É um livro para as gerações que, nos últimos vinte anos, viveram quase sempre em crise. As mesmas que têm dificuldade em se emancipar e questionam se a culpa desse estagnação não é, afinal, da globalização.
Numa altura em que os populistas exploram a falta de esperança e se vive uma crise internacional sem precedentes, Adolfo Mesquita Nunes faz uma defesa apaixonada do Mundo global e diz-nos como podemos melhorar e aperfeiçoar a globalização.
Apontando os erros e as consequências de os países se fecharem sobre si próprios, o autor mostra como a abertura do Mundo é o maior instrumento de progresso de toda a História e enumera sete grandes desafios da actualidade – desigualdade, emprego, salários, habitação, dependência externa, monopólios digitais e fiscalidade internacional –, traçando linhas de acção para os resolvermos quanto antes.
Um livro de perguntas e respostas para quem têm dúvidas sobre o caminho que o Mundo está a tomar e desconfia de soluções fáceis para problemas complexos.
Adolfo Mesquita Nunes (1977) é advogado, com mais de 23 anos de experiência, e sócio da área de Direito Público e Regulação na Pérez-Llorca, em Lisboa. Pioneiro em Portugal na análise dos desafios, riscos e dilemas legais que a Inteligência Artificial levanta, tem-se destacado no trabalho com dezenas de empresas, ajudando-as tanto a criar políticas de IA orientadas pelo conceito Legal by Design como a responder aos complexos desafios jurídicos que estas tecnologias colocam.
Professor convidado na Nova SBE e na Nova School of Law, é autor de dezenas de artigos académicos sobre contratação pública e, mais recentemente, sobre os problemas jurídicos criados pela IA. Foi deputado à Assembleia da República (2011-2013) e Secretário de Estado do Turismo (2013-2015). Em 2020, publicou A Grande Escolha - Mundo Global ou Países Fechados? (Dom Quixote), uma defesa da globalização como o maior instrumento de progresso da humanidade, obra que conheceu três edições.
Adolfo Mesquita Nunes (born 1977) is a lawyer with over 23 years of experience and a partner in the Public Law and Regulation practice at Pérez-Llorca, in Lisbon. A pioneer in Portugal in analysing the legal challenges, risks, and dilemmas posed by Artificial Intelligence, he has been working with dozens of companies, helping them both to design AI policies guided by the concept of Legal by Design and to address the complex legal issues these technologies raise.
He is a visiting professor at Nova SBE and Nova School of Law, and the author of numerous academic articles on public procurement and, more recently, on the legal problems created by AI. He served as a Member of Parliament (2011–2013) and as Secretary of State for Tourism (2013–2015).
In 2020, he published A Grande Escolha – Mundo Global ou Países Fechados? (Dom Quixote), a defence of globalisation as one of humanity’s greatest drivers of progress, which went through three editions.
Entristece-me que o Adolfo não tenha conseguido a liderança do CDS. Entristece-me porque vejo nele uma boa alternativa a uma aliança que tanto a direita precisa, que possa aliar a social-democracia a lá PSD às politicas liberais modernas do IL e do CDS de Mesquita Nunes, deixando o ultraliberalismo e o caracter reacionário do Chega de fora da equação.
De qualquer das formas, este é um livro bom. Informativo e de grandes questões, está um trabalho bem feito. E eu, quanto mais leio liberais, mais concluo que eles têm razão.
Deixa-me, no entanto, um quanto de pé atrás a ideia de que temos de dar liberdade econômica e seguir o que o consumidor quer. Ora, muitas vezes, o consumidor quer coisas que são autodestrutivas ou, de um ponto moral e ético, podem mesmo ser erradas. O humano tem uma propensão para o consumo do outro para a autofagia e para a violência que me assusta.
