Finalista do Prêmio Jabuti 2021, categoria Economia Criativa. O mundo está mudando depressa. Os alicerces de um futuro mais saudável, limpo e próspero estão sendo construídos. E, neste novo contexto, o Brasil, por suas potencialidades naturais, pode assumir uma posição de enorme destaque. É esta a oportunidade histórica que não podemos perder. Consagrado autor de Mauá e História da Riqueza no Brasil, Jorge Caldeira se uniu a Julia Sekula e Luana Schabib para apresentar análises econômicas amparadas em gráficos, infográficos e mapas até então pouco conhecidos, revelando o que o mundo já fez, tem feito e está projetando para este novo futuro. Tudo para mostrar um novo potencial, aquele em que a natureza preservada está no centro da criação de valor econômico. Um mundo no qual o Brasil é o Paraíso Restaurável por excelência.
Jorge Caldeira é mestre em sociologia e doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP). Autor, entre outros, dos livros Mauá, empresário do Império (1995), Viagem pela história do Brasil (1997), A nação mercantilista (1999), O banqueiro do sertão (2006) e História do Brasil com empreendedores (2009). Dirigiu a coleção Formadores do Brasil, para a qual organizou os volumes Diogo Antônio Feijó e José Bonifácio de Andrada e Silva. Dirigiu a equipe de pesquisa que reuniu a obra de José Bonifácio no site www.obrabonifacio.com.br.
Ideia do livro excelente, mas execução muito ruim. A parte mais difícil da busca de paraíso e um dos maiores exemplos que a natureza pode nos dar é o de equilíbrio. Visão equilibrada das coisas e não polarizadas. O livro polarizou e escolheu os argumentos para que os leitores enxergassem só uma narrativa. Não mencionaram por exemplo que em todos os exemplos citados de expansão acelerada dos recursos renováveis, as tarifas subiram significativamente acima da inflação impactando a renda das famílias. Olharam muito para o E e muito pouco para o S de social da sigla. E para justificar a narrativa foram apontando exemplos pouco representativos para estatística só pq estavam alinhados com a narrativa escolhida. Não existe duvida sobre a importância do tema e do combate ao aquecimento global. Mas se o discurso permanecer escolhendo vencedores (incluindo fontes) e construção de narrativas dissociadas dos impactos sociais só vai contribuir para a visão polarizada de mundo, menos colaborativa e não calcada no equilíbrio. Equilíbrio, regeneração e harmonia são virtudes da natureza que muitas vezes o homem insistiu em desvirtuar ou corromper, mas o caminho do paraíso não pode polarizar narrativas e precisa abraçar o debate com o equilíbrio que a natureza exige, sob o risco de perpetuação de discurso extremamente bonito, porém desconectado da realidade. Cada vez mais narrativas de “heranças” para netos e bisnetos são construídas com o nobre objetivo de dar esperança para o futuro, mas se essas narrativas forem desprovidas de fatos, sem equilíbrio e harmonia na análise e sem respeito a realidades locais reforçarão o caráter utópico da busca do paraíso, quando seria muito melhor desenvolver a visão de que se é difícil prever o futuro tratemos de construí-lo mostrando de maneira equilibrada como as letras E, S, G podem ser embaralhadas sem perder a coesão conjunta dependendo da realidade de cada país.
Admiro muito o Autor mas este livro é decepcionante do começo ao fim: inicia-se com uma indução ao erro (quando mostra um mapa de produtividade primária bruta do período do verão no hemisfério sul, sem revelar que o mesmo se inverte durante o inverno e, logo, sem apresentar uma média crível), faz uma mistureba de eletricidade e energia sem aprofundar em nada, e concatena história e personagens indígenas, afrodescendentes e exploradores. Uma verdadeira bagunça rasa.
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Conceito do livro é bom, e principais linhas de pensamento dos autores são positivas e importantes no momento atual. No entanto, a estrutura do livro em mini capitulos com temas muito diversos não permite que se aprofunde em nenhum assunto, nem com argumentos pró nem com visões contrárias e o livro acaba por ser um resumo superficial de toda a temática energética-ambiental do brasil e mundo.
Ideia do livro é ótima e ambiciosa, mas fiquei um pouco frustrado com a execução. Não gostei da estrutura com muitos mini capítulos e o livro me pareceu uma colcha de retalhos bastante dispersa e aleatória em alguns casos.