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Para o meu coração num domingo

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Terceira coletânea de poemas da vencedora do prêmio Nobel e um dos nomes mais cultuados da literatura polonesa. Depois dos festejados Poemas (2011) e Um amor feliz (2016), Para o meu coração num domingo reúne 85 poemas da voz que encantou o mundo com seus versos afiados, que misturam rigor formal, pitadas de ironia e tom levemente coloquial. No poema que dá título ao livro, Wislawa Szymborska "Você tem setenta méritos por minuto./ Cada contração tua/ é como o lançar de uma canoa/ no mar aberto/ numa viagem ao redor do mundo".
Com organização e tradução de Regina Przybycien e Gabriel Borowski, este conjunto de poemas trata de experiências cotidianas, amor, sonhos, morte, filosofia, mitologia, história e antropologia, sempre com o olhar curioso, generoso e bem-humorado de uma das poetas mais extraordinárias do século XX.

344 pages, Paperback

Published August 24, 2020

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About the author

Wisława Szymborska

211 books1,574 followers
Wisława Szymborska (Polish pronunciation: [vʲisˈwava ʂɨmˈbɔrska], born July 2, 1923 in Kórnik, Poland) is a Polish poet, essayist, and translator. She was awarded the 1996 Nobel Prize in Literature. In Poland, her books reach sales rivaling prominent prose authors—although she once remarked in a poem entitled "Some like poetry" [Niektórzy lubią poezję] that no more than two out of a thousand people care for the art.

Szymborska frequently employs literary devices such as irony, paradox, contradiction, and understatement, to illuminate philosophical themes and obsessions. Szymborska's compact poems often conjure large existential puzzles, touching on issues of ethical import, and reflecting on the condition of people both as individuals and as members of human society. Szymborska's style is succinct and marked by introspection and wit.

Szymborska's reputation rests on a relatively small body of work: she has not published more than 250 poems to date. She is often described as modest to the point of shyness[citation needed]. She has long been cherished by Polish literary contemporaries (including Czesław Miłosz) and her poetry has been set to music by Zbigniew Preisner. Szymborska became better known internationally after she was awarded the 1996 Nobel Prize. Szymborska's work has been translated into many European languages, as well as into Arabic, Hebrew, Japanese and Chinese.

In 1931, Szymborska's family moved to Kraków. She has been linked with this city, where she studied, worked.

When World War II broke out in 1939, she continued her education in underground lessons. From 1943, she worked as a railroad employee and managed to avoid being deported to Germany as a forced labourer. It was during this time that her career as an artist began with illustrations for an English-language textbook. She also began writing stories and occasional poems.

Beginning in 1945, Szymborska took up studies of Polish language and literature before switching to sociology at the Jagiellonian University in Kraków. There she soon became involved in the local writing scene, and met and was influenced by Czesław Miłosz. In March 1945, she published her first poem Szukam słowa ("I seek the word") in the daily paper Dziennik Polski; her poems continued to be published in various newspapers and periodicals for a number of years. In 1948 she quit her studies without a degree, due to her poor financial circumstances; the same year, she married poet Adam Włodek, whom she divorced in 1954. At that time, she was working as a secretary for an educational biweekly magazine as well as an illustrator.

During Stalinism in Poland in 1953 she participated in the defamation of Catholic priests from Kraków who were groundlessly condemned by the ruling Communists to death.[1] Her first book was to be published in 1949, but did not pass censorship as it "did not meet socialist requirements." Like many other intellectuals in post-war Poland, however, Szymborska remained loyal to the PRL official ideology early in her career, signing political petitions and praising Stalin, Lenin and the realities of socialism. This attitude is seen in her debut collection Dlatego żyjemy ("That is what we are living for"), containing the poems Lenin and Młodzieży budującej Nową Hutę ("For the Youth that Builds Nowa Huta"), about the construction of a Stalinist industrial town near Kraków. She also became a member of the ruling Polish United Workers' Party.

Like many Polish intellectuals initially close to the official party line, Szymborska gradually grew estranged from socialist ideology and renounced her earlier political work. Although she did not officially leave the party until 1966, she began to establish contacts with dissidents. As early as 1957, she befriended Jerzy Giedroyc, the editor of the influential Paris-based emigré journal Kultura, to which she also contributed. In 1964 s

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3 (1%)
1 star
1 (<1%)
Displaying 1 - 27 of 27 reviews
Profile Image for Suellen Rubira.
955 reviews89 followers
February 27, 2024
(Releitura em fevereiro de 2024)
Ela é tão subline. Me dói saber que perco tanto na tradução.


A poesia dessa mulher sempre traz verdades difíceis de digerir, mas ditas de um modo sempre sereno. Fico pensando na crueldade de Drummond quando nos põe diante das vísceras do mundo, eventos grotescos demais para olhar diretamente e que mesmo assim ele mostra. A Wisława, antes de dar o tabefe, dá voltas de sutileza. Nada é cru em demasia.

