Um épico sobre liberdade e coragem, durante uma das maiores revoltas escravas da história Palmares.
Quando fidalgos expulsam os invasores holandeses do Nordeste, sua máquina de guerra volta-se para o interior, para a grande região de Palmares, lar de povoações fortificadas dos negros e de aldeias de nativos remanescentes. O objetivo dos recapturar milhares de escravos e dominar o território.
O competente sargento Ernesto, negro nascido livre, é o enviado para traçar a rota para o exército dos senhores, acompanhado de um indígena como guia.
Agora Ernesto terá que decidir de que lado lutar no embate a batalha pelo destino de Palmares e do Brasil.
Um épico com heróis e vilões dos dois lados, entre soldados e capitães do mato, negros que buscam vingança e poderosos fidalgos, no melhor estilo “não consigo parar de ler”.
______________________________________________✓ Reconstituição fidedigna com revisão por
“Um primoroso trabalho de pesquisa e de escrita.” - Náuplia Lopes (Historiadora)“O autor impressiona com o cuidado em pesquisar o quilombo e todo o momento histórico.” - Mayra Melo (Historiadora)Descubra este desenlace fascinante em Novo Mundo em Chamas!
Excelente livro! História cativante, com personagens marcantes, retratando com riqueza de detalhes um recorte do período colonial brasileiro, durante a existência do Quilombo de Palmares. A leitura associa o prazer da trama com todo o aprendizado histórico sobre o período - principalmente sobre as batalhas travadas entre escravos, índios e portugueses, no período e na região abordada. Recomendo fortemente!
[Resenha originalmente publicada na minha página do Instagram: @naneandherbooks. Me sigam lá para mais resenhas]
Brasil. Século XVII. Portugueses e holandeses tomando conta de tudo e achando que são donos de uma terra que já tinha dono antes de eles chegarem, além de também se acharem donos de quem tem cor e costumes diferentes dos deles. Civilizados e selvagens são adjetivos para qual dos povos, no fim das contas? Um pouco devagar no começo, Novo mundo em chamas narra os acontecimentos a partir da tomada do Forte de Salinas e a interação entre povos indígenas, negros (livres e escravos) e os brancos europeus que se acham deuses. Se você gosta de ficção histórica com batalhas épicas, este livro é para você! Algumas cenas são bem descritivas e, para quem gosta, são bem ilustrativas (e gráficas). Por outro lado, pode-se esperar também muita violência contra a mulher, descrições excessivas (e desnecessárias) do corpo feminino e cenas de sexo que não fazem diferença para a história. Agora, um ponto fortíssimo desta obra é o vilão. Jeremias pensa com os órgãos genitais PARA TUDO (o cara gosta de sangue, só digo isso) e a mera aparição dele na história me dava TANTA RAIVA que eu ficava torcendo para ele ter uma morte bem lenta e dolorosa. Se isso aconteceu ou não, vou deixar para vocês descobrirem! É um livro com algumas reviravoltas, alguns nomes familiares e muita ação, além de um clímax muito bem construído.
Uma das melhores partes para os amantes de História está nas notas do autor sobre o que é ficção e o que é realidade. AMEI conhecer mais sobre o nosso país, principalmente porque seriam fatos que eu provavelmente não ficaria sabendo de outra forma.
Viktor Waewell tem uma escrita excelente e cativante.
