como eu já li e resenhei a morte de ivan ilitch e felicidade conjugal, vou deixar apenas as notas aqui, e aí eu vou resenhar sonata a kreutzer e padre siérgui por essa edição. com isso a minha nota final vai ser a média das notas
felicidade conjugal: 3/5
a morte de ivan ilitch: 5/5
sonata a kreutzer: 2,5/5
padre siérgui: 3,5/5
nota final; 3,5/5 (vou arredondar pra 4 apenas por causa de ivan ilitch)
resenha pra sonata a kreutzer:
que novela complicada de resenhar viu. o enredo não é dos melhores mas foi interessante e bem executado o suficeinte pra que eu continuasse entretida. acho q o meu maior problema foram as ideias expostas e o ponto de vista pelo qual elas foram expostas. a novela discute os temas super polêmicos na época sobre o casamento, relações sexuais e as noções que o amor (ou tipos de amor) poderiam ter nesse meio. mas essas discussões são feitas por um homem da aristocracia russa, rico, e completamente paranoico no seu ódio (q ele insiste de chamar de amor muitas vezes) por sua esposa. não gostei dos argumentos utilizados pq muito doq ele fala são generalizações baseadas numa própria projeção do personagem com base em suas experiências próprias, como se, já que ele agiu de maneira devassa em sua juventude, todos os homens também são iguais a ele.
um dos pontos q mais me incomodou também foi o fato do personagem principal (esqueci o nome mas é o cara q matou a esposa) insistir que as mulheres são vingativas e manipuladoras por causa da opressão que sofrem na sociedade russa do século xix e, por isso, utilizam-se do corpo e da sua sensualidade para atrair os homens para a armadilha chamada casamento. isso isenta completamente o homem, a classe opressora, de suas escolhas e da responsabilidades de suas escolhas.
além disso, o completo desprezo pela clásse médica é algo q eu não esperava encontrar aqui. comparado com as outras novelas q eu li do tolsto, essa daqui sim me pareceu q o próprio autor está tentando convencer a audiência q suas indagações e argumentações são validas, sem necessariamente estarem baseadas na realidade. senti muita falta de uma figura feminina fazendo o contraponto, como a mulher q tínhamos no início da narrativa, mas q acabou desaparecendo. e apesar de eu saber q o valor da novela está muito mais pelas indagações e perguntas q nos fazemos durante a leitura, senti falta de conclusões aqui.
mas, também levo em conta o fato de eu ser uma leitora do século xxi, e por mais q eu pense no contexto histórico, é impossível eu me inserir no tempo q a novela foi feita pra eu analisar o discurso. enfim!
o padre siérgui: depois de ivan ilitch essa daqui foi a mais interessante, eu gostaria de ter visto um romance com essa temática, a perspectiva de um padre, um santo até, que não tem fé e que continua em uma eterna contradição entre crer e não crer. n sei se gostei muito de como a história termina mas ao todo foi muito interessante. eu queria q a versão final tivesse o assassinato e q nós leitores pudéssemos ter visto a espiral de desespero em q ele cairia (talvez?)
enfim. to me familiarizando com a prosa do tolstoi, n sei se to pronta pra um romance dele ainda.