia, O Pacto da Letargia é um álbum mais optimista e esperançoso.
Apesar de mexer muito com o esoterismo, a obra é mais cativante pela arte em si e pelo secretismo, bem como por uma mão cheia de reviravoltas. Prado desenvolve várias sub-tramas e acontecimentos paralelos, deixando-nos a imaginar, a sonhar, a viver o mistério e a especular sobre o mesmo, ao mesmo tempo que questões fracturantes para a sociedade como o meio ambiente, a Humanidade e a perda de valores, pessoais ou colectivos, são levantadas com seriedade.
Gostaria de lhe dar mais pontuação. Gostei muito doutras obras de Padro e o seu estilo, desenho e representação de histórias fantásticas com a cultura e o espaço galego de fundo são fundamentais. Porém a história parece mais "típica" e cheia de tópicos do habitual e, coma outras críticas têm indicado, a quase total falta de personagens femininas é desconcertante.
No tema do xénero cae algo nos tópicos (digo, respecto ás personaxes femeninas e masculinas), e paréceme algo androcentrista (p.e. usa a palabra "homes" como sinónomo de "humanidade" nalgún momento).
Apesar de lhe faltar algum desenvolvimento e o final desenrolar-se rapidamente, foi uma leitura divertida em que fiquei interessada do início ao fim. O traço do Prado é encantador, aqui a cores, é como se estivéssemos dentro de uma fábula viva, mas com adultos típicos do nosso mundo, os vigaristas e os ambiciosos, e os que lutam pela vida e pelo futuro da humanidade. Temos aqui a eterna questão da nossa existência: irá a espécie humana autodestruir-se enquanto destrói tudo à sua volta ou seremos dignos e capazes de uma segunda oportunidade? Como volume único deixa a desejar, como primeira parte de uma história mais complexa (coisa que não posso confirmar) deixa o caminho delineado.
What a beautiful story. On the one hand, the search for a lost triskelion, but not a particularly exciting one; rather, a fun story, with a Sopranos' kind of humour sometimes, innocent despite a handful of corpses, 'homemade' if you recognise the petty locations: the very realistic University of Santiago, for instance. On the other hand, the story of the ecological salvation of planet Earth, with demons, pure creatures and humans, in the pure style of the great fantasy tales with a twist: who are really the bad ones? The two stories meet a few times but, to me, the best occasion happens in an unimportant strip: three kids with loose trousers are assaulting another kid in a hidden lane, and a demon arrives. That's the moral frame of the graphic novel applied to a daily life event. Plus, the art: what a beautiful work of art. I was lucky enough to see some of the working sheets at an exhibition a few weeks back, and it was a wonderful experience. But when those amazing, colourful figures convey a full story... it is pure magic. Prado being Prado, blue and green and all the hues in between rule this graphic novel: what an evocative beauty, separated enough from realism to allow the magic to flood, realistic enough to feel that the story can happen any other day. There are a hundred connections with Gaiman's works: obviously, there is very little Anglosaxon mythology here, but that balance between a dirty, professor's office and fairies living amongst humans is very similar. I hope to live enough to see a collaboration between the fantasy creators I love the most (updated: apparently it happened already, and I read it :O. https://en.wikipedia.org/wiki/The_San... how my memory is fragile) Negative notes: the flight of a European blackbird is not easy to draw, at all; it's fast, powerful, compact; it's not a raven's one, despite what is shown in the first pages of the book. The second negative note has been previously commented here on Goodreads: too much male-oriented. The three women, the two fairies and the caretaker, have very irrelevant roles in the plot. None of the main characters is a woman. The insistence in referring the humans as "the men" (at least in the Galician version) is annoyingly coincidental with this erasure of women in the story too.
Humans have existed for around 300.000 years now but only a fragment of that has recorded history (around 6.000 yrs), so it's fascinating to speculate about everything that could have happened during that period of unrecorded history.
This book opened with a lot of potential. I love the concept of magic being a real thing that somehow got lost through time. Maybe Magic and Science are not that different. Maybe Magic is just uncomprehensive and untapped science? Anyway, I digress...
My problem with this story is the structure of the narrative. It started interesting but it became boring quickly. Even though the world's destiny was at stake, I never really felt any concern about it. I didn't felt any connection with any of the characters, good or evil.
