Em 1936, uma editora francesa negociou com António de Oliveira Salazar a publicação de um livro que, resumindo as opções políticas e a acção governativa do Estado Novo, constituísse o «cartão de visita» do pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Paris, a realizar em 1937. É esse livro que o leitor tem hoje nas mãos, na sua primeira grande edição em língua portuguesa. Praticamente desconhecido no nosso país durante décadas, Como se levanta um Estado mantém-se, pelas suas características singulares, uma obra indispensável na análise do fenómeno salazarista e no estudo de um período determinante da História Política nacional.
António de Oliveira Salazar (28 April 1889 – 27 July 1970) was a Portuguese statesman, academic, and economist who served as Portugal's President of the Council of Ministers from 1932 to 1968. Having come to power under the Ditadura Nacional ("National Dictatorship"), he reframed the regime as the corporatist Estado Novo ("New State"), with himself as a dictator. The regime he created lasted until 1974, making it one of the longest-lived authoritarian regimes in modern Europe.
Retórica vazia, com alguns pontos de interesse aqui e ali, mas que padecem de contrargumentacão. As visões são dogmáticas, sendo apresentados apenas exemplos bons para as medidas a realizar ou realizadas e argumentos maus para o que se considera mau para o Estado e para o país.
A discussão mais interessante é sem dúvida sobre a ditadura do supérfluo na vida do cidadão e a sua escravização laboral para atingir esse supérfluo. Aí vejo-me a concordar sensivelmente, sendo que no Portugal dos anos 30 o problema era as pessoas não terem sequer o essencial, quanto mais o supérfluo.
“Possivelmente para alguns associação transitória ou permanente de interesses materiais, a Nação é para nós sobretudo uma entidade moral, que se formou através dos séculos pelo trabalho e solidariedade de sucessivas gerações, ligadas por afinidades de sangue e de espírito e que a nada repugna a crer esteja atribuída ao plano providencial uma missão específica no conjunto humano. Só esse peso do sacrifico sem conta, da cooperação de esforços, da identidade de origem, só esse patrimônio coletivo, só essa comunhão espiritual podem moralmente alicerçar o dever de servi-la e dar a vida por ela. Tudo pela Nação, nada conta a Nação. Só é uma divisa política na medida em que não for aceite por todos e de facto não é.” - Depoimento de Salazar em 1949.