Jump to ratings and reviews
Rate this book

Dias e Dias

Rate this book
Mais do que a experiência de um confinamento entre quatro paredes, em Dias e Dias, Adília Lopes constrói um diálogo entre as memórias, presentes e passadas, dos objetos, das divisões da casa e as ruas, as flores e os edifícios que povoam estas páginas de reflexão: «Vem aí a macacoa, a miséria? Por enquanto aqui ainda tenho paz.»

64 pages, Paperback

Published September 1, 2020

5 people are currently reading
192 people want to read

About the author

Adília Lopes

45 books157 followers
"Adília Lopes da Silva and Maria José de Oliveira Viana Fidalgo are one and the same person. They are me. As poppy is a poppy. And many other names that I don’t know. Adília Lopes is water in gaseous state, Maria José is the same water in solid form. I'm a woman, I'm Portuguese, I’m from Lisbon, I’m a poet, I'm a linguist (we all are), I'm a physicist, I'm a librarian, I'm an archivist, I'm shortsighted, I was born on 20 April 1960, I'm single, I have no children, I'm catholic, I have brown eyes, I measure 1.56 m, now I weight 80 kg, I use the short hair since 1981, the hair is dark brown with many white hairs. (...) it's clear that the poet is always the idiot of the family, the crazy one".

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
93 (34%)
4 stars
125 (46%)
3 stars
43 (16%)
2 stars
5 (1%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 - 30 of 31 reviews
Profile Image for Paula Mota.
1,677 reviews570 followers
December 16, 2020
4,5*

“Aprendi num poema de Fleur Adcock que podia comer pão com queijo e tomate. Nunca tinha experimentado acrescentar tomate ao pão com queijo. A literatura ensina-me tudo."

Sorri muito enquanto lia estes escritos de Adília Lopes que datam sobretudo dos tempos de quarentena, que tanto parecem entradas de um diário, como apontamentos de carácter autobiográfico.

“Eu sei que, quando falo da minha casa, parece que estou a descrever a casa da mariquinhas. Gosto de objectos, de coisas. Cresci numa casa em que não se deitava nada fora.(...)Tenho muitos objectos, não são coisas raras, caras, preciosas. São coisas queridas para mim. Saturo o espaço com objectos, sou barroca, tenho horror ao vazio."

Desde a foto da capa às deliciosas belinhas, passando pelo serviço de louça com ninhos de andorinha e os livros da Anita (jamais Martine, OK?), “Dias e Dias” é um verdadeiro exercício de saudosismo e ternura.

“Sou um mata-borrão. As coisas más e boas alastram em mim, ficam a alastrar. As pequenas coisas também. Não sou nada impermeável.
Profile Image for Celeste   Corrêa .
381 reviews327 followers
January 4, 2021
Escreve a Adília Lopes que «a poesia desentropia». Este livro não me parece poesia, mas descreve-me (quase) na íntegra nas recordações e experiências que a autora e eu partilhamos e que vão além do aspecto geracional. Desentropiou-me ( é assim que se escreve?) as memórias, os objectos, a casa, as ideias que não sabia ter tão presentes e vivas; por isso, agradeço-lhe a oportunidade de me ter lido num livro.

«Sou um mata-borrão. As coisas más e as boas alastram em mim, ficam a alastrar. As pequenas coisas também. Não sou nada impermeável.»

«O meu sonho de criança foi ser Anita dona de casa.(..) Posso brincar às casinhas porque ainda tenho casa»

«Eu sei que, quando falo da minha casa, parece que estou a descrever a casa da mariquinhas. Gosto de objectos, de coisas. Cresci numa casa em que não se deitava quase nada fora. (..) Tenho muitos objectos, não são coisas raras, caras, preciosas. São coisas queridas para mim. Saturo o espaço com objectos, sou barroca, tenho horror ao vazio.»

Ah, e também tenho saudades de andar no segundo andar do autocarro e do cheiro da cola UHU.

Obrigada, Adília, mais uma vez.
Profile Image for Rita Tomás.
124 reviews9 followers
November 22, 2020
“Exigem-se cacos. Isso tudo é pose.” E não é que é? Adília conhece a solidão e por isso conhece a companhia.
Profile Image for Sol Barbosa.
58 reviews4 followers
April 4, 2021
Maravilhoso diário poético de Adília Lopes, sagaz e profundo na sua aparente singeleza. Fica-se com alguma pena de que não seja o dobro das páginas, mas talvez a depuração assim o exija. O poema "Quarentena" diz tudo em três versos e isso é quase mágico:

Quarentena

Estar em casa
estar a estar
dias e dias
26-IV- 2020 - 11h14







Profile Image for Rita Moreira.
77 reviews1 follower
June 5, 2024
Este livro foi para mim uma boa introdução a Adília Lopes. Não adorei o formato (conjunto de memórias intercaladas com poemas) mas fiquei com vontade de ler mais da sua obra. É um pouco desconcertante, e isso foi o que mais gostei.

