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O Cânone

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Um cânone é uma lista e uma escolha. Para este livro foram escolhidos cerca de cinquenta autores da literatura portuguesa, para além de grupos, escolas, movimentos, palavras importantes, e revistas.

Os grandes escritores não são escolhidos por consenso ou por votação popular, mas por terem sempre leitores, mesmo que poucos, ao longo do tempo. Os ensaios aqui incluídos não representam nenhum consenso. Representam as ideias dos seus autores e as suas opiniões, muitas vezes minoritárias.

Neste livro encontrará muitas opiniões discordantes sobre muitos autores portugueses; muitas escolhas, muitas ideias, e muitos tons diferentes. Não é um dicionário ou um guia neutro para a história da literatura portuguesa: é um livro de crítica literária para nos fazer pensar sobre a literatura portuguesa.

536 pages, Hardcover

First published October 1, 2020

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About the author

António M. Feijó

12 books12 followers
António Maria Maciel de Castro Feijó é licenciado em Estudos Anglo-Americanos pela Faculdade de Letras da Universidade de
Lisboa (1977).

No final da década de 1970 voa até à América e passa pela State University of New York. Depois, pela Brown University, onde se doutorou em Literatura Inglesa e Americana, com uma tese dedicada a Wyndham Lewis — um dos fundadores da revista Blast e do vorticismo. É nos Estados Unidos da América que diz estarem — numa opinião muito concordante com a de Nabokov — as «melhores universidades do mundo» e onde tudo é feito para os «alunos terem tempo de florescer intelectualmente». Durante a sua estada, apanhou Jimmy Carter e Ronald Reagan na presidência; Michael Jackson e Madonna a subir aos tops musicais e constatou que a realidade nos Estados Unidos da América é tão volátil e o desfecho pode ser tão inesperado que quem gosta daquele país está sempre «numa posição difícil» porque «a realidade americana pode vir a desapontar daqui a uma semana».

É Professor Catedrático do Departamento de Estudos Anglísticos e do Programa em
Teoria da Literatura, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Director e Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Letras da Universidade de
Lisboa (2008-2013).
A sua actividade de ensino e investigação tem incidido em domínios como a Teoria da
Literatura, a literatura do Renascimento inglês, a literatura Norte-Americana Moderna, e o Modernismo europeu e norte-americano. É autor de vários ensaios, e orientador de diversas teses e dissertações, nestes domínios.
Outras actividades incluem a tradução de autores ingleses e norte-americanos e a
dramaturgia para cena de textos ingleses e portugueses. Foi comissário de uma
exposição sobre literatura.
Membro e responsável científico de projectos de investigação sobre o Renascimento inglês e o Modernismo português.

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853 reviews
June 29, 2021
Neste cânone está a escolha dos editores, pelo que haverá sempre margem para críticas, especialmente pelas ausências. Por exemplo, a ausência de Sophia de Mello Breyner Andresen. Mas é refrescante o olhar sobre vários monstros sagrados e outro que ainda não o são mas poderão ser. Gostei especialmente dos artigos sobre Camões, Cesário Verde, António José da Silva, Cânone 2 (as mulheres fora do cânone), o Barroco, Maria Judite de Carvalho e Fernando Pessoa.
Profile Image for Paulo Alves.
14 reviews
December 20, 2020
A discussão sobre o grau de impulso canonizante é sempre sugerida com cautelas. Talvez melhor lhe assentasse este título, bem sei, nada comercial: Lista Argumentada Que Não Quer ser Regra Alguma ou o Anti-Cânone. Afinal, medir é sempre uma tarefa difícil. Fixemos a nossa atenção sobre a “altura” de Camilo Pessanha. Porque é tão “alto” com uma obra tão pequena? Uma parte disso deve-se, responde “O Cânone”, à estima que por ele tinha Fernando Pessoa e à propaganda que lhe fez. E a crítica aceitou. Eis uma pista severa: canónico porque a crítica em Portugal é de uma certa maneira. Tudo isto vai trazer bastante satisfação de leitura, sono, irritações e um caminho mais difícil para o “verdadeiro” cânone que queira vir aí.
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