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Numa e a ninfa

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Numa Pompílio é um político velhaco, arranjador de empregos, que se casou com Edgarda só para viver profissionalmente de genro. Esta obra de Lima Barreto, Nunfa e a NINFA é o retrato da desordem de nossos costumes. Texto condensado enriquecido com notas explicativas e um roteiro de leitura para mehor compreensão do texto.

258 pages, Kindle Edition

First published January 1, 1915

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About the author

Lima Barreto

313 books162 followers
Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu em 1881 na cidade do Rio de Janeiro. Enfrentou o preconceito por ser mestiço durante a vida. Ficou órfão aos sete anos de idade de mãe e, algum tempo depois, seu pai foi trabalhar como almoxarife em um asilo de loucos chamado Colônia de Alienados da Ilha do Governador.

Concluiu o curso secundário na Escola Politécnica, contudo, teve que abandonar a faculdade de Engenharia, pois seu pai havia sido internado, vítima de loucura, e o autor foi obrigado a arcar com as despesas de casa.

Como leu bastante após a conclusão do segundo grau, sua produção textual era de excelente qualidade, foi então que iniciou sua atividade como jornalista, sendo colaborador da imprensa. Contribuiu para as principais revistas de sua época: Brás Cubas, Fon-Fon, Careta, etc. No entanto, o que o sustentava era o emprego como escrevente na Secretaria de Guerra, onde aposentaria em 1918.

Não foi reconhecido na literatura de sua época, apenas após sua morte. Viveu uma vida boêmia, solitária e entregue à bebida. Quando tornou-se alcoólatra, foi internado duas vezes na Colônia de Alienados na Praia Vermelha, em razão das alucinações que sofria durante seus estados de embriaguez.

Lima Barreto fez de suas experiências pessoais canais de temáticas para seus livros. Em seus livros denunciou a desigualdade social, como em Clara dos Anjos; o racismo sofrido pelos negros e mestiços e também as decisões políticas quanto à Primeira República. Além disso, revelou seus sentimentos quanto ao que sofreu durante suas internações no Hospício Nacional em seu livro O cemitério dos vivos.

Sua principal obra foi Triste fim de Policarpo Quaresma, no qual relata a vida de um funcionário público, nacionalista fanático, representado pela figura de Policarpo Quaresma. Dentre os desejos absurdos desta personagem está o de resolver os problemas do país e o de oficializar o tupi como língua brasileira.

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Profile Image for Evandro.
88 reviews22 followers
September 17, 2014
Quatro estrelas pela acuidade do retrato da corrupção da cultura brasileira, embora a prosa do escritor não seja lá essas coisas. O Brasil é cronicamente inviável, um antro de egoístas amorais, cada "categoria" buscando mamar no Estado o mais intensamente possível. Lima Barreto mostra aqui muito bem como o brasileiro não quer fazer nada em sua vida que não seja para tirar proveitos de prestígio e dinheiro. Nada de conhecimento. Nada de vocação. Nada de valores morais verdadeiros. Apenas indignação e afetação teatral de direitos supostos, sem deveres que lhes correspondam. A sessão do parlamento transformada em Torre de Babel, nas últimas páginas do livro, é um dos grandes momentos da literatura brasileira.
Profile Image for Dragonave.
6 reviews
January 23, 2023
Lima Barreto possui bons livros. Este, infelizmente, não é um deles. O problema de "Numa e a Ninfa", na minha opinião, é a falta de foco da estória. O livro começa com a surpreendente revelação de Numa para a oratória e termina com uma possível queda da sua fama e posição. Entre estes dois extremos, início e fim, há uma série de acontecimentos picados, muitas vezes irrelevantes, ligados de maneira confusa, com vários personagens superficiais e chatos.

É sintomático que Numa, supostamente um dos protagonistas da estória, mal é citado entre o início e fim, limitando-se apenas em aparecer aqui e ali em algumas conversas de outros personagens. Lucrécio e o russo tem mais espaço que Numa! De modo que o final, supostamente impactante, se esvazia de qualquer emoção.

Várias vezes Lima Barreto desvia o fluxo para descrever ou introduzir um personagem tolo ou irrelevante, por exemplo Dona Florinda, que surge inesperadamente faltando 50 páginas para o fim e, 10 páginas depois, some tão abruptamente como fora introduzida. Ou então o autor suspende a narrativa para aventar opiniões totalmente desconexas com o enredo, como por exemplo a longa litania sobre o tráfico negreiro nos séculos anteriores. Triste fato, sem dúvida, mas que nada acrescenta. A verdade é que o início da maioria dos capítulos parece completamente desconecto da estória até então narrada. Essa falta de coesão é provavelmente resultado da publicação da obra em partes em jornais (Lima Barreto chega a repetir fatos já expostos em algumas partes do livro, como se esquecesse que os tivera já mencionados).

A exposição da podridão da política é o ponto forte da narrativa, mas que perde o brilho com enredo fraco. A crítica à política é muito mais bem-sucedida em "Os Bruzundangas". Acredito que o livro funcionaria bem melhor se o enredo se ativesse a Numa, começando com a sua ascensão, seguindo-o até a sua derrocada, e durante o trajeto expusesse a política e o restante dos personagens através da sua interação com eles, como aliás fora brilhantemente feito por Balzac em "Ilusões Perdidas".
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