Adoro a cadência da poesia dela e como os temas são abordados, a repetição de palavras bem característica no início dos versos em muitas ocasiões.

Esplêndido!
Profile Image for Gabriela Ventura.
294 reviews135 followers
October 24, 2020
(...)
"E todo esse mundo vivo
que não vou ter tempo
de comparar com nenhum outro"
Profile Image for Adriana Scarpin.
1,740 reviews
November 24, 2020
Reciprocidade

Há catálogos de catálogos.
Há poemas sobre poemas.
Há peças sobre atores representadas por atores.
Cartas em razão de cartas.
Palavras que servem para esclarecer palavras.
Cérebros ocupados em estudar cérebros.
Há tristezas que contagiam como o riso.
Papéis que provêm da coleta de papéis.
Olhares vistos.
Declínios declinados.
Grandes rios com importante contribuição dos pequenos.
Bosques completamente recobertos de bosque.
Máquinas destinadas à produção de máquinas.
Sonhos que de súbito nos despertam do sonho.
Saúde necessária para recobrar a saúde.
Escadas tanto para baixo como para cima.
Óculos para encontrar os óculos.
O inspirar e o expirar da respiração.
E, mesmo que só de vez em quando,
há ódio do ódio.
Porque, em última instância,
há ignorância da ignorância
e mãos empregadas em lavar as mãos.
Profile Image for Djoni.
115 reviews6 followers
November 2, 2020
O poder do cotidiano e a força de uma poesia despretensiosa, carregada de sinceridade. Quero ler tudo o que essa mulher já escreveu.
Profile Image for Guilherme Rodrigues.
135 reviews3 followers
February 7, 2021
"Não reprovo a primavera
por começar de novo.
Não a culpo pelo fato
de cumprir a cada ano
a sua obrigação.

Entendo que a minha tristeza
não deterá o verde.
Umanfolha de relva, se oscila,
é só ao vento.

(...)

Só uma coisa não aceito.
A minha volta para lá.

O privilégio da presença -
renuncio a ele.

Sobrevivi a você
só o bastante
para pensar de longe. "

Despedida à uma paisagem
Profile Image for Rafael Scaroni.
56 reviews5 followers
March 2, 2023
Essa foi a primeira leitura do meu novo "projeto": ler poesia.

Foi lendo e estudando os russos que eu percebi que só lia prosa - e pior: nem percebia isso. Só consegui entender isso lendo os poemas do Púchkin na coletânea de textos da Dama de Espadas, publicada pela 34.

Então, parti pra mais uma empreitada sem qualquer previsão de término; comprei alguns livros de poesia e esse, da Wisława Szymborska, me chamou especialmente a atenção.

É impossível dizer que não teria melhor começo que esse, mas o livro realmente me marcou. A tradução faz com que os poemas pareçam ter sido escritos em português - e eles são incríveis. Fiquei feliz em ter começado a ler poesia.
Profile Image for Gabriel Brum.
92 reviews1 follower
September 2, 2025
gostei, mas gostei ainda mais de outro dela, “poemas”. talvez por isso esperava um pouco mais
Profile Image for Beatriz Vasconcelos.
14 reviews8 followers
October 8, 2020
sinceramente essa mulher perfeita demais, a escrita dela é linda e os temas que ela trabalha nos poemas são sensiveis lindos
Profile Image for nini.
37 reviews11 followers
January 27, 2021
Voltarei para esse livro não apenas aos domingos na releitura. O melhor livro de poemas que já li.
Profile Image for Kelvin Dias.
101 reviews2 followers
December 24, 2023
"Para o meu coração num domingo

Te agradeço, coração meu, por não se queixar, por se afanar sem elogios, sem recompensa, num desvelo inato. Você tem setenta méritos por minuto. Cada contração tua é como o lançar de uma canoa no mar aberto numa viagem ao redor do mundo. Te agradeço, coração meu, porque sem cessar você me retira do todo, separada até no sonho. Você cuida para que eu não sonhe demais com o voo para o qual não é preciso ter asas. Te agradeço, coração meu, por eu ter acordado de novo e embora seja domingo, dia de descanso, sob as costelas você seguir o ritmo normal da semana."

Eu não tenho nem palavras pra descrever como me senti lendo isso, o quanto isso foi como um abraço forte e aconchegante. Obrigado, Wisława.