Mas aí está. E o que é o certo e o errado? Será que devemos salvar o humano de si mesmo ou dar-lhe liberdade para, se quiser, escolher o que o salva e o condena? Discutimos isso há anos, e talvez a visão liberal seja isso mesmo: a constatação de que, mesmo que queiramos proteger o ser humano da sua destruição iminente e do seu desejo avulso, o ser humano irá sempre reinar sobre si mesmo e os outros escolhendo o que quer fazer, quando, como, e de forma que lhe seja, individualmente, mais prazerosa. E, sinceramente, quanto mais isso me parece verdade!
Dito isto, continuo a ser social-democrata? Continuo. Dito isto, continuo a ser atraído pela doutrina liberal, que me fascina e assusta ao mesmo tempo? Sim, se continuo.
Este livro é uma reflexão bastante ampla sobre a globalização e o impacto que ela teve na economia global/mundial. Com uma compilação de dados relativamente extensa e com exemplos (sendo que em ambos os casos alguns deles são Cherry Picked), o Adolfo Mesquita Nunes produz algumas ideias importantes sobre as quais devemos refletir, mesmo que não alinhemos com tudo o que é dito (que é o meu caso). Bem escrito, fácil e ler e interpretar. Para um primeiro livro, ainda mais no campo da política, é claramente um excelente inicio.
A posição que defende AMN é importante e poucos políticos parecem ter uma posição clara e firme sobre ela. É refrescante ler um político português a expôr de forma detalhada e fundamentada as suas ideias, apesar de a estrutura do livro não ser sempre muito clara.
Um ensaio atual, completo, lúcido e fundamentado sobre as vantagens da globalização e do mercado livre. Dou nota 5 estrelas sendo que a única crítica que poderia levar a 4 estrelas é a estrutura do livro não ser muito clara, principalmente nos capítulos finais e conclusão.
Outras pequenas notas:
Páginas 122 a 125 - argumentação sobre os benefícios do mercado aberto e global em tempos de pandemia. A lucidez com que AMN escreve sobre as más consequências das restrições ao livre comércio de máscaras e ventiladores entre os países, sendo que escreveu este livro pouco tempo depois de começar a pandemia, é de salutar.
Capítulo 4 a partir da página 126 - começa bem com uma discussão mais alargada sobre a questão da desigualdade do que aquelas discussões centradas nos chavões e simplificações que se ouvem na opinião pública de que os liberais e o seu saudosismo ao crescimento económico só geram desigualdades e dificuldades aos pobres. É uma contra argumentação bem fundamentada e que faz várias vezes o cuidado de esclarecer que a desigualdade tem que ser combatida mas que não é o único indicador a considerar e que não é seguramente causada pela globalização.
Página 140 - excelente argumento. Libéria, Quirguistão e Moldávia são mais iguais que Portugal. Mas quem quer ir para lá viver que levante a mão.
Páginas 156-157 volta a reforçar que a desigualdade não é um resultado absolutamente decorrente da economia de mercado, evidenciando que nas últimas décadas a desigualdade na Europa está estabilizada embora nos USA esteja em crescendo.
Levanto uma crítica/questão na página 176. Não fica claro que mesmo que as nossas empresas sejam pequenas, micro e médias, isso signifique que não sejam detidas por ricos. Desconfio aliás dos critérios que determinam a grandeza de uma empresa. Quais são? O número de trabalhadores? O lucro? A faturação? E como é que algum desses 3, mesmo que decrete que 99 por cento das empresas portuguesas são pequenas, garante então que as empresas não são de ricos e que por isso um imposto maior sobre empresas não cai sobre os ricos?
No capítulo 5 páginas 214 a 218 percebo o ponto que quer explicar sobre a relação entre o tamanho das empresas e um maior investimento em I&D associado também a maiores salários. Contudo, penso que o argumento ficou curto para entrar na discussão sobre porque é que há empresas a operar em Portugal com mais de 600 trabalhadores e onde muitos deles levam para casa salários baixos (abaixo de 1200 líquidos mês).
