Diplomata, doutor em História pela UnB e mestre em Ciência Política pela USP, com diploma de especialização pelo Instituto de Altos Estudos de Defesa Nacional (IHEDN), da França, o autor é professor assistente de História da Política Externa Brasileira no Instituto Rio Branco, tendo publicado artigos nas áreas de História Brasileira e Relações Internacionais. Este importante ensaio, que se torna ainda mais relevante pela proximidade do bicentenário da independência do brasil, em 2022, faz um panorama da situação sociopolítica nacional, e detalha toda a história da difícil separação entre a colônia e o reino. Na verdade, esse processo foi muito mais caótico e violento do que nos ensinaram na escola, envolvendo operações militares que mobilizaram mais de 50 mil soldados. Segundo o historiador Francisco Doratioto, que assina o prefácio, essa obra é uma oportunidade de se “compreender como se construiu um estado que, em contraste com o que ocorreu com a américa hispânica, conseguiu manter a unidade do espaço territorial herdado do período colonial”. Para ele, o livro de Hélio Franchini Neto traz “novas informações e lança luzes esclarecedoras sobre outras já conhecidas, desvendando as articulações entre as dimensões política e militar”.
Li a edição em papel. Dito isso, o livro, fruto do doutorado do autor, é uma belíssima obra a respeito do processo de independência do Brasil, que foi mais complexo e complicado do que nós em geral recordamos. Importante o papel político e diplomático, bem como o conflito militar, tantas vezes ignorado. O ponto alto da obra, que é muito bem detalhada, inclusive em relação aos aspectos relacionados aos acontecimentos das Cortes constitucionais em Lisboa. Uma obra de referência, que vale a pena para qualquer interessado no processo de formação do Brasil. Uma obra de muito fôlego.