"Despedida a uma paisagem

Não reprovo a primavera por começar de novo. Não a culpo pelo fato de cumprir a cada ano a sua obrigação. Entendo que a minha tristeza não deterá o verde. Uma folha de relva, se oscila, é só ao vento. Não me causa dor saber que os amieiros sobre as águas têm de novo com que sussurrar. Reconheço que— como se você ainda vivesse —a margem de certo lago segue bela como era. Não tenho rancor da vista pela vista da baía resplandecente de sol. Consigo até imaginar outros, não nós, sentados neste instante no tronco de bétula caído. Respeito o direito deles ao sussurro, ao riso e a um silêncio feliz. Presumo até que estejam apaixonados e que ele a enlace com um braço vivo. Algo novo esvoejante farfalha na folhagem. Meu desejo sincero é que eles o ouçam. Nenhuma mudança exijo das ondas costeiras, ora ligeiras ora lânguidas, e que não obedecem a mim. Nada reclamo das águas profundas junto ao bosque, ora esmeralda, ora safira, ora negras. Só uma coisa não aceito. A minha volta para lá. O privilégio da presença —renuncio a ele. Sobrevivi a você só o bastante para pensar de longe."
Profile Image for Aécio Dantas.
112 reviews2 followers
March 21, 2021
Difícil demais dar uma nota pra essa coletânea de poesias. Penso às vezes que ler poesia é como ouvir música, às vezes nos afeta profundamente e às vezes nos passa despercebida. Eu poderia reler todas as poesias e ser afetado brutalmente, ou não. No entanto, e apenas talvez, não seria assim pra todo o resto?
Profile Image for Matheus Fogaça.
45 reviews
December 8, 2022
Lindo. Acho que mais do que um jeito com as palavras (embora isso não falte, de forma alguma), a Szymborska tem uma capacidade muito perspicaz de eleger os temas a que dedica seus poemas. Eu teria chorado se meu corpo se permitisse a isso, mas quis chorar.
Profile Image for Vinícius Gomes.
60 reviews1 follower
August 18, 2024
Considerando que meu critério para definir o quanto gostei ou não de um livro de poesia é a quantidade de páginas que dobro para digitar e incluir nos meus arquivos, esse é a coletânea da tia Wislawa que menos me cativou. O que não significa que não há poemas dos quais gostei muito, como, por exemplo, esse "Alguém que venho observando há algum tempo" (que me fez lembrar o Hirayama do filme "Dias perfeitos"):

Não chega em bando.
Não se reúne em multidões.
Não frequenta em massa.
Não celebra com rojões.

Não tira de si
uma voz em coro.
Não declara aos quatro ventos.
Não atesta em nome de.
Não é na sua presença
essa perguntação –
quem é a favor, quem contra,
obrigado, pois não.

Falta a sua cabeça
onde cabeça com cabeça
onde passo a passo, ombro a ombro
e em frente para a meta
com folhetos nos bolsos
e com o produto do malte.

Onde só no começo
bucólico e angélico,
pois logo uma turba
se conturba
e não se vai saber
de quem, ah, de quem são
essas pedras e flores,
cores e paus.

Desapercebido.
Desimportante.
Trabalha na limpeza urbana.
Ao raiar do dia,
no lugar onde aconteceu,
ele junta, carrega, joga na carretinha,
o que foi pregado nas árvores semivivas
o que foi pisoteado na grama estropiada.

Faixas rasgadas,
garrafas quebradas.
Efígies queimadas,
ossos roídos,
terços, apitos e camisinhas.

Uma vez achou nas moitas uma gaiola de pombo.
Levou-a consigo
e a guarda
para que permaneça vazia.
Profile Image for Li Arnaut.
157 reviews
October 23, 2024
eu li aos pouquinhos porque queria saborear bem a poesia dela. é tudo muito bem escrito e sensível. alguns me pegaram menos, mas quando ela fala sobre a própria vida e como entende desejos e expecativas, ai ai, eu fiquei toda toda.

(p - polônia)
Profile Image for Agnes Maria.
12 reviews2 followers
March 21, 2021
sei nem o que dizer. uma obra prima. li com calma pra ter mais tempo, porém o final dá vontade de devorar cada ideia que ela conseguiu transmitir.
Profile Image for Lizzie.
88 reviews12 followers
May 24, 2024
Wislawa carrega uma potencia com uma vigorosa simplicidade.
Profile Image for Letícia Lima.
45 reviews
December 28, 2024
O quanto essa mulher faz do banal, bonito e do bonito, banal é incrível. Ai, como gosto de ti Wislawa <3
Profile Image for Maria Morais.
68 reviews3 followers
June 3, 2021
Poemas impecáveis, tradução incrível, como sempre. O que pesou foi o excesso de material, com temas muito diversos, o que torna a leitura cansativa.
Profile Image for Luana Bruzzi.
14 reviews1 follower
October 28, 2024
Esse livro é Tempo de Amor, do Vinícius de Moraes com Baden Powell: nada mais bestial do que uma consciência limpa no terceiro planeta do Sol. Não é o meu preferido da Wislawa, mas ela me lembra que é impossível viver de verdade sem se emprestar pro mundo.

“Nada é dado
Nada é dado, tudo emprestado.
Estou atolada em dívidas até o pescoço.
Serei forçada a pagar por mim
gastando a mim mesma,
dando a vida pela vida”
Displaying 1 - 27 of 27 reviews

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