Capítulo 7 sobre habitação. Página 277. Gostaria de ter visto, a propósito da fixação de rendas, uma opinião sobre os efeitos positivos e negativos de programas de apoio social a parte da renda como o porta 65 em Portugal. Pode essa medida também ter efeitos perversos sobre a procura e oferta?
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Uma apologia ao mercado livre e a globalização, num discurso coloquial e direto, fundamentado com exemplos simples e dados de fontes reputadas.
Descreve e formaliza conceitos básicos da economia (como concorrência) e adapta-os à atualidade.
O grande foco do livro é a globalização e como tem vindo a impulsionar o crescimento económico e a qualidade de vida global.
Além disso aborda a economia digital (e como se diferencia dos padrões do mercado tradicional), as dificuldades da economia portuguesa e os efeitos colaterais negativos de medidas que parecem superficialmente positivas, entre muitos outros tópicos.
Proporciona também uma visão internacional e nacional de temas variados (como trabalho, mecanismos de regulação/legislação e de desenvolvimento económico) e propostas de resolução dos mesmos.
A grande escolha é um manifesto liberal à globalização, contextualizando a fragilidade do nosso sistema político e social em Portugal. Argumenta as razões pelas quais a globalização é inegociavel para o crescimento social, mas também porque a liberalização da economia se torna inevitável para que Portugal possa sair da crise social constante. Considero este livro um manifesto político, mas de particular qualidade nos argumentos usados, muito suportados factualmente por documentação que se anexou e que se torna interessante de digerir a cada capítulo. É um ótimo livro para as camadas mais jovens entenderem alguns desafios que atravessamos, enquanto país, e para que possam reivindicar um Portugal mais justo, eliminando crenças populistas muito instigadas por uma classe política que vive do sistema, e cultiva a dependência social do estado. Apesar da qualidade dos dados apresentados, por vezes não se torna claro se algumas das análises têm em conta a inflação, facto pelo qual não atribuo 5 estrelas. Também não concordo integralmente com a posição do autor sobre os gigantes digitais e a utilização dos dados dos consumidores nas suas plataformas. Apesar de compreender o seu ponto de vista, o estado e a UE têm também a responsabilidade de regular em função da literacia digital das suas populações, e que muitas vezes não conseguem compreender as implicações envolvidas na utilização dos seus dados. Torna-se por isso útil que por vezes as autoridades coloquem limites mais apertados em função dessa literacia. O RGPD, apesar de complexo e ter originado um impacto financeiro em todas as organizações, foi sem dúvida um passo muito importante a definir esses limites, principalmente a gigantes, por forma a haver maior consciência de que nem tudo vale.
The “Grande Escolha” is a great book written by a Portuguese politician about the challenges of the globalisation. In times where protectionism, populism, restriction to individual liberties arise, it is important to discuss the impact of the increasing openness and globalisation in the past years while we discuss the challenges for the next couple of years namely on the digital economy, the price wars, and different countries taxation. In every chapter, the author sets an appropriate context based on different authors with different ideologies. This way, the discussion goes much beyond the author’s ideology since he founds gaps in some perspectives and criticises it to have a clear image of what the future has reserved to us. Although I am not a big fan of Portuguese written books, I recommend this one since it develops a clear picture of the world and makes us think critically about what should be done.
Uma análise sóbria ao estado atual do país e da sociedade tocando em alguns pontos que estão na ordem do dia como o problema habitacional, a fraca competitividade fiscal de Portugal, o posicionamento da Europa, entre outros aspectos e problemas. Adolfo Mesquita é um liberal pro europeu e como secretário de estado no governo de Passos Coelho refez a lei das rendas que bem contribuiu para a requalificação do imobiliário nos centros urbanos. Recomendo o livro e é com pena que a liderança do CDS esteja nas mãos de um jovem muito fraco como o Xicão.