“Os textos de Sophia davam-me vontade de escrever textos.
Eu escrevia textos e queria ser escritora.
A minha mãe tinha a Antologia. Eu achava estranho que um poema fosse só duas linhas e que quase toda a página do livro ficasse em branco.”
Profile Image for Carla Barroso.
577 reviews87 followers
September 14, 2025
Claramente, este género não é para mim. Há uma ou outra reflexão em que me revejo, mas senti que me encontrava a ler um diário onde me falta muito contexto.
Profile Image for Sofia Dias.
50 reviews5 followers
August 7, 2024
Li-o no tanque. Todinho. Ia intercalando com mergulhaços. O avô depois chegou com uma cadeira e um boné e sentou-se lá perto. Acabei-o e ele depois perguntou se o tinha escolhido ler pelo título ser igual ao meu apelido. Não foi, mas foi engraçado que o tenha perguntado. É a Adília, claro que adorei.
Profile Image for Raquel Lopes.
62 reviews14 followers
April 11, 2022
"Sou um mata-borrão. As coisas más e as boas alastram em mim, ficam a alastrar. As pequenas coisas também. Não sou nada impermeável."
Profile Image for Idalina Batista.
34 reviews3 followers
October 18, 2020
De uma beleza romântica naif.
Passeia-nos por sua casa, da sua avó, pelos seus objetos, as suas cores, recordações de tempos idos, vivências pintadas a cores, de um quotidiano preto e branco, marcado pelo confinamento.
Profile Image for Bruno Monteiro.
25 reviews2 followers
March 20, 2021
No confinamento, e sempre, precisamos da voz de Adília Lopes.

"Ouvir a musa é desgastante, um frenesi. Volto a escrever como aos 11 anos, quando andava no segundo andar do autocarro da Carris. Tenho 60 anos adolescentes." - p.55
Profile Image for Marlene Lucas.
18 reviews1 follower
January 9, 2025
Como é que pedaços aleatórios (ou não) de escrita conseguem ser tão viciantes?
Gostava de visitar e remexer esta casa.
Profile Image for Tomas Martins.
1 review1 follower
May 11, 2025
Sempre que leio os textos da Adília nutro um carinho especial pela mesma. É quase como estar sentado com uma avó que conta as suas histórias, as suas lembrança. Fascina me conhecer o passado dos nossos avós e a Adília satisfaz me sempre nesse quesito.
Profile Image for Sara.
38 reviews
April 10, 2025
Comprei um tapete de brincar. Na Vinted. Custou 5 euros. Na Worten custa 40. Gosto muito do meu tapete de brincar, até tem letras e tudo. Acho que a Adília também iria gostar muito do meu tapete de brincar, e de brincar comigo no tapete.
Profile Image for Patricia Santos.
75 reviews1 follower
August 28, 2021
Uma escrita muito livre e onde a prosa e poesia se interligam sem preconceitos. Em alguns momentos um retrato interessante das pequenas coisas do quotidiano, dos desafios do confinamento, nomeadamente o tempo que nos deu para refletir e reparar em pormenores caseiros que a velocidade dos dias nos impede de ver.
Profile Image for Raquel Martins.
10 reviews
May 11, 2025
Dias e Dias foi o meu segundo livro de Adília Lopes. Ela reafirma aquilo que melhor sabe fazer: transformar a simplicidade da vida quotidiana em poesia inesperadamente luminosa e por vezes sombriamente divertida. É um livro que nos faz rir e, ao mesmo tempo, sentir um nó na garganta. Há uma inteligência emocional e um olhar afiado para o banal.

A poesia de Adília não se esconde atrás de artifícios. ela diz as coisas como quem desabafa a meio da rua ou conversa connosco à mesa da cozinha. Mas por trás dessa aparente despretensão há uma precisão cirúrgica, uma forma de olhar para a rotina, os objetos, os gestos e as ausências que nos obriga a repensar o que considerávamos irrelevante. Adília vê o mundo com um olhar simultaneamente terno e ácido.

O riso que provoca nunca é superficial: nasce do reconhecimento, da cumplicidade e da melancolia. Há nos seus versos uma nostalgia inesperada, como se os dias e os poemas carregassem dentro deles o peso daquilo que foi esquecido ou nunca foi dito. E mesmo quando trata temas mais pesados como a a solidão, a perda, o desajuste, fá-lo com muita leveza, como se o poema estivesse a tentar consolar-nos sem grande cerimónia.

Dias e Dias é uma celebração da repetição, daquilo que se repete com variações subtis mas significativas. A sua poesia diz-nos que a rotina é tudo menos monótona: é nela que o absurdo e o sublime se encontram. Adília não falha em fazer-nos rir e sentir nostálgicos ao mesmo tempo. Uma proeza difícil, que exige uma sensibilidade ímpar e um domínio absoluto da ironia e da ternura.
Profile Image for Ricardo.
10 reviews
July 18, 2023
(Livro)

Iniciado e terminando no mesmo dia no autocarro 69 Rede Expressos Lisboa-Faro.

Adília nunca nos falhará. Um pequeno olhar no início da pandemia. Um olhar seguro, de quem tem uma casa cheia de coisas e não precisa se preocupar com o que se passa lá fora.
Profile Image for Filipa Machado.
236 reviews8 followers
August 1, 2024
Foi a primeira vez que li Adília Lopes. Gostei de ler e virem à memória recordações da infância que até parece que ela as conhece. Foi leve e rápido.
Profile Image for Camila.
22 reviews2 followers
July 28, 2025
Sinto que comecei a conhecer Adília. Fiquei com sede de mais
Displaying 1 - 30 of 31 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.