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Operações SAAL #2

Cidade Participada: Arquitectura e Democracia - S. Victor

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O PROCESSO SAAL — O GRANDE PROJECTO DE HABITAÇÃO DEMOCRÁTICA EM PORTUGAL

Experiência urbanística e social única, as Operações SAAL tiveram início no pós‑25 de Abril. Tratou‑se de um processo de características ímpares, que resultou de uma longa luta e reflexão colectiva das populações, juntamente com equipas multidisciplinares que contaram com arquitectos como Álvaro Siza, Bartolomeu Costa Cabral, Gonçalo Byrne, Manuel Correia Fernandes, Manuel Vicente ou Raúl Hestnes Ferreira.

Cidade Participada: Arquitectura e Democracia regista e documenta os processos das operações SAAL, traça o perfil das populações envolvidas e reflecte sobre a diversidade e as consequências desta imensa iniciativa arquitectónica e democrática.

A Operação SAAL de S. Victor, coordenada por Álvaro Siza, e com a participação de nomes como Eduardo Souto de Moura, à altura um jovem arquitecto, foi uma experiência que, embora de breve duração, constituiu um momento onde a esperança num desfecho feliz, aparentemente possível, desencadeou uma actividade intelectual intensa por parte de toda a equipa que, conjuntamente com a população, experienciou «um sonho» interrompido precocemente.

Coordenação de Ana Alves Costa, Ana Catarina Costa e Sergio Fernandez.
Textos de Álvaro Siza, Alexandre Alves Costa, José António Bandeirinha, Ana Catarina Costa, Eduardo Souto de Moura, Domingos Tavares, Adalberto Dias, Graça Nieto Guimarães.

Edição Bilingue.

184 pages, Paperback

Published April 1, 2019

13 people want to read

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Profile Image for Mimi.
53 reviews2 followers
September 1, 2025
4,5 ⭐️
Adorei este livro. Embora seja muito técnico e um bocadinho difícil de ler (ao início) foi uma leitura super interessante dos meus dois temas favoritos de sempre.
Ainda bem que esta coleção existe! Vou ler os outros todos de certeza!
Profile Image for afonso abreu.
49 reviews4 followers
May 20, 2024
“Linha de Acção dos Técnicos como Técnicos”, Álvaro Siza:

Parece oportuno informar da acção da Brigada, enquanto equipa técnica, dentro do contexto político actual.

A Brigada não adopta uma posição elementar - aprender com o povo — ou ensinar o povo.

Entra com a sua formação real, aceitando e criticando as circunstâncias dessa formação, e com a sua total adesão a um objectivo: o controle das populações sobre as zonas degradadas em que habitam e sobre as directrizes da sua apropriação e recuperação, controle esse que necessariamente tem de ser, à partida, alargado à própria cidade e não só.

(O ultrapassar dos objectivos que directamente deram origem ao Processo SAAL, por parte das Associações, está intimamente ligado à dinâmica do processo revolucionário português, de que é o motor e reflexo.)

A Brigada considera que a sua formação e as suas ideias, nos limites aparentes para reconstrução do «Habitat», em dialéctica com as actuais das populações para quem trabalha, estarão na base de um mundo físico criado para e por uma sociedade que se deseja, sem classes.

A Brigada recusa os caminhos do mimetismo ou da ambiguidade, como estreitos ou demagógicos.

A Brigada não considera nem admite que a urgência dos problemas seja um limite à qualidade e à poesia.

(Poesia entendida como total adesão e expressão do processo político em curso, em toda a sua riqueza e complexidade - riqueza e complexidade cujas raízes se encontram e só num movimento popular colectivo e irreversível.)

A Brigada procura não confundir objectivos com métodos. Estabelece em conjunto com a Associação de Moradores prioridades para cada momento, a corrigir quando necessário, adoptando uma permanente posição de crítica.

Dentro desta óptica, todas as posições têm de ser
assumidas como partes de um processo dinâmico, sendo indispensável a adopção de uma metodologia a isso apropriada.

Ultrapassados os processos burocráticos e tecnocráticos, o conceito do projecto é outro. Este conceito não deve ter nada a ver, entretanto, com o improviso ou com a bengala.

O rigor não é um limite à dinâmica do processo.

O rigor tem de estar intimamente ligado à real possibilidade de avanço, ao amadurecimento, à capacidade de resposta ao processo, e sempre presente.

O rigor tem de ser directamente proporcional a essa capacidade de resposta.

O rigor não é um limite à imaginação.

O rigor não é um limite à colectiva criatividade.

O rigor é a capacidade de resposta a um processo dinâmico.


«A QUALIDADE É O RESPEITO PELO POVO.» - CHE
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