Leitura interessante e fácil sobre muitos dos tópicos que nos assombram hoje em dia. Apesar de estar sustentado em duas falácias (eficiência é transferida para estado e colaboradores + crescimento constante), todas as opiniões estão bem fundamente com uma extensa lista de livros e artigos adicionais que são um repositório em si. Recomendado para quem quiser uma perspectiva aberta sobre o mundo atual.
A must read book about globalization and the benefits that all of us got from it. It deconstructs the missconceptions of things like "we have worse conditions than our grandparents", which is totally incorrect. Also explains how economic liberalism works and the positive consequences of opening the economy, followed by the required legislation and the role os the State in these affairs.
Uma leitura interessante a favor da globalização, com algumas reflexões e análises da História. Análise sempre com base em estudos devidamente citados. Ainda que eu não concorde com todos os pontos de vista do autor, gostei de conhecer alguns factos da globalização. Uma leitura bastante recomendada a qualquer português.
The book defends that a globalised world improved a lot the quality of life of everyone. From poor to rich countries, everyone benefited from it. Additionally it explains why countries should be competitive in tax. A very interesting book if you would like to understand better what liberalism defends.
O livro está muito bem escrito numa linguagem acessível. As opiniões e as sugestões estão fundamentadas. Vale muito por destoar do discurso instalado em Portugal e pela abordagem pragmática. Recomenda-se!
Um livro excelente, com uma escrita simples e organizada. As ideias apresentadas são claras e demonstram como a globalização e o liberalismo beneficiaram a sociedade e como são a chave para os desafios atuais. Recomendo vivamente!
Um livro muito interessante, que todos os portugueses deveriam de ler (principalmente os políticos e governantes). Gostei muito das reflexoes, das explicaçoes de porque subir impostos nao é a soluçao, etc.
Um bom livro para iniciantes ao tema da economia. Não me adicionou muito, porque já conhecia bem as posições do autor. Mesmo assim, vale a pena para quem quiser ser convencido que é pela abertura comercial e liberalismo económico que isto anda para a frente.
A defesa de um mundo globalizado mas de um ponto de vista liberal, mantendo as mesmas lógicas produtivistas e intensivistas que caracteriza o mercado do século XXI.
Uma reflexão muito detalhada sobre a evolução da sociedade e como esta está em constante choque com dois caminhos bem distintos , a globalização e as economias fechadas.
Uma excelente introdução sobre as escolhas que recaem às diferentes gerações na nossa sociedade, e que futuro queremos para o país e para o mundo. Recomenda-se muito, uma ótima leitura super descontraída mas com temas sérios para quem gosta de ler algo desse tipo mesmo na praia.. É desse tipo de livro e para isso a abordagem e escrita tem de estar bem conseguida.. O que é o caso.. A 1a Grande escolha foi ler este livro em 2021
Excelente exposição de um conjunto de ideias políticas, económicas e sociais muito importantes, em especial no ambiente político que se vive nos dias de hoje na Europa e no mundo. A escrita é acessível e frequentemente bem fundamentada. De facto, se quisermos apontar algo a este livro podemos dizer que muitos dos exemplos e alguma da lógica são simplistas e caem quase no senso comum, mas isso pode ser interpretado como um trade-off que faz sentido para trazer estas ideias a um público alargado e não necessariamente técnico. Muito recomendável.
Muito simples e consiso. Abrange diversas áreas e explora minuciosamente cada uma delas. Muito facilmente são explicados conceitos fiscais e tributários de uma perspetiva liberal. Existe também uma inspeção, com recurso a exemplos simples e familiares, a impostos e outras medidas, que, tendo um fundamento teórico bom e aprazível à massa populacional, na prática, tem consequências potencialmente devastadoras, arrasando o mercado e, consequentemente, quem se queria ajudar no processo. Muito, muito bom. Acima de tudo para alguém sem bases económicas, é de fácil leitura! Parabéns Adolfo!
Excelente visão holística sobre o mundo. Adam Smith certamente ficaria agradado com a leitura deste livro. Leitura acessível e com explicação concreta de conceitos.