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A Liberdade do Espírito

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Este texto poderia ter sido escrito este ano em Portugal mas na verdade foi escrito logo após a Segunda Guerra Mundial. Nele Valéry descreve no seu tom claro e poético a situação do Artista ao ser continuamente desprezado por uma cultura por ele criado e pelo facto do seu trabalho de linguagem e pensamento ser constantemente desvalorizado nos dias que correm em favor de uma lógica comercial tortuosa que desvirtua o objecto de arte em comparação com produtos (também) comerciais.
Razão mais do que suficiente e urgente para que todos os artistas e leitores (haverá arte maior que esta?) apreciem este texto precioso.

56 pages, Paperback

First published July 1, 1999

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About the author

Paul Valéry

636 books489 followers
Ambroise-Paul-Toussaint-Jules Valéry (October 30, 1871 - July 20, 1945 ) was a French poet, essayist, and philosopher.

His interests were sufficiently broad that he can be classified as a polymath. In addition to his fiction (poetry, drama and dialogues), he also wrote many essays and aphorisms on art, history, letters, music, and current events.

Valéry is best known as a poet, and is sometimes considered to be the last of the French Symbolists. But he published fewer than a hundred poems, and none that drew much attention. On the night of 4 October 1892, during a heavy storm, Paul Valéry entered an existential crisis, which made a big impact on his writing career. Around 1898, his writing activity even came to a near-standstill, due partly to the death of his mentor Stéphane Mallarmé and for nearly twenty years from that time on, Valery did not publish a single word until 1917, when he finally broke this 'Great Silence' with the publication of La Jeune Parque at forty-six years of age. This obscure but superbly musical masterpiece, of 512 alexandrine lines in rhyming pairs, had taken him four years to complete, and immediately secured his fame. It is esteemed by many in France as the greatest French poem of the 20th century.

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Displaying 1 - 2 of 2 reviews
Author 1 book26 followers
June 22, 2022
4,2
Este breve ensayo ha sido una alegre sorpresa, porque aunque está asentado sobre unas bases idealistas o neoclásicas, construyen una crítica muy interesante sobre la modernidad que hizo la posmodernidad. Adelanta cuestiones claras de la globalización y la sociedad líquida y la cultura comercializada en masa. Muy interesante, la verdad.
12 reviews
January 17, 2021

Valéry, célebre simbolista francês, declarava, em 1939:

«É um sinal dos tempos, e não é um bom sinal, que hoje seja necessário - e não somente necessário, mas que seja mesmo urgente - fazer com que os espíritos se interessem pelo destino do Espírito, ou seja, pelo seu próprio destino.»
Abrindo assim a conferência, dava conta da urgência que tinha a Literatura em restabelecer-se como lugar seleto.

Num misto de analogias, proporções e equiparações, o conferencista divulga o seu raciocínio-manifesto com simplicidade e sageza. Assim, considerando duas economias: uma «espiritual» e outra «material», pretende, no que lhe diz respeito, cotar as «doutrinas» e «ideias». É com base nestas «mercadorias» que estrutura então o «mercado do espírito», que é dizer, grosso modo, o espírito da época. Ora, mantendo o raciocínio, equiparará artistas e mercadores, defendendo que onde o comércio se viu próspero outrora, também a Arte.

Não obstante, o objetivo da conferência vai além da constatação e da correlação, procurando provar o esquecimento em que cai quem realmente Escreve, enumerando os motivos a isso conducentes. Como tal, questiona em grande medida o conceito de «Liberdade» e pesa o impacto das suas “barreiras” em quem escreve, aliás, pesa o impacto das suas barreiras em quem lê (ou em quem consome livros: «O nosso homem está perdido para o livro…») e as repercussões sentidas naqueles.

A propósito de Liberdade, dizia Valéry:

«Tenho-vos falado de liberdade… Existe a liberdade vulgar e a liberdade do espírito.»

«Uma palavra que ergueu os homens e faz tremer as pedras da calçada. Uma palavra que uniu os que pareciam mais fracos, fazendo-os sentir-se mais fortes, contra os que pareciam mais fortes e que não se sentiam os mais fracos.»

Talvez tenha razão…

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