Leitura obrigatório para brasileiros que gostam de romances históricos. Me deu um calor no coração ver uma história tão bem contada de um gênero historicamente restrito a europeus e fantasias, barrada em solo tupiniquim. Cheia de reviravoltas e surpresas, Novo Mundo em Chamas é um livro viciante. Além disso, trás vários fatos históricos de uma região brasileira rica em histórias e culturas que todos precisamos conhecer. Por favor, leiam! :)
"Novo mundo em chamas" se conduz desde a primeira página com cuidado e honestidade notáveis. O autor faz excelente uso do contexto histórico, tratando com a devida reverência os fatos, localidades e eventos de época, mesmo quando estes se cedem à trama ficcional. O livro é salpicado por descrições precisas e bem situadas, que ajudam a pintar com vividez e sem caricatura o complexo tecido social da Pernambuco do Século XVII. Há ainda anotações históricas claras e informativas sobre os limites entre ficção e realidade e onde o livro se serve de um ou outro. Foi uma surpresa grata aprender mais sobre alguns personagens e fatos tão incríveis que eu, por desconhecimento, tinha julgado serem ficcionais! (Termine de ler a história antes de se jogar nas notas!) A trama principal da história se desenrola num contexto de uma violência muito peculiar. Não apenas pelos mortos em batalha, pelo sangue que corre das feridas de bala, de facão, de tacape e de flecha. Na época tanto o comércio e exploração de escravos quanto os conflitos com os indígenas ferviam no nordeste brasileiro. E o autor traz o leitor para pisar este chão. Para adentrar as casas dos senhores e também os aposentos de seus escravos. Para o coração das matas e também para os mocambos ali escondidos. Tudo isto torna "Novo mundo em chamas" uma leitura emocionante, envolvente. Destes livros que não dá vontade de largar e que, depois de terminar, deixa o desejo de que houvessem mais capítulos, escondidos depois da contra capa, de alguma maneira. Na data de publicação deste review, o autor Víktor Waewell ainda não confirmou, muito menos deu data para uma possível sequência. Mas fecho aqui na torcida para que o faça em breve.
Eu adoro ficção histórica , esse é um bom exemplar nacional que conta um período sobre a resistência negra Palmarina no Nordeste. Excelente pesquisa histórica e descrição da vida em uma capitania , da riqueza e crueldade dos senhores de engenho da miséria e sofrimento dos marginalizados,perseguidos e escravizados. Há três protagonistas Ernesto,Teresa e Jeremias pelo qual vemos diferentes ângulos da sobrevivência e a busca pela liberdade. Contém cenas fortes de violência e crueldade que me deixaram abaladas com a maldade humana.
Um bom livro de ficção para os curiosos da história brasileira.
"O mundo não era regido apenas pela divisão entre senhores e servos. Outra divisão era entre pessoas boas e más. O problema é que os maus sabiam o que queriam e não descansavam, o que os fazia fortes. Na outra mão, ter dúvidas é a própria essência do bem, mas isso torna fracas as pessoas boas."
“Novo Mundo em Chamas” é uma ficção histórica que mistura personagens fictícios com figuras históricas reais para contar a história de uma das maiores batalhas travadas em solo americano. Os personagens são cativantes desde o início e, mesmo eles aparecendo em grande número, todos são muito bem desenvolvidos no decorrer da trama. A narrativa alterna do ponto de vista de cada um deles de forma fluida, mas bem delimitada. Além disso, o enredo é todo muito bem construído. O autor consegue surpreender do início ao fim com a forma pela qual até os mínimos detalhes vão se encaixando e fazendo sentido conforme a história se desenvolve. Nesses pontos a escrita de Waewell me lembrou muito a de George R. R. Martin, outro autor que lida muito bem com tramas complexas e grande número de personagens. Do primeiro capítulo ao último a história é envolvente de modo a se fazer difícil largar o livro. Mesmo nas descrições de batalha – que geralmente não são lá minha parte favorita das leituras em geral – eu me senti presa ao que acontecia. Ao final percebi essas como algumas das minhas partes favoritas da narrativa. Terminei a leitura querendo aprender mais sobre Palmares e ler mais livros do autor.
Pontos positivos: É um livro tranquilo de ler, até mesmo em pé no transporte público. Linguagem de ensino médio. É uma leitura rápida, no sentido de ser paragrafos curtinhos e uma dinâmica de filme. O personagem principal (Ernesto) é bem elaborado. Outro personagem bem elaborado é o Senhor Cristovão.