I love this author. I love his illustrations. His "Streak of Chalk" is one of my favorite graphic novels, but here I saw something very distant from that genius.
As far as I know, this is the first of a trilogy. I hope the author revisits his screenplay for the next volumes because I think this has potential, but not like this.
O Pacto da Letargia de Miguelanxo Prado é uma belíssima graphic novel em aquarela que trás alguns sentimentos um tanto conflitantes. Talvez seja desejável o leitor saber que ela fará parte de uma trilogia, a Trilogia do Tríscelo, sendo esse o volume que abre a trilogia. Por mais que a história seja sim fechada, fica claro que temos espaço para maior desenvolvimento aqui. É exatamente esse espaço para desenvolvimento que gera um certo desconforto, por mais que a ideia não seja exatamente original; uma idade de Ouro perdida é quase um lugar comum, fica muito claro que os caminhos que o autor escolheu, num livro permitiriam um desenvolvimento muito maior, mesmo em uma HQ com mais páginas isso seria possível. A história fica um tanto confinada em suas pouco mais de cem páginas. Essa sensação de confinamento dá um gosto agridoce a obra, que tem o seu maior mérito na habilidade do autor em discutir no plano de fundo a relação do homem com a Natureza. Alguns pontos ficam em aberto, é provável que o leitor tenha alguma dificuldade em entender o que dá início a trama, a obra dá indícios mas não é exatamente clara sobre isso. O papel de uma determinada personagem também fica um pouco vago, caberia alguns quadros para entendermos melhor como ela desperta e qual será o seu papel daqui para frente. Em suma O Pacto da Letargia é uma graphic novel extremamente bela, que pode apresentar o autor para quem não conhece seus trabalhos mais aclamados. A graphic tem uma boa ideia, discussões interessantes e pertinentes mas sofre pelas limitações de espaço, é uma obra que com certeza se beneficiaria de mais páginas e maior desenvolvimento.
Gosto muito da arte de Miguelanxo Prado. Devido ao desenho da capa, estava já à espera que esta história estivesse relacionada com o fantástico. Confesso que "fantasia" não é o meu género preferido (ainda que goste de alguns livros desse género), mas é difícil não dar valor à obra de Prado, tanto plástica, como da construção da narrativa, a qual está muito bem conseguida neste livro, na minha opinião. Não sabia, mas aparentemente este é o primeiro livro de uma trilogia... A ver se os outros dois me vêm parar às mãos para ver como se desenrola e conclui esta história, na qual perpassa um certo pessimismo antropológico com que, confesso, me coaduno. Resumindo e concluindo: Miguelanxo Prado é sempre um autor de que gosto e que recomendo.
Uma história legal sobre magos antigos despertando para ajudar e ao mesmo tempo destruir os seres humanos. De qualquer forma, no geral, a história é bem superficial e não aprofunda na magia ou em maiores exlicações do mundo antigo.
de kunst was cool maar het verhaal zo-zo (en de stijl ook al kan dat aan de vertaling liggen) hoogtepuntje was dat de duivel ging opbellen imagine dat je een intricate ritueel uitvoert en de demoon die je probeert op te roepen je terugbelt omdat je dat ritueel niet goed doet
Una historia de ángeles y demonios que no son exactamente ángeles y demonios. Una historia de ecologismo y magia. Una pizca de crítica a la universidad. Todo eso y un poco más es «El Pacto del Letargo».
No quiero contar mucho para no estropear la historia. Sólo comentar que hay gente que encuentra el final atropellado y algo abierto. Es normal. Es la primera parte de una trilogía. El final te deja deseando que lleguen las siguientes partes.
El tema de la cultura celta es súper interesante, y el dilema moral que plantea sobre la humanidad y sus actos está genial. Además, el arte del comic es una obra de arte. Quizás le falta un poco de acción, pero en general se lleva una buena nota!
