Uma obra essencial para compreender um dos períodos mais conturbados, e interessantes, da história contemporânea de Portugal. Com prefácio de Jaime Nogueira Pinto Entre o 25 de Abril de 1974 e o final de 1975, foram vários os actores políticos que se mobilizaram para influenciar o processo de descolonização em África e travar o avanço do comunismo em Portugal. A presente obra de história política reconstrói o percurso destes actores, civis e militares, alinhados à direita da Revolução de Abril. Através de fontes escritas e orais, muitas delas até agora inéditas, Riccardo Marchi põe-se em campo para reconstruir e sistematizar uma história da qual pouco se sabe, das suas organizações, dos seus protagonistas, das suas redes, das estratégias desenhadas e das repressões sofridas, tanto à luz do dia como na luta armada clandestina. À direita da revolução pretende contribuir para o desvelar de uma área política muito debatida mas pouco estudada e, assim, ajudar a compreender um dos períodos mais conturbados, e interessantes, da história contemporânea de Portugal. Um trabalho de enorme fôlego investigativo e narrativo que lança luz sobre uma série de eventos deixados na penumbra pelo curso da História.
RICCARDO MARCHI nasceu em Pádua, em 1974. É licenciado em Ciências Políticas, pela Università degli Studi di Padova (2000) e doutorado em em História Moderna e Contemporânea, pelo ISCTE-IUL (2008). Actualmente, é investigador de pós-doutoramento no Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa (CEI-IUL) com um projecto sobre contra-subversão em Portugal durante a Guerra Fria em perspectiva comparada. As suas áreas de investigação são o radicalismo de direita (pensamento político, partidos e movimentos) e as relações entre Estados e organizações radicais na Europa contemporânea. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian (2015) para a publicação de um livro sobre direita radical portuguesa na transição à democracia. Começou a sua carreira académica no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) sobre os temas das direitas radicais no fim do Estado Novo e na democracia portuguesa em perspectiva comparada (2008-2014). Nesse âmbito foi investigador visitante na Universidade Pablo de Olavide de Sevilha (Espanha, 2007) e na Universidade da California, Berkeley (Estados Unidos, 2008). Lecionou a cadeira de Metodologia da Investigação nos cursos de licenciatura e mestrado da Universidade Europeia (Portugal, 2010-2014). Participou no projecto internacional Internationalisation des droites radicales Europe/Amériques (IDREA), coordenado por Professor Olivier Dard, Universidade de Metz (França, 2012-2015) e desde 2014 integra a rede internacional de investigação “Direitas, História e Memória”.
studo detalhado que se organiza a partir das circunstâncias, das ideias, dos momentos e dos partidos pelo quais passou a vida da extrema-direita portuguesa durante o PREC.
ISBN: 978-989-665-511-2
ASSUNTOS: PREC, 1974-1975 (Portugal); 25 de Abril, 1974 (Portugal); Contra-revoluções -- Portugal -- 1974; Portugal -- Política e governo -- 1974-1975
(PT) A "Reação", ou se quiserem, a direita portuguesa no pós-25 de abril e como é que se tentaram adaptar ao 25 de abril, e depois, a episódios como o 28 de setembro, a "Maioria Silenciosa", e a intentona de 11 e março e as suas reações: o ELP, Exercito de Libertação Português, e o MDLP, o Movimento Democrático de Libertação de Portugal.