Pontos negativos: Sexo gratuíto (As descrições de sexo quase nada agregam ao enredo). Estereótipos. Zilhões de estereótipos. E personagens secundários extremamente rasos. Um homem malvado que é malvado pelo prazer de ser malvado. Um estuprador maniaco. Um índio que parece saído de uma letra do Gabriel Pensador. Um padre mulherengo. A quantidade de estereótipos e personagens rasos faz o livro ficar previsível a partir de certo ponto.
Livraço! Livraço! Livraço!!!! Há muito eu não lia um livro que me prendece do início ao fim. A narrativa é de tirar o fôlego, e a história tem reviravoltas que deixam tudo com um suspense no ar. Por ser um livro de ficção histórica e contar a história de escravos, indígenas, pretos livres e senhores de escravos, a narrativa é bem pesada, desconfortável e em alguns momentos agoniante (isso inclusive devido à escrita fenomenal do autor que deixou tudo muito vívido). Experimentei diversas sensações durante a leitura: raiva, alegria, surpresa, alívio, incômodo, ansiedade, repulsa, etc. Isso só foi possível por ser uma história rica, e super imersiva. Sem sombra de dúvidas se tornou um dos meus livros favoritos da vida!
Uma obra extraordinária e envolvente, que te remete às aventuras históricas/estóricas que retratam, com uma riqueza de detalhes impressionante.
Quem já teve contato pode afirmar que é uma leitura prazerosa e alucinada, que te faz devorar em poucos dias, se lido sem pausa, por 3 ou 4 dias, as pouco mais de 400 páginas.
Com toda certeza escrita por alguém que desponta como autor que terá sempre suas obras em evidência, pela forma como aborda e cativa o leitor.
Entendo que uma das falhas do livro é que ele termina logo, apesar das pouco mais de 400 páginas rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
É a única palavra que me vem à mente para descrever esse romance histórico que se passa no Brasil colonial.
Víktor Waewell é quase um Bernard Cornwell brasileiro que consegue, através de pesquisa exaustiva e de uma narrativa extraordinária, trazer para junto de nós esse universo que em nada deixa a desejar se comparado às narrativas épicas medievais européias.
Esse é o tipo de narrativa que vai fomentar a cultura e identidade nacionais.
O autor tem agora a obrigação moral de transformar esse livro em um roteiro de cinema.
Romance histórico nacional muito bom, com boa pesquisa e adaptação literária. Alguns personagens (e fatos) convencem mais, outros podem soar meio forcados, mas a essência e pegada é muito boa. Nota-se influências de Cornwel e Iggulden, fazendo com que, em alguns atos, não se consiga parar de ler. No final, uma oportuna referência histórica completa a obra. Ansioso por novas obras do autor.
Que livro bom! Waewell é bastante talentoso. A pesquisa histórica é primorosa e também a estruturação da história. A engenharia da trama é muito bem amarrada, sem furos, sem excessos. Tudo tem um propósito. Todos os capítulos são extremamente bem finalizados. As batalhas são vívidas. Nada no livro me foi cansativo. Personagens muito bem construídos. Destaque para Teresa e Jeremias.
Romance daqueles difíceis de largar, escrito de uma forma que sempre te incentiva a "ler só mais um capítulo". A roupagem histórica é o grande diferencial para um texto clássico de jornada de herói com personagens intrigantes, complexos e interessantes. Imperdível.
Novo mundo em chamas tem dois grandes pontos fortes. Em primeiro lugar a reconstrução histórica primorosa que ajuda a situar o leitor em um período pouco conhecido da história brasileira. Em segundo lugar a história repleta de ação e com personagens carismáticos e muito bem escritos.
Este é o primeiro trabalho do escritor, que já demonstra um estilo próprio e inconfundível. Já estou no aguardo dos próximos.