“El pacto del letargo, la antigua alianza entre el hombre y la naturaleza, parece haberse roto, lo que lleva a la aparición de criaturas mágicas que ponen en peligro la existencia de la humanidad”. En el reciente Salón del Cómic de Barcelona tuve el privilegio de poder charlar por unos minutitos con Miguelanxo Prado, que en un santiamén dibujó y escribíó una dedicatoria que ya guardo en casa como un tesoro. El Pacto del Letargo, según he visto hace poco en alguna parte, es la primera entrega de lo que será una trilogía y como no podía ser de otra manera, Miguelanxo nos brinda con ella otra maravillosa obra de arte. Los singulares personajes, la calidad del dibujo y el uso de los colores crean una atmósfera excepcional que junto a la trama y narración nos llevan a disfrutar del estilo tan característico de este genio del cómic. ¡Esperando con ansias la segunda parte!
Me ha costado conectar con esta historia de Miguelanxo. La dimensión mágica no encaja del todo bien con la frialdad de los personajes (alguno de ellos roza la caricatura) y sus diálogos. No ayuda nada tampoco que los personajes tengan que explicar ellos mismos el origen mitológico de la historia, lo que les lleva a dedicar un montón de viñetas a intelectualizar sus propias motivaciones y visión del mundo, sin margen para que los lectores nos hagamos nuestra propia idea a partir de sus acciones. Un pelín demasiado formulado todo, sin margen suficiente para la sorpresa o una aproximación más íntima. Los dibujos son buenos, con el gran trazo y los excelentes encuadres a los que Miguelanxo nos tiene acostumbrados.
Miguelanxo Prado est un illustrateur qui a un style très marqué, entre traits anguleux et décors adoucis, le tout dans des choix de couleurs assez marqués. Dans ces oeuvres picturales Le triskel volé ne déroge pas à la règle même s’il semble plus « grand public » que ce à quoi a pu nous habituer Prado, délaissant des effets de flous. On a affaire à des planches très vives de décors naturels dans lesquels s’insufflent un certain onirisme et des personnages aux traits anguleux. Le décalage offert entre les traits des décors et des visages peut [...]
Para os galegos un comic destas características é unha xoia. O arte de Migelanxo Prado é moi característico e, para o meu gusto, fai uso dun costumismo cercano e recoñecible: cores, lugares, persoas que facilmente poderíamos imaxinarnos encontrar na rúa. A historia da banda deseñada entronca na cosmogonía dos primeiros poboadores de Galicia e na suposta orixe Celta. Tanto pola arte como pola historia unha lectura moi recomendable.
Superb illustrations, atmosphere and colors. Story quite from Galiza up North from Portugal. It is the first of a trilogy, so it's impossible to appreciate the whole. The pace is on purpose slow, to savour the context and costumes and myths I believe. Give it a go if you know nothing about Miguelanxo Prado, his style is quite unique and truly Galego, ways and history perpass, transpire in most panels. And... I love the expressions and Nature. Yes, I am a fan, caveat emptor.
Con un par de artefactos celtas se puede invocar a Satanás, pero es mejor no hacerlo; curiosamente la universidad, si pasas del catedrático corrupto, te puede ayudar a conseguirlo.
Aunque el argumento me ha parecido muy flojo, cada viñeta de Prado es una obra de arte. Qué maravilla de acuarelas. Las secuencias, los planos también están muy bien resueltos, he disfrutado de cada página que es lo importante.
Gustoume a historia que se conta en "O tríscele roubado", porén encontro que a historia está pouco desenvolvida e coñecemos moi pouco das personaxes. O certo é que non sabía que esta historia era parte dunha triloxía co que supoño que as impercepcións que lle atopo se deben a que non é unha historia finalizada. Cando se poida completar a historia imaxino que terei unha visión distinta da obra.
Uma aventura que envolve um talismã e uma ordem adormecida de anjos e demônios. O que mais parece é que estamos lendo uma aventura do Robert Langdon (dos livros do Dan Brown) em quadrinhos. Entretém, tem suas pequenas complicações e um embate final, mas não chega a ser mais do que apenas isso. Eu ainda não acho tudo o que falam das obras do Miguelanxo que li.
História e desenhos interessantes! Mas as falas são básicas e não criam o envolvimento que se deseja numa novela gráfica. Também demora a desenvolver a narrativa, para no fim acabar tudo muito à pressa e de maneira um pouco forçada. Aconselho a leitura, mas ficam realmente a faltar os próximos volumes.